<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969</id><updated>2012-02-16T06:42:50.429-02:00</updated><title type='text'>Diário de Bordo &amp; A Poética Crônica dos Contos (por elano ribeiro)</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>127</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2585442257053782391</id><published>2009-02-20T07:23:00.002-03:00</published><updated>2009-02-20T07:29:38.341-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;strong&gt;Pierrot apaixonado &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;(1935) &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Marcha Composição: Noel Rosa e Heitor dos Prazeres &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um pierrô apaixonado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que vivia só cantando&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Por causa de uma colombina&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acabou chorando, acabou chorando&lt;br /&gt;Um pierrô apaixonado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que vivia só cantando&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Por causa de uma colombina&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acabou chorando, acabou chorando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colombina entrou num botequim&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Bebeu, bebeu, saiu assim, assim&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dizendo: pierrô cacete&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Vai tomar sorvete com o arlequim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande amor tem sempre um triste fim&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Com o pierrô aconteceu assim&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Levando esse grande chute&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Foi tomar vermute com amendoim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pierrô apaixonado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que vivia só cantando&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Por causa de uma colombina&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acabou chorando, acabou chorando&lt;br /&gt;Um pierrô apaixonado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que vivia só cantando&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Por causa de uma colombina&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acabou chorando, acabou chorando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colombina entrou num botequim&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Bebeu, bebeu, saiu assim, assim&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dizendo: pierrô cacete&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Vai tomar sorvete com o arlequim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande amor tem sempre um triste fim&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Com o pierrô aconteceu assim&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Levando esse grande chute&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Foi tomar vermute com amendoim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bom carnaval para todos!!!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2585442257053782391?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2585442257053782391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2585442257053782391&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2585442257053782391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2585442257053782391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2009/02/pierrot-apaixonado-1935-marcha.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-9068173199750615629</id><published>2009-02-19T07:31:00.001-03:00</published><updated>2009-02-19T07:33:32.929-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Entre as espadas e os Beatles&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(publicado na revista &lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;Cronicas Cariocas&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sábado passado fui a um casamento de uma prima. Um casal “enigmático”, eu diria. Por força de uns acontecimentos, cheguei atrasado, acreditando que a cerimônia já estaria no fim e, portanto, eu poderia ir diretamente para a melhor “fatia do bolo”, ou seja, a festa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar ao local, logo percebi que a noiva estava bem mais atrasada do que eu. Na escadaria que dava acesso ao interior da igreja, mais de uma dúzia de casais, padrinhos e madrinhas dos noivos, se mostravam ansiosos, esperando o momento de adentrarem no recinto. Alguns homens da tal fila, a exemplo do noivo, que é militar de uma das nossas ilustres forças armadas, vestiam fardas, impecavelmente bem alinhadas, passadas e engomadas. E, ainda levavam na cintura suas “reluzentes” espadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Espadas estas que, ao final da cerimônia, foram apontadas para o alto e depois cruzadas pelos seus donos, para que os noivos, a essa altura marido e mulher, passassem por debaixo delas. Aliás, acho que isso acontece em todo casamento cujo cônjuge é militar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Naquele exato momento, em que as espadas se tocavam, produzindo um som que eu não sei descrever, algo que pode não fazer muito sentido, passou pela minha cabeça. Vendo aqueles jovens rapazes colocados frente a frente, empunhando suas espadas, cheios de orgulhos, com os egos inflados, quase estourando, por saberem que estavam sendo admirados (e invejados, por alguns) por suas jovens e belas companheiras e, também, por boa parte dos presentes, pensei: como pode os representantes de instituições que marcaram de forma negativa um dos momentos mais sombrios da recente história brasileira (leia-se ditadura), causar tanto fascínio nas pessoas? O que estaria sentindo se, entre os convidados, estivessem filhos ou netos de cidadãos que foram torturados e assassinados pelos militares nos porões sangrentos do Brasil dos anos sessenta?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas foi um pensamento muito passageiro. Não que o assunto não fosse relevante, mas talvez aquele momento festivo e de confraternização não fosse o mais oportuno para tais questionamentos. Tanto assim, que chamei meu filho, João Pedro, para ver “o ritual das espadas”, mas ele achou melhor e mais interessante continuar brincando de pique com uma garotinha, pela pequena varanda da igreja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saímos dali e fomos para a festa, animada por um DJ que se rebelava nas pick-ups, apesar de usar um terno bem careta. E nesse clima de total descontração, chamou-me mais uma vez a atenção os jovens militares, pois mesmo ali, quando todos se divertiam, alguns deles não se desgrudavam de suas espadas. Comentei isso com minha esposa e, então, ela me disse que elas eram caríssimas. Banhadas a ouro, com marfim e outras coisas mais. Ela sabe disso porque o irmão dela, ou seja, meu cunhado, também é militar, e logicamente, passou por debaixo de algumas espadas quando se casou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até que, lá pelas tantas horas da madrugada, o DJ soltou uma seqüência dos Beatles. Aí, meus amigos, não teve jeito. As caríssimas espadas foram colocadas debaixo das mesas e os rapazes se soltaram na pista. Sem exageros, é claro.A essa altura, meu filho João Pedro, já dormia no colo da mãe. Talvez sonhando com a menininha que ele brincou lá na igreja. Mas, fiquei com a sensação de que ele, João Pedro, irá preferir a rebeldia dos garotos de Liverpool às espadas banhadas a ouro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-9068173199750615629?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/9068173199750615629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=9068173199750615629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/9068173199750615629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/9068173199750615629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2009/02/entre-as-espadas-e-os-beatles-publicado.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7989531932417176256</id><published>2009-01-14T07:56:00.002-02:00</published><updated>2009-01-14T07:59:36.590-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SW23YI37OcI/AAAAAAAAAe8/0CRL70Enj7o/s1600-h/carta-correio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291086762556996034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SW23YI37OcI/AAAAAAAAAe8/0CRL70Enj7o/s200/carta-correio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Carta a um desconhecido&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(publicado também na revista &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho pensado seriamente em ir a uma agência dos Correios, pegar um daqueles enormes livros de endereço, escolher a página de uma cidade bem distante, fechar os olhos e correr o dedo pela folha, parando repentinamente em algum nome. Feito isto, tomarei nota dos “dados postais” da pessoa e voltarei para casa, para então, começar a escrever uma carta a alguém desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrever para alguém que você desconhece por completo, um verdadeiro estranho, tem lá suas vantagens. Por exemplo: essa pessoa pode servir como uma espécie de psicólogo, afinal pode-se revelar a ela as coisas mais absurdas, os desejos mais proibidos, as culpas, as frustrações, e por aí vai. Porém, meu objetivo será outro, o de tão somente me corresponder com alguém que jamais pensou em receber uma carta de um completo desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda mais em tempos de quase total extinção das correspondências tradicionais. Aposto que, se ao invés de uma carta, eu fosse até meu computador e digitasse aleatoriamente um e-mail qualquer, o destinatário não o abriria, com receio de ser um vírus que iria por todo o seu HD em risco. Então, excluindo-se a total possibilidade de ser uma carta bomba, certamente quem a receber, terá muita curiosidade de abri-la e ler seu conteúdo até a última linha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficarei na expectativa de saber se minha correspondência irá cair nas mãos de alguém jovem ou idoso, alegre ou baixo-astral, pessimista ou otimista. Será essa pessoa um administrador ou um artista? Será alguém de espírito criativo que irá ler minha carta e se dar ao trabalho de responder? Ou será uma pessoa fechada para tudo que não estiver programado na sua rotina cotidiana, e por conta disso, pensará que sou um louco e desocupado que tem tempo de sobra para perder com bobagens e futilidades, como tentar fazer contato com pessoas estranhas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja lá como for, por um determinado período, será como se eu tivesse voltado no tempo. Tempo em que se esperava o carteiro ansiosamente, todos os dias, na esperança de receber notícias de um amigo, amor ou parente distante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem sabe, a pessoa que receber minha carta comentará com outras a respeito do acontecido e uma dessas dirá: “Ah, eu já ouvi falar da cidade desse cara e tenho conhecidos lá”. Ou então: “Que coincidência, tenho parentes que vivem no lugar de onde veio essa carta”. Afinal, não raramente, esse nosso mundo tão grande, parece ser pequeno demais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7989531932417176256?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7989531932417176256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7989531932417176256&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7989531932417176256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7989531932417176256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2009/01/carta-um-desconhecido-publicado-tambm.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SW23YI37OcI/AAAAAAAAAe8/0CRL70Enj7o/s72-c/carta-correio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-4564043938683752609</id><published>2008-12-30T11:54:00.002-02:00</published><updated>2008-12-30T11:57:39.911-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285581838918683442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SVooraQBCzI/AAAAAAAAAek/z049uecAx7A/s200/2008serafoda.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esse foi um grande ano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(publicado na revista &lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final do ano passado, meu amigo Luciano Fortunato me presenteou com o CD “Vagabundo”, uma parceria do Ney Matogrosso com Pedro Luiz e a Parede. Junto ao encarte do CD, tinha um bilhete escrito à mão por Luciano, que dizia, entre outras coisas, “que 2007 tinha sido foda.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo poeta estava se referindo a diversos acontecimentos que nos cercaram naquele ano, como por exemplo, o nascimento do meu filho João Pedro e a publicação constante de alguns dos nossos textos tanto na internet como também em “meios mais tradicionais de leitura”, ou seja, jornais e revistas impressas. Enfim, foram 365 dias bem interessantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas aí, como não poderia deixar de ser, 2007 se foi, deixando a expectativa de que 2008 poderia ser ainda melhor. E foi mesmo. Esse ano, que está chegando ao fim, também foi foda. Ou punk ou chique ou simplesmente, um grande ano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recebi vários presentes da vida em 2008, e em todos eles encontrei as mesmas (e ao mesmo tempo diferentes e infinitas) possibilidades, que iam se multiplicando e se encaixando, como num quebra cabeças de vidrais coloridos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas possibilidades chegaram todas em forma de pessoas, de novos amigos, que trouxeram consigo uma espécie de energia pronta para ser espalhada e compartilhada.&lt;br /&gt;Amigos que a vida nos traz, que atravessam nossos caminhos, semeiam algo de bom, e nos afirmam através de atitudes que nossas possibilidades (sonhos) podem se tornar realizações. E, normalmente, a gente só vai compreender a importância do encontro com essas pessoas quando começarmos a colher os frutos, que são resultados das sementes plantadas por elas, lá atrás. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amigos: uns vem e vão. Partem depois de deixar suas sementes devidamente plantadas. Partem, não por que querem, mas sim por que precisam. E partindo, nos deixam uma sensação de vazio. Cria-se um hiato habitado pela angustia da incerteza de um novo encontro. Mas navegar é preciso. E semear outros terrenos (vidas) com a semente das possibilidades, também.&lt;br /&gt;Enfim, esse ano de 2008, que está prestes a acabar, foi e ainda está sendo para mim um momento de ruptura, de mudanças e até mesmo de renascimento. Tudo isso provocado pelas pessoas que, felizmente, eu encontrei no meu caminho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feliz Natal e um ano de 2009 cheio de possibilidades e realizações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-4564043938683752609?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/4564043938683752609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=4564043938683752609&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4564043938683752609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4564043938683752609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/12/esse-foi-um-grande-ano-publicado-na.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SVooraQBCzI/AAAAAAAAAek/z049uecAx7A/s72-c/2008serafoda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1536485974733695273</id><published>2008-12-10T10:02:00.003-02:00</published><updated>2008-12-10T10:18:03.391-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/ST-xncEUIiI/AAAAAAAAAeA/eXtfJcO9WzI/s1600-h/cerebro_Carbamazepina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278132579408814626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/ST-xncEUIiI/AAAAAAAAAeA/eXtfJcO9WzI/s200/cerebro_Carbamazepina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carbamazepina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Elano Ribeiro. Texto publicado na revista &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há mais ou menos nove anos, numa tarde de janeiro, senti uma forte pontada na cabeça, como se um objeto pontiagudo estivesse penetrando meu crânio. Fiquei tonto. Muito tonto. Concluí que alguma coisa não estava normal dentro da minha cabeça – já nem um pouco normal – e que, portanto, deveria procurar um médico imediatamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi o que eu fiz, naquele mesmo dia. Potencializei meu pessimismo e procurei um neurologista, já querendo perguntar a ele quanto tempo eu ainda tinha de vida. Sério, não é exagero. Fui para o consultório com a quase certeza de ter um tumor no cérebro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Felizmente, após algumas perguntas e respostas, e posteriormente, um EEG – sigla de “Eletro Encefalograma Digital” –, ficou diagnosticado que eu tinha apenas uma “Disritmia”. Algo comum, bem corriqueiro, que quase todo mundo tem nos dias de hoje – palavras do neurocirurgião que me atendeu – e que seria meu parceiro de consultas médicas bimestrais ao longo de muitos anos pela frente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele (o médico) era um sujeito bem mais alto do que eu, gordo, cabelos grisalhos estilo “garotos de Liverpool”, flamenguista que adorava falar do Vasco da Gama, dono de um currículo invejável, colecionador de carros modernos e velhos, e um grande bebedor de cerveja – segundo ele mesmo me disse uma vez, durante uma de nossas conversas-consultas bimestrais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, a cerveja! Como eu gostava de sentir o gosto dessa bebida maravilhosa. Quanto mais amarga, melhor! E logo no nosso primeiro encontro, o neurocirurgião fã dos Beatles, foi logo me avisando que eu não poderia mais tomar café, Coca-Cola e cerveja, enquanto estivesse fazendo uso dos medicamentos por ele prescritos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E como eu nunca fui de contrariar ordens médicas, segui a risca as recomendações do doutor Liverpool. Por quase nove anos, ingeri uma dose diária de Carbamazepina – era esse o nome do remédio que eu utilizava –, feliz por nunca mais ter sentido aquela tal pontada na cabeça.&lt;br /&gt;O tempo foi passando e eu ia me sentindo cada vez melhor, mesmo ouvindo a sentença médica de que eu ainda tinha “um pontinho de disritmia”. Então, aos poucos, fui me achando no direito de voltar a consumir um pouco de cafeína, e num ato de rebeldia, não demorou muito para que eu me rendesse aos prazeres do “capitalismo engarrafado” – aqui se lê Coca-Cola. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, eu nunca mais havia colocado uma gota de álcool na boca. Minhas “estripulias-falso-etílicas” eram regadas à cerveja sem álcool. Motivo de chacota entre os amigos apreciadores do gosto divino da cerveja. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até que, semanas atrás, resolvi por fim a minha abstinência etílica. Tudo por conta de uma cerveja preta. Olhei para a prateleira do mercado e lá estava ela, me observando, me conquistando com seu jeito envolvente e sensual, disfarçado nas suas formas arredondadas. Tenho certeza que meus olhos brilharam, e ela, falando bem baixinho, quase que sussurrando aos meus ouvidos, me disse coisas que eu nem pude acreditar. Enfim, fiquei com água na boca, cheio de sede e vontade de sentir e sorver novamente o seu precioso líquido. Ela me fez perder a cabeça, e num ato condenado por alguns, porém aplaudido de pé por muitos outros (quem serão os loucos da história?), ao chegar em casa, tomei uma decisão: peguei todas as cartelas da minha ex- amiga Carbamazepina e guardei-as bem lá no fundo da gaveta. Desde então, nunca mais voltei a vê-las. E, se interessa a alguém, estou me sentindo muito bem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto a minha conquistadora lá das prateleiras do supermercado, a mesma que me devolveu ao “mundo dos nem sempre sóbrios”, levei-a para casa, conversei com ela por uns dois dias, sempre que abria a porta da geladeira, e no fim de uma tarde quente de domingo, cheio de cuidados e carinhos, coloquei-a sobre a mesa, segurei seu corpo frio, rígido e molhado, tirei seu lacre, ouvi aquele delicioso barulhinho de prazer emanar de sua “boca”, observei extasiado seu líquido derramar para dentro do meu copo, e tomado por um prazer descomunal, provei do seu sabor em um só gole. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como dizem aqueles ilusionistas às suas platéias, sempre que vão fazer algum número muito perigoso, eu também vos digo: não façam como eu. Antes de deixar de tomar seus medicamentos, procure seu médico. Mas caso ele não o libere, vá a um mercado qualquer, olhe para a prateleira certa, deixe-se conquistar por uma nova (ou antiga) paixão e guarde sua cartela de remédios bem lá no fundo da última gaveta do armário. Às vezes, uma pequena dose de rebeldia desce bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1536485974733695273?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/1536485974733695273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=1536485974733695273&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1536485974733695273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1536485974733695273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/12/carbamazepina-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/ST-xncEUIiI/AAAAAAAAAeA/eXtfJcO9WzI/s72-c/cerebro_Carbamazepina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-4230997660120720630</id><published>2008-12-02T08:31:00.001-02:00</published><updated>2008-12-02T08:38:37.034-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/STUOksqlFsI/AAAAAAAAAd4/l_sSG9B0zSs/s1600-h/ass-banner-livro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275138562162235074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 453px; CURSOR: hand; HEIGHT: 144px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/STUOksqlFsI/AAAAAAAAAd4/l_sSG9B0zSs/s400/ass-banner-livro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-4230997660120720630?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/4230997660120720630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=4230997660120720630&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4230997660120720630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4230997660120720630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/12/blog-post.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/STUOksqlFsI/AAAAAAAAAd4/l_sSG9B0zSs/s72-c/ass-banner-livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7304360932415507448</id><published>2008-12-02T08:24:00.001-02:00</published><updated>2008-12-02T08:26:33.068-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275137022906848738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 143px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/STUNLGff1eI/AAAAAAAAAdw/gL-WqSe4b4U/s200/sonhos-dezembro.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Os sonhos de dezembro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez o mês de dezembro seja o mais propício aos sonhos. Refiro-me ao sonhar acordado, de olhos abertos, completamente consciente dos devaneios que revelam nossos anseios, sejam eles pessoais ou profissionais, públicos ou secretos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sonha-se: com novos amores – ou com a volta dos antigos –; com mais qualidade de vida; com viagens; com (mais) dinheiro na conta; com a cura de enfermidades (físicas e/ou psicológicas). Promete-se: viver de forma mais intensa, sem se importar com o que os outros irão dizer; não levar a vida tão a sério; ler mais; ouvir mais músicas; ser mais feliz, custe o que custar; iniciar os inúmeros projetos que estão guardados “dentro das gavetas”; perder a hora pelo menos uma vez por semana... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sonhar em dezembro é diferente. Mesmo que os sonhos sejam os mesmos do ano inteiro. Quase que voltamos a ser como as crianças, que esperam pelo Papai Noel. Digo quase, porque, como “crianças crescidas” que nos tornamos, perdemos a ingenuidade e, infelizmente, já não temos mais tempo para algumas fantasias e magias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo tendo a certeza de que Papai Noel não virá nos trazer de bandeja tudo o que almejamos, conseguimos idealizar nossos sonhos através da esperança em dias melhores. E ela, a “esperança”, aflora de maneira mais intensa nos seres humanos, em dezembro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, dezembro marca o fim e o começo. Ou melhor: o recomeço. O mês do Papai Noel, o último do nosso calendário, representa muito mais um início do que o mês de janeiro, onde realmente inicia-se o novo ano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, que venha dezembro, com as suas portas e janelas abertas para o mundo dos sonhos. Ele chega na próxima semana, e apesar de trazer consigo os últimos dias de primavera, para a maioria de nós, ele vem carregado com a claridade do verão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7304360932415507448?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7304360932415507448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7304360932415507448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7304360932415507448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7304360932415507448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/12/os-sonhos-de-dezembro-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/STUNLGff1eI/AAAAAAAAAdw/gL-WqSe4b4U/s72-c/sonhos-dezembro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-20519441184360385</id><published>2008-11-18T10:52:00.002-02:00</published><updated>2008-11-18T10:57:52.105-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SSK7g6e1XII/AAAAAAAAAdo/JnzZnjQJ4lY/s1600-h/carta-selo-close.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269980688105692290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SSK7g6e1XII/AAAAAAAAAdo/JnzZnjQJ4lY/s200/carta-selo-close.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;ECT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(publicado também na revista &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cronicas Cariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegou aos meus ouvidos, a notícia de que a agência dos Correios da minha cidade, a única que possuímos, irá fechar. Já tem até data marcada. Seus funcionários, segundo dizem, irão ser todos transferidos para o município vizinho. Ainda não sei até que ponto essas informações são verídicas. Mas, de qualquer maneira, toda essa história e – por enquanto – boataria, me fez lembrar do filme “Narradores de Javé”, dirigido por Eliane Caffé.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No filme, o personagem Antônio Biá é um ex-funcionário dos Correios, que foi expulso da cidade após fazer futricas e caluniar moradores em cartas enviadas a conhecidos, para salvar seu emprego, uma vez que a agência de Javé iria ser fechada por “falta de movimento”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A saída encontrada por Antônio Biá, certamente não seria a melhor solução para impedir o fechamento da “nossa” agência. Se bem que, vez ou outra, cartas maldosas e ofensivas, dirigindo-se à políticos da situação e também da oposição, circulam pelas ruas de Mendes. Estas porém, não necessitam dos Correios, pois são postas por “baixo das portas” do comércio local, na calada da madrugada, enquanto todos os cidadãos dormem o sono dos justos (!?). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que estejamos em plena era digital, com quase todo mundo se comunicando pela internet, e que, por conta disso, a correspondência tradicional tenha se tornado algo pouco utilizado. Mas privar os cidadãos do convívio quase que saudosista dos nossos bons e bravos carteiros, que por décadas embalaram os sonhos de homens e mulheres enamorados, que sentiam um verdadeiro frio na barriga ao avistar aqueles funcionários do governo com suas bolsas a tiracolo, repletas de cartas apaixonadas, escritas em papel perfumado, já é um pouco demais. Principalmente para as pessoas que ainda não se acostumaram com toda a tecnologia – e sua conseqüente falta de romantismo – existente nos dias atuais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Terei eu de me preparar para responder com um nó na garganta, provocado pelas lembranças “das épocas postais”, quando meu filho, que só tem um ano e meio de vida, e talvez não conheça pessoalmente a figura de um carteiro, me perguntar: “Pai, o que foi que existiu naquele prédio velho e abandonado”? Saberei eu lhe dizer que em tempos não tão distantes, era daquele lugar que partiam os nossos sonhos e realidades, alegrias e tristezas, esperanças e angústias, em forma de letras escritas em papel, “escondidas” dentro de um envelope carimbado e selado?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-20519441184360385?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/20519441184360385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=20519441184360385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/20519441184360385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/20519441184360385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/11/ect-publicado-tambm-na-revista-cronicas.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SSK7g6e1XII/AAAAAAAAAdo/JnzZnjQJ4lY/s72-c/carta-selo-close.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7027742720060155811</id><published>2008-10-31T10:15:00.003-02:00</published><updated>2008-10-31T10:50:01.233-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SQr-WLDseHI/AAAAAAAAAV4/q6T2-v6nURE/s1600-h/alma-livro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263298771414710386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SQr-WLDseHI/AAAAAAAAAV4/q6T2-v6nURE/s200/alma-livro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Almas, canetas e grafites&lt;br /&gt;(por &lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;elano ribeiro&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrevi, certa vez, que os livros têm alma. Uma ou muitas, isso vai depender do número de “donos” que eles tiveram, por quantas prateleiras passaram e de tudo que “presenciaram”, do tipo de tratamento que receberam etc. Acredito que essas almas também deveriam ser intocáveis, invioláveis.&lt;br /&gt;Acontece, que eu tenho a mesma mania de uma infinidade de outros leitores pelo mundo afora, a de manchar com tinta de caneta ou com grafite as almas dos livros, grifando frases e palavras, que por algum motivo eu desejo não esquecer mais. Como se o fato delas estarem sublinhadas seja garantia de que eu vá me lembrar de tudo o que li.&lt;br /&gt;Muito provavelmente, o grande e real sentido de ferirmos as almas dos livros com nossas canetas e lápis, seja o de deixarmos pistas sobre a forma como pensamos a vida e que tipo de pessoas nós somos, para os que, algum dia, venham a ler um determinado exemplar que já passou por nossas mãos.&lt;br /&gt;Foi com esse pensamento que resolvi pegar alguns livros meus, de forma aleatória, e verificar que textos e palavras eu havia destacado. Será que se eu estivesse lendo-os atualmente faria as mesmas “observações”? – perguntei-me antes de iniciar as leituras. E ao final, concluí que sim, que ainda penso como antes – pelo menos até agora. Vamos a alguns deles:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“... Só sei que de lábio em lábio fui aprendendo que o amor não merece um beijo que não seja, no mínimo, indecente...” (Divã – Martha Medeiros).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“... Depois de tanto tempo vivendo com uma pessoa, a gente não é mais tão único como supõe, o ser humano é solvente: se mistura com a vida dos outros e depois só com mágica é possível separas as partes...” (Divã – Martha Medeiros).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“... Aqui sentada, abandonada, contemplo o mundo imundo, o tudo e o nada, assim perdida, alucinada...” (Onde andará Dulce Veiga? – Caio Fernando Abreu).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“... Esse é o destino dos ninhos, de todos os ninhos: o abandono” (Um mundo num grão de areia – Rubem Alves).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“... Escrevo sem poder escrever e: por isso escrevo. De resto, não saberia o que fazer com este corpo que, desde sua chegada ao mundo, não consegue sair do lugar...” (A chave de casa – Tatiana Salen Levy).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“... As manhãs são boas para acordar dentro delas, beber café, espiar o tempo. Os objetos são bons de olhar para eles, sem muitos sustos, porque são o que são e também nos olham, com olhos que nada pensam...” (Os dragões não conhecem o paraíso – Caio Fernando Abreu).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre faço um grande esforço para não manchar as almas dos livros que me são emprestados. Confesso que já precisei recorrer a um bom lápis-borracha, numa tentativa desesperada de cicatrizar a alma de um livro alheio. Felizmente, o ferimento não teve conseqüências mais sérias, tendo o exemplar saído de minha prateleira de livros praticamente como chegou: com uma alma ainda leve, sem o “peso” das tintas e dos grafites, sem os rabiscos. Porém, também saiu de minhas mãos sem a possibilidade de revelar ao seu dono algo que, secretamente, eu havia confidenciado através das folhas quase intactas daquele livro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7027742720060155811?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7027742720060155811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7027742720060155811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7027742720060155811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7027742720060155811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/10/almas-canetas-e-grafites-por-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SQr-WLDseHI/AAAAAAAAAV4/q6T2-v6nURE/s72-c/alma-livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6108642236698685996</id><published>2008-10-15T21:22:00.002-03:00</published><updated>2008-10-15T21:31:43.438-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SPaLRylxtTI/AAAAAAAAAVw/eLOJH74loYc/s1600-h/pernas_loira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257542752755889458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SPaLRylxtTI/AAAAAAAAAVw/eLOJH74loYc/s200/pernas_loira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um exercício de observação&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="texto_bold"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(a loira narcisista, a morena com pinta de modelo e a adolescente gordinha) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="texto_bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="texto" align="justify"&gt;Nunca fui um bom observador. Demoro para captar as coisas que estão acontecendo ao meu redor. Porém, de uns tempos para cá, tenho tentado ser “menos desligado”, até porque, um cronista que se preze e que gosta de escrever sobre o ser humano e suas atitudes, tem que estar atento aos detalhes do cotidiano.&lt;/p&gt;&lt;p class="texto" align="justify"&gt;Então, ontem (domingo, 12/10), tratei de realizar um exercício de observação. O lugar escolhido não poderia ser melhor: uma loja de calçados femininos. Entrei no recinto acompanhando minha esposa, Laura, e fui logo de me sentando num dos bancos do lugar. Escolhi um bem no cantinho, onde eu pudesse ter uma visão privilegiada de todos (ou todas) que ali se encontravam. Pronto, o local perfeito para “ficar de olho nas mulheres alheias”&lt;/p&gt;&lt;p class="texto" align="justify"&gt;Duas situações logo me chamaram a atenção. Vamos a elas:&lt;/p&gt;&lt;p class="texto" align="justify"&gt;&lt;span class="texto_bold"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Situação nº 1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Uma loira, com seus vinte e poucos anos, bonita, grávida de cinco ou seis meses, trajando um vestido de estampas floridas, bolsa grande a tiracolo e uma sandália rasteira, entra na loja, examina com cuidado os modelos que se encontram nas prateleiras e pede à vendedora que lhe traga alguns deles, para que ela possa experimentá-los. A prestativa atendente se abaixa e calça os pés da moça com cuidados e carinhos típicos das atenciosas e dedicadas funcionárias desse ramo comercial. A loira segue para frente do enorme espelho. Mas para meu espanto (talvez só meu mesmo, pois acho que ninguém mais estava prestando atenção na moça), em vez de fixar seus olhos em direção aos pés, ela começa a ajeitar os longos cabelos, coloridos artificialmente diga-se de passagem. Mexe daqui, mexe dali, joga-os para a direita e depois para a esquerda, sucessivas vezes. Repete a mesma atitude com os outros pares que experimenta. Por fim, vai embora, sem comprar absolutamente nada, porém extasiada por satisfazer seu espírito narcisista. &lt;/p&gt;&lt;p class="texto" align="justify"&gt;&lt;span class="texto_bold"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Situação nº 2&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Uma esguia moça, com pinta de modelo, que flutua com seu corpo de mais de um metro e oitenta sobre um salto finíssimo, adentra o recinto. Parece não ter mais de vinte e um anos. Vem acompanhada de uma outra moça um pouco mais velha, um pouco mais baixa, um pouco menos bonita. Veste um modelito prata. Uma peça única, curtíssima e não muito larga, deixando boa parte de suas longas pernas a mostra e delineando bem os atributos de seus quadris e adjacências. Logo atrás dela vem uma outra jovem, provavelmente ainda adolescente. Essa é baixa, talvez tenha menos de um metro e sessenta e cinco, gorda, dona de “salientes extremidades” na altura do abdômen. Veste uma calça cinza, dessas que colam no corpo, uma blusa curta e um pouco “folgada” e botas de camurça com canos longos. Enquanto a moça com pinta de modelo experimenta vários modelos de sapatos e sandálias, a mesma é observada atentamente por mim e pela adolescente. Quando a primeira caminha em direção ao caixa para efetuar o pagamento das compras realizadas, a segunda concentra de maneira ainda mais intensa o seu olhar em direção ao corpo “perfeito” da primeira. Fico me perguntando o que a segunda deve estar pensando: “Olha que coisa horrível, toda magra. Sou mais eu”, ou “Que inveja! Como eu queria ser igual a ela”. &lt;/p&gt;&lt;p class="texto" align="justify"&gt;Laura, depois de mais de meia hora, finalmente decide o que vai levar para casa. Saímos da loja. Minha esposa pensando se fez a escolha certa ao optar pela compra de uma sapatilha cor de areia, mas que ela me disse que às vezes parece cor-de-rosa. Eu, pensando nas três “personagens” que acabara de observar, e suas respectivas situações. Desço e subo as escadas rolantes do shopping, feliz por ter realizado meu “exercício” de maneira paciente e atenta e sabedor de que já possuía material para escrever mais uma crônica do cotidiano.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6108642236698685996?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6108642236698685996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6108642236698685996&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6108642236698685996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6108642236698685996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/10/um-exerccio-de-observao-loira.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SPaLRylxtTI/AAAAAAAAAVw/eLOJH74loYc/s72-c/pernas_loira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6097337278548717767</id><published>2008-10-10T07:55:00.002-03:00</published><updated>2008-10-10T07:59:46.579-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A hora que não chegou&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(crônica de Elano Ribeiro, publicada na revista &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca consegui “sair de cima do muro” e formar uma concreta e inabalável opinião quando o assunto em questão é a existência ou não de um ser divino. Já travei longas batalhas comigo mesmo, tentando chegar a uma conclusão, buscando encontrar respostas para os questionamentos que eu me fazia a respeito de Deus. O resultado dessas brigas internas sempre foi a constante e frustrante sensação de derrota, por não conseguir chegar à conclusão alguma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso, de uns tempos pra cá, resolvi não mais procurar por respostas. Decidi permanecer no alto do muro, apenas observando e ouvindo o que os outros têm a dizer sobre o assunto. E, apesar de ouvir certos absurdos, principalmente por parte daqueles que se dizem “crentes”, faço um esforço e mantenho-me calado, evitando as prováveis discussões. Quanto aos ateus, não os critico em hipótese alguma, pois posso compreender perfeitamente o porquê da total descrença.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, tenho sido tendencioso a optar pela crença em algo superior. Afinal, é muito confortante acreditar que a vida não vai terminar “na próxima esquina”, e que, ao darmos o último suspiro, na verdade, estaremos iniciando uma nova jornada ao lado daqueles que amamos e que partiram desse mundo antes de nós. Como disse Ferreira Gullar (acho que foi ele mesmo que disse): “quem acredita em Deus tem metade dos seus problemas resolvidos”. Se um ateu convicto pensa assim, acho que o melhor que eu – um indeciso de carteirinha – tenho a fazer é colocar um pé do lado de lá do muro. Do lado dos que crêem. É claro que faço isso com certas ressalvas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre essas ressalvas, está o fato de creditarem a Deus, o total controle sobre nossas vidas, inclusive o momento exato da nossa morte e, em que condições ela irá ocorrer. Quem nunca ouviu algo parecido com isso: “morreu porque chegou a sua hora”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num determinado dia da semana passada, por volta das doze horas, encontrei com uma grande amiga. Conversamos rapidamente. Nos despedimos combinando de continuarmos nosso papo num outro dia, com mais tempo. Fui para um lado, ela para o outro. Às quinze horas desse mesmo dia recebi a notícia de que essa minha amiga havia sido atropelada por um trem e faleceu. O que não faltou foram pessoas dizendo que a hora dela havia chegado. Ainda mais por causa da forma trágica e inusitada que se deu o terrível acontecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escutei, sem discutir. Mas em silêncio eu dizia para mim mesmo que, o que havia acontecido era exatamente o contrário. A hora dela não havia chegado: a hora dela ser feliz, pois, por mais que tudo esteja bem em nossas vidas, sempre existe uma felicidade a ser alcançada; a hora dela encontrar o verdadeiro amor; a hora dela ver seus sonhos realizados; a hora dela descansar (ela já estava aguardando a tão sonhada aposentadoria) depois de tantos anos de trabalho e dedicação à família. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ela partiu – tomara que para um lugar melhor que esse. Mas não consigo acreditar que Deus já tivesse determinado que aquele dia fosse o último da vida de uma pessoa que tinha ainda tanto por fazer e para viver. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6097337278548717767?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6097337278548717767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6097337278548717767&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6097337278548717767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6097337278548717767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/10/hora-que-no-chegou-crnica-de-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-8279348219786441596</id><published>2008-09-22T20:31:00.000-03:00</published><updated>2008-09-22T20:33:02.603-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Devaneio Primaveril&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na noite passada aconteceu uma grande festa no meu jardim imaginário. Os organizadores estavam com os nervos à flor da pele, preocupados em averiguar cada detalhe, desejando que aquela noite fosse inesquecível. Vindas de diversas regiões, as Orquídeas, anfitriãs da festa desse ano, usavam vestidos das mais variadas cores e estilos, e aguardavam, ansiosamente, a chegada da convidada mais ilustre. Ao notarem a aproximação de uma carruagem dourada, puxada por cavalos alados, todos brancos como algodão, os Cactos, responsáveis pelos fogos de artifício, coloriram o céu que já estava pintado de estrelas. Enfim, chegava a Primavera, despejando lá do alto, milhares de pétalas de Rosas brancas, amarelas, vermelhas... Trazia consigo um valioso presente, uma chuva suave, da mais pura e cristalina água. Margaridas, Ipês, Trevos e todos os demais convidados reverenciavam a rainha que desembarcava de forma grandiosa, porém humilde, saudando a todos com aceno e olhar maternal. Copos de leite, responsáveis pela escolta da rainha, a acompanharam até o centro do jardim, acomodando-a numa confortável almofada feita de Painas. Formigas, devidamente trajadas, serviam água da chuva em taças de cristal. Todos ergueram um brinde em homenagem a mais uma festa da Primavera. Num enorme palco formado por Cogumelos gigantes, uma orquestra de Morangos silvestres, regida por um impecável Jasmim, tocava orgulhosa a Nona Sinfonia de Bethovem. O baile adentrou a madrugada, com os pares apaixonados dançando sem parar, sendo observados carinhosamente pela grande rainha Primavera. Num canto mais isolado da festa, quatro jovens Lírios do campo, todos de terno e gravata, usando enormes franjas no cabelo, tocavam Sergeant Pepper's Lonely Heart's Club Band, levando algumas Hortênsias e Violetas adolescentes à loucura. Fui acordado de meu devaneio primaveril, pelo forte estrondo de um trovão. Custei pra perceber que havia sido “expulso” daquela festa magnífica. Levantei-me, fui até a janela do quarto e fiquei alguns minutos observando a chuva que caía, sentindo uma enorme paz interior. Não resisti e fui ao encontro dela. Antes, porém, peguei uma taça que não era de cristal, e debaixo da chuva, deixei que ela se enchesse daquela água, que também não era tão pura e cristalina. Fiz um brinde à rainha Primavera, pedindo que seu reinado fosse de muita paz, amor, flores e poesia.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-8279348219786441596?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/8279348219786441596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=8279348219786441596&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8279348219786441596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8279348219786441596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/09/devaneio-primaveril-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-4031349605305424210</id><published>2008-09-17T17:18:00.003-03:00</published><updated>2008-09-17T17:23:54.307-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SNFmybEeKwI/AAAAAAAAAVg/dpDwYDAyIbI/s1600-h/casal_chuva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247088057309342466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SNFmybEeKwI/AAAAAAAAAVg/dpDwYDAyIbI/s200/casal_chuva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cena de cinema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(crônica de &lt;strong&gt;Elano Ribeiro&lt;/strong&gt; publicada na revista eletrônica &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dias atrás, durante o trabalho, saí da minha sala e fui à copa tomar um café. Lá chegando, observei, sem nada entender a principio, que um grupo de colegas – todas mulheres – estavam em estado de euforia, observando algo que acontecia lá fora. Indaguei o motivo de tal agito, e a resposta veio prontamente: elas observavam uma cena da vida real que poderia bem ser coisa de cinema. A vida imitando a arte. O cenário: uma praça pública, sem muitos figurantes por conta do dia frio e chuvoso. Atores principais: um casal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele havia chegado primeiro, trazendo um buquê de flores vermelhas. Encostou num muro à beira do rio, parecendo não se importar com a neblina, e lá ficou à espera dela (da amada?), que por sua vez, não tardou a chegar. Porém, segundo me disseram os colegas espectadores, ela não chegou com o sorriso típico dos enamorados que se encontram após romperem a barreira da espera e da expectativa pelo momento dos abraços e dos beijos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A moça recebeu suas rosas e se colocou de pé ao lado do rapaz apaixonado(?). Permaneceu abraçada ao seu buquê, sem demonstrar muito entusiasmo, enquanto que ele soltava palavras que nós nunca saberemos quais foram. Ela parecia apenas emitir sons monossilábicos. E ele, com a paciência que o amor exige, tentou uma maior aproximação, um encontro das suas mãos com as das dela. Tudo em vão, visto que ela parecia irredutível, ou seja, as mãos dela continuaram sendo exclusividade das belas rosas vermelhas, que recebiam a brisa gelada dos últimos dias do outono. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode-se dizer que o filme não terminou com um final feliz. Pelo menos para ele, que ficou lá, sozinho, secando as lágrimas que escorriam pela sua face, enquanto via a decidida moça ir embora, levando consigo o belo buquê que havia acabado de receber. Talvez quisesse ela guardar aquelas pétalas vermelhas, mesmo depois de murchas, como lembrança do amor e da paixão que um dia existiu entre ela e o agora solitário rapaz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto aos espectadores, numa tentativa de “dar uma força” ao solitário rapaz apaixonado, soltaram gritos de “parabéns”, “muito bem”, “não desiste”, “viva o amor”... E mesmo sem entender exatamente o que aconteceu, sem saber se o rapaz era o “mocinho” ou o “vilão” da história, antes que ele se fosse (antes que as luzes se ascendessem, indicando o fim do filme), o público aplaudiu a cena, de pé. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a história de amor do casal terá uma continuação e, se terá um final feliz, isso só o futuro irá dizer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-4031349605305424210?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/4031349605305424210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=4031349605305424210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4031349605305424210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4031349605305424210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/09/cena-de-cinema-crnica-de-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SNFmybEeKwI/AAAAAAAAAVg/dpDwYDAyIbI/s72-c/casal_chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5492761324446003668</id><published>2008-09-03T15:24:00.004-03:00</published><updated>2008-09-03T15:30:52.461-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SL7XLfqJN6I/AAAAAAAAAVI/U53DAg2Og00/s1600-h/elano_cp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241863608782632866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SL7XLfqJN6I/AAAAAAAAAVI/U53DAg2Og00/s200/elano_cp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma grata surpresa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(crônica de &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Elano Ribeiro&lt;/span&gt;, publicada na revista eletrônica &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caros leitores. Após algumas semanas longe das páginas desta revista, cá estou eu novamente. Minha ausência se deu por um motivo nobre: a produção do curta-metragem “Cachorro-Quente Vodu”, baseado no conto homônimo, de minha própria autoria, e que foi selecionado para participar do projeto Revelando os Brasis – Ano III. E o que eu vou escrever aqui, é exatamente sobre um dos momentos dessa experiência. Esse texto é um agradecimento a todos aqueles que junto comigo estão construindo o “Cachorro-Quente Vodu”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde o momento em que comecei a pensar nas gravações do curta, havia algo que muito me preocupava: o número de figurantes que iriam comparecer no local das filmagens, ou seja, num ginásio de futebol de salão. Precisaríamos de um grande número deles para compor a arquibancada e fazerem o papel de torcedores. Começamos a nossa “caça aos figurantes” pelas escolas, convidando alunos e quem mais estivesse interessado em participar. Depois partimos para grupos de teatro, familiares etc. Detalhe importante: todos teriam que ficar à nossa disposição durante um sábado e domingo inteiros, hora empolgados, hora tristes, afinal seriam eles os torcedores de um time que começa o jogo a todo vapor e, depois vai perdendo todo o ímpeto do começo da partida. E teriam de fazer isso sem ganhar um tostão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para dar mais crédito a minha preocupação, quando voltávamos nas escolas para recolher as dezenas de fichas que lá havíamos deixado, nas mãos de “empolgados” alunos, quase sempre tínhamos a ingrata surpresa de receber somente meia dúzia delas. O pânico (o meu pânico) ia crescendo e tomando conta de mim, a tal ponto de pela primeira vez na vida perder o sono durante boa parte de uma madrugada dessas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com temor ou não, com insônia ou não, o tempo passou (e como passou depressa!), e o dia das gravações chegou. Mesmo tendo em mãos o número pré-estipulado de “Termos de Autorização para Veiculação de Imagem e Voz” (burocracia necessária), havia no ar a possibilidade de contarmos com um número mínimo de figurantes. Passava por nossas cabeças a experiência com os alunos das escolas por nós visitadas: primeiro a nossa empolgação por ver o interesse da “rapaziada” em querer participar; depois a decepção ao constatar que o interesse continuava somente com uns poucos, muito poucos. Havia ainda um outro complicador: o dia amanheceu chuvoso. Sim, o ginásio era coberto. Mas – pensava eu – quem é que vai sair do conforto de seu lar num sábado chuvoso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda bem que as boas surpresas fazem parte de nossas vidas. Antes mesmo do horário combinado para que as pessoas chegassem ao local das gravações, já havia um amontoado de figurantes na entrada do ginásio. Em pouco tempo já tínhamos uma longa fila formada por crianças, adolescentes, adultos, senhores e senhoras. Meu temor foi se dissipando e dando lugar a uma euforia que se transformava, aos poucos, na certeza de que tudo daria certo. E deu mesmo. As pessoas, todas elas, demonstraram uma grande, uma imensa boa vontade em colaborar. Além disso, era notória a alegria por parte daqueles que ali estavam. Filmamos por dois dias seguidos e ao final ficamos com o prazeroso gostinho de “quero mais”. Todos nós estávamos felizes. Todos, sem exceção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O curta “Cachorro-Quente Vodu” está gravado. Agora estamos na expectativa para ver o resultado final, a junção das imagens tão belas, coloridas e alegres. Aguardamos a edição na expectativa de termos nas mãos um trabalho áudio-visual de qualidade. Mas independente do “Bom” do “Regular” ou do “Ruim”, acredito que um dos principais objetivos do projeto Revelando os Brasis foi alcançado: o de termos conseguido mobilizar centenas de pessoas dos mais diversos segmentos da nossa comunidade. E isso foi, para todos nós, uma grata surpresa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5492761324446003668?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5492761324446003668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5492761324446003668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5492761324446003668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5492761324446003668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/09/uma-grata-surpresa-crnica-de-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SL7XLfqJN6I/AAAAAAAAAVI/U53DAg2Og00/s72-c/elano_cp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6369661750435045922</id><published>2008-08-14T21:52:00.003-03:00</published><updated>2008-08-14T22:04:23.818-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SKTVb0k14tI/AAAAAAAAAVA/ohhgYYJSzfU/s1600-h/2294311.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234543340857713362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SKTVb0k14tI/AAAAAAAAAVA/ohhgYYJSzfU/s400/2294311.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Sinopse Sinopse Sinopse&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A chave de casa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Tatiana Salem Levy)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Neta de judeus da Turquia e filha de comunistas do Brasil, a narradora recebe do avô a chave que abriria a porta da casa de Esmirna, para onde os avós fugiram durante a Inquisição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6369661750435045922?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6369661750435045922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6369661750435045922&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6369661750435045922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6369661750435045922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/08/sinopse-sinopse-sinopse-neta-de-judeus.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SKTVb0k14tI/AAAAAAAAAVA/ohhgYYJSzfU/s72-c/2294311.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6495250380438769988</id><published>2008-07-29T23:44:00.003-03:00</published><updated>2008-07-29T23:55:09.672-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228634795864975922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SI_XpPPHajI/AAAAAAAAAUY/0eUL1Z7yhDE/s200/jesus_cristo_a_bordo.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Jesus Cristo a bordo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(crônica de Elano Ribeiro, publicada na revista eletrônica &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cronicas Cariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tarde não era das mais quentes, nem das mais frias. Eu caminhava pela calçada, distraidamente – tenho andado tão distraído, mais do que normalmente sou, e pra piorar, comecei a falar sozinho –, quando um veículo passou ao meu lado. De dentro dele vinha um ruído perturbador. Não era instigante ou provocador. Era mesmo um som perturbador – funk, pancadão ou batidão, como queiram chamar os entendidos desse estilo musical(?) –, no sentido de: causar embaraço ou aborrecimento; causar atordoamento (Minidicionário Aurélio, 4ª edição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embaraçado, aborrecido ou atordoado, ficaram eu e mais algumas pessoas que transitavam próximos àquele veículo, que passava lentamente, por vezes parando, devido ao engarrafamento. Decidi que não iria olhar diretamente na direção do carro, para não dar muito crédito ao sujeito que, certamente, procurava chamar a atenção dos pedestres, ou em especial, das pedestres. Mas, estando eu de óculos escuros, espiei de “canto de olho” e observei o jovem que pilotava a sua máquina sonora disfarçada de automóvel. Uma mão no volante, um braço na porta, cabeça erguida e olhar de quem se achava o mais esperto, o melhor e o mais irresistível ser da espécie dos homo sapiens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, contudo, naquele carro, algo que me chamava mais a atenção do que o desagradável ruído sonoro que dele emanava, e a suposta “onisciência” de seu condutor. Um adesivo enorme, que cobria quase toda a largura do vidro traseiro. Numa letra bem desenhada, estava escrito: “Jesus Cristo a bordo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Jesus!” – disse eu em voz alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de certa vez, em que ouvi Rubem Alves dizer que achava hilário certos dizeres estampados nos veículos, como por exemplo: “propriedade de Jesus”, “veículo rastreado por Jesus”, “Jesus está no volante”... O que Rubem Alves diria desse “Jesus Cristo a bordo”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi inevitável que eu fizesse uma rápida análise da situação. Pensei em duas hipóteses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Jesus Cristo estaria no banco do carona, com as mãos sobre o jovem motorista, clamando ao Pai Celestial, que colocasse um pouco de bom senso e também bom gosto, na cabeça daquele rapaz. Que o Pai, fizesse-o enxergar que existem por aí, ao alcance de todos, músicas de qualidade. E que, se a intenção dele era atrair os olhares das moças da cidade, ele poderia usar de outros meios, algo que não fosse tão... tão... pertubador. E, principalmente, que não “estampasse” ou exibisse o seu santo nome em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Numa cena muito pouco provável, e até mesmo bizarra, Jesus estaria no banco do carona, usando um boné com a aba virada para o lado e uma calça larga, muito abaixo da linha da cintura. Para completar o improvável, estaria Ele se requebrando ao som do “proibidão”, na velocidade que exige um maior movimento e esforço dos músculos glúteos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que me acusem de heresia, deixo claro que tratei logo de espantar tais pensamentos da minha cabeça. Mas pedi a Jesus Cristo que, se ele realmente estivesse a bordo daquele veículo, que por misericórdia e amor aos ouvidos e olhos alheios, fizesse o favor convencer o jovem rapaz a levar rapidamente para a garagem o seu veículo (ou seria: a sua discoteca dos horrores?). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6495250380438769988?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6495250380438769988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6495250380438769988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6495250380438769988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6495250380438769988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/07/jesus-cristo-bordo-crnica-de-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SI_XpPPHajI/AAAAAAAAAUY/0eUL1Z7yhDE/s72-c/jesus_cristo_a_bordo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-29495115659122536</id><published>2008-07-25T11:39:00.001-03:00</published><updated>2008-07-25T11:43:21.291-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;"Quando um homem morre é como se uma biblioteca inteira se incendiasse"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(antigo provérbio africano)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-29495115659122536?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/29495115659122536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=29495115659122536&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/29495115659122536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/29495115659122536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/07/quando-um-homem-morre-como-se-uma.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-861575803231947411</id><published>2008-07-17T20:06:00.002-03:00</published><updated>2008-07-17T20:11:12.158-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224124349798826898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SH_RauQ6Q5I/AAAAAAAAATo/TezgxI5KLfc/s200/revelando_osBrasis.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pode crê&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(por Elano Ribeiro. Crônica publicada na revista eletrônica &lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto dedicado aos amigos do projeto &lt;a href="http://www.blogger.com/www.revelandoosbrasis.com.br"&gt;Revelando os Brasis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante, de uma estrela que virá numa velocidade estonteante, e pousará no...”. E pousou, em Copacabana, mas precisamente na Avenida Atlântica, quase na esquina com a Santa Clara, exatamente ali, naquele bairro que é, para mim, a maior torre de Babel a céu aberto do Brasil. Democracia de línguas, diversidade de culturas, marginalidade aflorada. Cartão postal da beleza carioca, retratada nas ondas de pedra do seu calçadão. Cartão postal das mazelas cariocas, escondidas atrás dos prédios à beira mar. Enfim, Copacabana continua linda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E foi nesse universo quase ficcional, como se Copacabana tivesse saído das páginas de Nelson Rodrigues, que um índio e mais trinta e nove indivíduos, entre eles eu, das mais diversas “tribos”, desembarcaram para viverem juntos, praticamente vinte e quatro horas por dia, durante duas semanas, uma espécie de conto-de-fadas-dos-tempos-modernos ou um reality show sem câmeras escondidas. Quarenta pretensos cineastas, ou, simplesmente, amantes das artes, não necessariamente da sétima, deixando se levar pelo vai-e-vem das ondas do mar, e também das ondas cerebrais, ativando os impulsos da imaginação e da criatividade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gaúchos, paranaenses, baianos, cearenses, acreanos, mineiros, pernambucanos, quase cariocas..., todos trazendo nas malas um texto de sonhos e perspectivas, e muitas expectativas com relação à volta para casa, já acompanhados de uma câmera na mão e mil idéias incompletas na cabeça. Arrisco-me a dizer, que éramos, e ainda somos, e talvez sejamos por todo o resto de nossas vidas, quarenta aspirantes a Glauber Rocha do século XXI. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No meio dessa tribo de pretensos cineastas brasileiros, havia um jogo de palavras e sotaques de deixar qualquer aficionado pela língua brasileira num verdadeiro êxtase. Até as gírias – confesso que elas nunca me soaram muito bem – pareciam-me envolventes e apaixonantes. Mas entre “bá”, “tri legal”, “daí”, “arretado”, ‘trem bão”, “aí”, “massa”, “só” “meu”... destacava-se a completa amplitude de sentidos do “pode crê”, entoado como uma oração, divulgada, estimulada e “ensinada” por um mineiro “papo-cabeça-raul-seixista” e por um paranaense entendido das idéias socráticas e platônicas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muito em breve, toda essa diversidade cultural estará novamente reunida, numa comunhão de gestos, histórias, causos, sabores (salve o mel de Cambará do Sul e o pão de mel de Santa Maria Madalena), palavras, risos, lembranças, certezas, incertezas, companheirismo e filmes. Todos com seus vídeos prontos, filmados em lugares completamente distintos e geograficamente distantes, mas focados num mesmo espírito desbravador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos: em outubro vamos mais uma vez nos encontrar, e decupar um pouco mais os roteiros de nossas próprias vidas. Pode crê!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-861575803231947411?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/861575803231947411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=861575803231947411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/861575803231947411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/861575803231947411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/07/pode-cr-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SH_RauQ6Q5I/AAAAAAAAATo/TezgxI5KLfc/s72-c/revelando_osBrasis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-3555244333657524023</id><published>2008-07-09T08:04:00.002-03:00</published><updated>2008-07-09T08:11:15.645-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os nós de nós&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(por *Rogério Manzolillo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo curto&lt;br /&gt;E nós,&lt;br /&gt;Sentados na praça&lt;br /&gt;A discutir egoísmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo curto&lt;br /&gt;E nós,&lt;br /&gt;Ditando individualidades&lt;br /&gt;A agradecer o coletivo interno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo curto&lt;br /&gt;E nós,&lt;br /&gt;Distante, ignorando o medo&lt;br /&gt;A vontade de amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo curto&lt;br /&gt;E nós,&lt;br /&gt;Sem entender os nós&lt;br /&gt;A transitar pelo silêncio constante&lt;br /&gt;De nossa solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Rogério Manzolillo, poeta e carioca de Santa Tereza&lt;br /&gt;Contatos através do e-mail: &lt;a href="mailto:rmanzolillopoesia@hotmail.com"&gt;rmanzolillopoesia@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-3555244333657524023?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/3555244333657524023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=3555244333657524023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3555244333657524023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3555244333657524023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/07/os-ns-de-ns-por-rogrio-manzolillo-o.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-8548412464420488380</id><published>2008-06-22T11:37:00.002-03:00</published><updated>2008-06-22T11:52:09.127-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Amigos e leitores: o blog "Diário de Bordo &amp;amp; A Poética Crônica dos Contos" estará de "férias" no período de 24/06 a 05/07. Durante esses dias, estarei participando das Oficinas do projeto "Revelando os Brasis", que teve, entre os 40 textos selecionados, o conto "Cahorro-Quente Vodu", de minha autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é o Revelando os Brasis? &lt;/strong&gt;Revelando os Brasis tem por objetivo promover a inclusão e a formação audiovisuais por meio do estímulo à produção de vídeos digitais. Dirigido a moradores de municípios brasileiros com até 20 mil habitantes, o projeto contribui para a formação de receptores críticos e para a produção de obras que registrem a memória e a diversidade cultural do País, revelando novos olhares sobre o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Como funciona o projeto?&lt;/strong&gt; A partir de um Concurso de Histórias destinado somente a moradores de municípios com até 20 mil habitantes, os interessados enviam textos contando as histórias (reais ou de ficção) que gostariam de transformar em vídeo. Quarenta histórias são selecionadas, e seus autores participam de oficinas preparatórias de roteiro, direção, produção, fotografia, som, edição etc. Na etapa seguinte, os selecionados colocam em prática o aprendizado recebido, retornando a suas cidades para a realização dos vídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cachorro-Quente Vodu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou atrás de um dos gols da quadra de futsal. Apenas uma grade e alguns poucos metros me separam da baliza. Posso sentir o cheiro do suor que sai dos poros da pele do goleiro. Quase posso ouvir os batimentos cardíacos do goleiro: acelerados, descompassados, arrítmicos, frenéticos. A rivalidade entre o time da casa e o visitante (dois municípios vizinhos) sempre foi conhecida na região, mas nunca esteve tão acirrada. Os “caras de lá” levaram dois dos melhores jogadores dos “caras de cá” pra essa temporada. Bola no centro, árbitros apostos, jogadores eufóricos, torcida tensa: vai começar o jogo. Vai começar a maior manifestação de amor e ódio do brasileiro (e pela quantidade de mulheres em volta da quadra, das brasileiras também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor: o time vai bem, é líder do campeonato, todos os jogadores são craques (para alguns eles são quase semi-deuses), que normalmente nunca erram (apenas dão azar, às vezes), o treinador é o professor (use ele prancheta ou não, saiba ele falar bem ou não, saiba ele escrever corretamente ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ódio: o time vai mal, vai ser rebaixado, os jogadores são pernas-de-pau (alguns deles deveriam ir para o inferno), que normalmente nunca acertam um lance sequer (e quando acertam é porque deram sorte), o treinador é um burro e filho de uma mãe que nunca está presente para questionar os diversos “adjetivos” que lhes é atribuída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quadra começa a partida, rola a pelota. O time da casa – considerado inferior depois da perda dos dois atletas para o time adversário – sai na frente: 1 x 0; o time visitante se mostra nervoso: 2 x 0; recuo um pouco da posição em que estava (cotovelos apoiados no muro que circunda a quadra) para dar lugar a uma menininha de seis anos de idade, que a todo momento me faz perguntas: tio, aquele ali de cabelo esquisito é do nosso time?; tio, porque é que tem um moço vestido todo de preto? (tenho vontade de lhe responder que ele está de luto pela própria morte, que irá acontecer caso ele não apite corretamente); tio, o que acontece se ninguém fizer gol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todo o instante a menininha de seis anos de idade sai do lugar que eu lhe cedi, diz que tem muita vontade de fazer xixi. Sempre fico na expectativa de que ela não vá voltar, e dessa forma, eu possa ocupar novamente o lugar que por direito é meu. Mas ela sempre volta. Dessa última vez, ainda voltou com um cachorro-quente nas mãos, praticamente sem molho algum, só mesmo uma salsicha dentro de um pão. Enquanto eu começo a me preocupar se a menininha de seis anos de idade não vai vomitar todo aquele sanduíche nos meus pés, o time da casa faz 3 x 0: delírio total da torcida. Acho que vamos golear. Mas na mesma proporção em que o sanduíche (cachorro-quente ou pão com salsicha, já não sei mais precisar o que é aquilo que a menininha de seis anos de idade come) vai acabando, também vai diminuindo o ímpeto do time da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a suspeitar que o potencial do time dos “caras de cá” têm a ver com aquela mistura de farinha, água, sal, ovos e mais a porra da salsicha (que de sólida, vai aos poucos se transformando numa coisa pastosa, de tanto que a menininha de seis anos de idade a comprime dentro daquele pão “suspeito”). Mais uma mordida: 3 x 1; outra mordida: 3 x 2. Sinto-me responsável, preciso deter a fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes: “por favor, a garotinha poderia terminar de comer seu sanduíche depois que o jogo acabar?”. “Não posso esperar tio, está muito gostoso e eu estou com muita fome”. O time dos “caras de lá” cometem a sexta falta: tiro livre pra gente. Vamos ampliar o placar e sair do sufoco. Não. O jogador (o melhor que temos, o craque, nossa promessa de gols) perde o gol. A bola vai justo na direção do goleiro. Percebi que no momento do chute aquele projeto de sanduíche levara mais uma mordida. Resta-me pedir ajuda aos céus. Deus parece ouvir minhas súplicas: encerra-se o 1º tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, a menininha de seis anos de idade interrompe a sua degustação juntamente com o apito do arbitro, que finalizou a primeira etapa. Ela simplesmente parou de comer o maldito sanduíche-cachorro-quente-pão com-salsicha. Envolveu o que restava daquela massa já disforme num saco plástico. Certo da influência maligna que aquela coisa vem exercendo sobre o time dos “caras de cá”, pergunto aliviado: “ah, então você resolveu acabar de comer essa coisa em casa?” “Não, tio. Estou guardando a outra metade pra quando o jogo começar de novo. Tio, porque que o jogo parou?”. Achei melhor não responder, afinal deve haver algum parente da menininha de seis anos de idade por perto e, certamente, ele ou ela não vai gostar de ouvir minha resposta. Mas, sinceramente, já começo a achar que o jogo nem devia ter começado. Mas começou. E acaba de recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto do apito estridente do “homem de preto”, ordenando que a bola volte a rolar sobre o piso de cimento, vem o barulho quase que insuportável do plástico se abrindo. De dentro dele, do saco plástico agora todo aberto, vem o cheiro enjoativo da dupla mais suspeita e perigosa da noite: o pão e a salsicha.&lt;br /&gt;No mesmo instante, a fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes volta a abocanhar o que já foi um inocente sanduíche. Numa tentativa de demonstrar que não existe qualquer cumplicidade entre ela e a tal dupla infernal, a menininha de seis anos de idade grita o nome do time da casa, mas as palavras que saem da sua boca vêm acompanhadas de um farelo de cor indescritível, resultado do encontro da farinha, água, sal, ovos e mais a porra da salsicha com a sua saliva. A mal educada grita com a boca cheia, e junto dos farelos que irrompem da sua boca como lavas sendo jorradas de um vulcão no exato instante em que ele entra em erupção, vem mais um gol do time visitante: 3 x 3. “Porra, eles vão virar o jogo se essa criatura, que deveria ser um anjo – mas está longe disso –, não parar de comer essa porra nojenta.” – penso eu em voz quase baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou definitivamente certo de que o sanduíche é uma espécie de vodu. A cada mordida que ele leva, os jogadores do time de cá perdem suas forças, e a fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes é a mestra involuntária dessa magia. O jogo prossegue num ritmo alucinante: o time visitante ataca sem parar, enquanto que o time dos “caras de cá” só faz se defender. Sinto que a coisa não vai acabar bem. Estou quase arrancando das mãos da menininha de seis anos de idade o que resta daquela mistura explosiva. Não. Se eu fizer isso vou ser linchado aqui mesmo. Um cara do meu tamanho e da minha idade atacando uma criança indefesa – todos vão achar que eu sou um louco faminto tentando roubar aquele resquício de sanduíche.  Resolvo ficar na minha, junto com minhas orações, que hão de ser mais fortes que qualquer magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam vinte segundos pra acabar a partida. Do jeito que a coisa vai o empate será um ótimo resultado pra gente. Nas mãos da menininha de seis anos de idade ainda resta uma pequena migalha daquilo que já foi alguma coisa. Ela se prepara pra abocanhar o último pedaço. O time dos “caras de lá” ataca velozmente pela esquerda. A menina abre ainda mais sua boca pra receber o último pedaço. O time dos “caras de lá” tem direito a um lateral, bem próximo do gol do time dos “caras de cá”. Faltam quinze segundos. O lateral é cobrado. Treze segundos. O último pedaço começa a adentrar na boca da fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes. Um jogador do time dos “caras de lá” passa pelo goleiro do time dos “caras de cá” e lhe dá uma cuspidela na cara. Dez segundos. O goleiro sai do gol com a bola em jogo pra reclamar com a arbitragem da agressão sofrida. Cinco segundos. A menininha de seis anos de idade aplica o golpe mortal naquilo que já foi alguma coisa. Ela morde. A bola é cruzada na área. O goleiro não está lá. A bola bate na perna do pivô do time dos “caras de cá” e entra lentamente pro fundo das redes: 4 x 3. O jogo acaba. O sanduíche acaba. Fomos derrotados. A menininha de seis anos de idade embola o saco plástico que revestia o sanduíche (ou aquilo que já foi alguma coisa) e joga pro alto. A embalagem plástica cai igual a um pára-quedas sobre minha cabeça. A fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes some em meio à multidão que, desolada e frustrada, retorna aos seus lares (alguns não menos frustrantes e desoladores). O que eles e mais os jogadores do time dos “caras de cá” (que agora estão todos reunidos sentados no centro da quadra tomando um esporro do treinador) não sabem, mas eu tenho certeza, é que o jogo foi perdido por causa da dupla mais suspeita e infernal da noite: um pão e uma salsicha. Ambos “comandados” (ou seriam, treinados?) por uma menininha de seis anos de idade.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-8548412464420488380?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/8548412464420488380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=8548412464420488380&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8548412464420488380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8548412464420488380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/06/amigos-e-leitores-o-blog-dirio-de-bordo.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7190025642778986685</id><published>2008-06-17T23:31:00.003-03:00</published><updated>2008-06-17T23:35:28.954-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213044297080143762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SFh0KxXWf5I/AAAAAAAAASc/uX47rVc4DUI/s200/espelho_meu.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Espelho, espelho meu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Elano Ribeiro. Crônica publicada na revista eletrônica &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em entrevista à revista Bravo!, do mês de maio desse ano, o cantor Ney Matogrosso diz que, num determinado dia, no início da turnê de seu mais novo show – Inclassificáveis –, sentira muitas dores musculares, provocadas pelos esforços que a apresentação da noite anterior lhe demandara. Por conta disso, ponderou: “é, não vai rolar... Não dou mais conta”. Foi aí que ele resolveu consultar o psicólogo que o orienta há séculos: o espelho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na mesma revista, numa suposta carta à Woody Allen, Domingos de Oliveira escreveu: “...O tempo passa como um rato na sala. Se tirarmos todos os espelhos da casa, passaremos melhor o dia...”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espelhos: psicólogos para alguns, carrascos para outros. Testemunhas oculares da influência que o tempo exerce nas nossas vidas (leia-se aqui, nossa pele, esse revestimento perecível), de momentos íntimos – êxtase ou frustração–, de encontros e desencontros, das mensagens de amor escritas em seu “corpo” com batom vermelho, de sorrisos e lágrimas, de dores e curas, de nascimentos e mortes, de começos e fins.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espelhos quebrados nos garantem sete anos de azar, dizem os supersticiosos. Por outro lado, refletem a nossa imagem partida, como se, de repente, nos transformássemos em dois. Duas fatias do mesmo ser. Um único cérebro que poderá, enfim, agir emocionalmente e racionalmente ao mesmo tempo. Um mesmo coração que terá, assim, permissão para amar duas pessoas simultaneamente. Um mesmo corpo que poderá, finalmente, se auto-observar em tempo integral – isso, se os dois lados do mesmo corpo caminharem de mãos dadas –, e contrariando as leis impostas pela física, ocuparão dois lugares ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espelhos, alguns muito grandes, colocados nos camarins dos artistas. Uns presenciarão o calor dos fãs, afoitos por um contato mais íntimo com o ídolo, desnudo das maquiagens, roupas e facetas que o personagem exigia. Outros, farão companhia aos solitários, quase anônimos, artistas circenses, que aos poucos vão retirando de seus rostos o brilho das tintas e purpurinas já desbotadas pelas lágrimas que lhes escorrem por conta dos aplausos negados pelo escasso público, e pela certeza de uma vida longe dos holofotes da fama e dos palcos de muita luz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na minha pequena casa existe um único espelho. Também não é grande. Minha esposa reclama: “não consigo me ver por inteira”. Eu, particularmente, acho que ele está de bom tamanho. E, a exemplo de Ney Matogrosso, o considero meu psicólogo pessoal. Perdi a conta de quantas vezes me coloquei na sua frente e lhe aluguei com meus problemas e dilemas. Suas sessões têm um preço bem acessível: vez ou outra um reparo na sua moldura, ou um pano úmido para lhe tirar as manchas de pasta de dente e dos desenhos feitos com as pontas dos dedos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De frente para o meu psicólogo de parede, compartilhando do seu silêncio quase transparente, tento – muitas vezes em vão – não enxergar a imagem que ele reflete. Não que ela me cause aflições, pelo contrário, gosto dela, como uma espécie de Narciso dos tempos modernos. Sinto-me em paz e feliz com cada contorno que a pele da minha face adquiriu ao longo dos anos e, normalmente, deparo-me com um sorriso refletido. No entanto, esforço-me para buscar a imagem que existe dentro da imagem, e a outra dentro daquela, e mais a outra por detrás da outra e da outra..., até que eu consiga chegar no garoto de muitos anos atrás, cheio de sonhos joviais, que não tinha a menor noção do significado prático da palavra “problema”, e que via o espelho apenas como um objeto decorativo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7190025642778986685?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7190025642778986685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7190025642778986685&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7190025642778986685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7190025642778986685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/06/espelho-espelho-meu-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SFh0KxXWf5I/AAAAAAAAASc/uX47rVc4DUI/s72-c/espelho_meu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2664657108216789981</id><published>2008-06-12T23:21:00.003-03:00</published><updated>2008-06-12T23:32:05.466-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SFHbwoqRVtI/AAAAAAAAASM/4TKvkeZfb-M/s1600-h/Amizade+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211187872439293650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 135px; CURSOR: hand; HEIGHT: 110px" height="122" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SFHbwoqRVtI/AAAAAAAAASM/4TKvkeZfb-M/s200/Amizade+2.jpg" width="150" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“AMIZADE”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(por *Fátima Rodrigues Marinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A amizade é algo indescritível. É saber querer bem e também sentir-se querido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanta alegria nos dá o encontro com os amigos. Um simples “bate-papo”, um abraço, um olhar, um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amigos verdadeiros, mesmo, existem poucos. Talvez não tenhamos nem a quantidade dos dedos das mãos, mas no caso Amizade, não importa a quantidade e sim, e principalmente, a qualidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ter poucos amigos, porém sinceros, companheiros, presentes em todas as horas, prontos para ajudar sempre que necessário, para vibrar com nossas conquistas como se deles fossem, para chorar conosco na hora da nossa dor, isso não tem preço É de um valor inestimável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses que estão presentes em todos os momentos é que são amigos verdadeiros. E, graças a Deus, eu tenho esses amigos. E como os amo! Como são importantes para mim! Quanta saudade me dão se fico algum tempo sem vê-los ou levo alguns dias sem com um deles conversar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando viajo, como me lembro deles! Que vontade que me dá de tê-los junto comigo, compartilhando daqueles momentos tão animados, tão divertidos. Cada lugar novo que conheço, eles sempre me vêm à mente! E começo a pensar: “Nossa! Como iriam gostar daqui! Quantas brincadeiras poderíamos fazer! Tudo aqui seria bem mais bonito e melhor, se eles aqui estivessem!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que com eles isso também acontece, pois aqueles que costumam viajar, sempre me enviam um cartão postal do lugar em que se encontram e repleto de palavras de carinho. Prova de que também estou no pensamento deles. Que mesmo distante deles, estou sendo lembrada. Como isso é gostoso! Nos dá uma sensação agradável. Nos enche de prazer e nos emociona.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amigos desse tipo, que largam tudo, tudo mesmo, para nos dar o apoio, o amparo, para nos prestigiar também nos momentos festivos, eu tenho SEIS. Já provaram isso inúmeras vezes. São FANTÁSTICOS! Isso enche o meu coração de uma felicidade imensa e parece que ele aumenta, bate mais forte e fica cheinho de amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, Amizade é algo mais amplo, não se prende somente a pessoas que se vêem, que se conhecem pessoalmente. Amizade é muito mais que isso. Quantos amigos temos que nem sequer sabemos como é sua voz, seu rosto, seu sorriso. Mas estes também existem e não são menos importantes. Estes são os chamados amigos virtuais. Desse tipo tenho menos, somente QUATRO, mas os estimo da mesma maneira. São tão importantes e queridos como os reais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E por que da importância destes? Porque eles também fazem parte da nossa vida, da nossa história, estão sempre presentes no nosso pensamento e no nosso coração. Eles nos conhecem (interiormente), sabem como somos, sabem do que gostamos. E com isso estão sempre em contato conosco. Já nos fazem falta também. Ficar algum tempo sem um e-mail desses amigos já nos faz pensar: “O que estará havendo? Estará doente? Com algum problema? Terá o computador enguiçado? Ou quem sabe, melhor ainda, estará viajando, passeando, aproveitando a vida?” Um desses amigos viaja muito; mas sempre avisa quando vai viajar e entra em contato assim que retorna, contando da viagem e das maravilhas que viu. Dos outros três só um que sumiu uma vez. Fiquei bem preocupada, pois tirando os e-mails, não temos outro meio de comunicação. Mas, graças a Deus, não foi nada demais, o computador dele havia “pifado”. Que alívio!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, tanto REAIS como VIRTUAIS o que vale é o elo que nos une, que nos liga; às vezes ficamos um pouco tristes, astral meio baixo (comigo isso é meio difícil, pois sou de temperamento alegre), mas em algumas ocasiões acontece. Afinal, faz parte do ser humano. Ninguém, por mais que queira, pode ficar triste ou alegre a vida inteira. Há sempre um momento que uma saudade, uma tristeza bate em nós e aí vem aquele amigo real, nos estende a mão, nos oferece o ombro, nos abraça, nos reconforta. Ou então o amigo virtual, que através do seu e-mail, mesmo sem saber, nos envia uma mensagem com palavras positivas, ou um clipe musical espetacular, ou uma piada bastante engraçada, enfim... Faz com que o alto astral retorne, a alegria volte, o sorriso torne a aparecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pronto! É como se uma fadinha surgisse e que com o seu condão mágico dissipasse aquela nuvem e trouxesse de volta a luz, o sol, o brilho no olhar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amizade é isso. É fazer o amigo feliz. É se preocupar com os problemas dele e tentar ajudar a encontrar a solução. É aplaudi-lo entusiasticamente nos momentos de sucesso. É estar pronto para ouvi-lo sempre que ele precisar. É incentivá-lo sempre e jamais permitir que desista. É encorajá-lo para que alcance suas metas. É estar presente num momento de fracasso ou desilusão. É fazer uma crítica, às vezes de forma dura, mas sabendo que é para o seu bem. É jamais mentir, mesmo sabendo que a verdade possa doer. É, embora reconhecendo seus defeitos, gostar dele assim mesmo. É não ter hora para telefonemas nem para recebê-lo em casa. É enfim, ter porta e coração abertos as vinte e quatro horas do dia para ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah! Que coisa mais linda é a Amizade! É uma grande riqueza! Quem tem amigos, mesmo poucos, é riquíssimo, pois a verdadeira Amizade é uma bênção de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostaria muito de um dia poder reunir todos os meus amigos: REAIS e VIRTUAIS e dar uma grande festa e agradecer a cada um pela jóia rara e valiosa que são.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma festa onde viveríamos o grande momento de poder saborear, todos juntos, o que há de mais belo na vida: O VALOR DA AMIZADE!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Fátima Rodrigues Marinho é professora de Língua Portuguesa/Literatura&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2664657108216789981?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2664657108216789981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2664657108216789981&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2664657108216789981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2664657108216789981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/06/amizade-por-ftima-rodrigues-marinho.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SFHbwoqRVtI/AAAAAAAAASM/4TKvkeZfb-M/s72-c/Amizade+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1991206805699209984</id><published>2008-06-08T21:21:00.003-03:00</published><updated>2008-06-08T21:32:16.374-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pulsar&lt;/span&gt; &lt;div&gt;(texto de Andreá Rodrigues Duarte, Dea, publicado originalmente no blog &lt;a href="http://www.blogger.com/www.palavradita.blogspot.com"&gt;Palavra Dita&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209671762886808274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SEx43cdAUtI/AAAAAAAAASE/nj_m4doGgwg/s200/pulsar.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo não sabendo onde estava indo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo lhe parecia conhecido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De encontro com o desconhecido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se sente acolhido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A principio nem ao menos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabe o que estais fazendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não se permite questionar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas apenas prosseguir,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se aventurar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E dessa forma improvisar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viver sem nada a temer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há o que perder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando não se tem nada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas um solitário &lt;/div&gt;&lt;div&gt;e pulsante coração &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que não desiste de procurar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E dessa forma se encontrar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E apenas por alguns momentos se alegrar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porém sente que existe algo a mais a conquistar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E essa está ao alcance de suas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não deixará escapar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo que tenha que se machucar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tamanha esperança&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E forte brilho em seu olhar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1991206805699209984?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/1991206805699209984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=1991206805699209984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1991206805699209984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1991206805699209984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/06/pulsar-texto-de-andre-rodrigues-duarte.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SEx43cdAUtI/AAAAAAAAASE/nj_m4doGgwg/s72-c/pulsar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2969834334395540058</id><published>2008-06-04T08:22:00.003-03:00</published><updated>2008-06-04T09:06:08.263-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SEaExKtH1sI/AAAAAAAAAR8/3j3ibMmVKGs/s1600-h/felicidade-cronicas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207995999322625730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SEaExKtH1sI/AAAAAAAAAR8/3j3ibMmVKGs/s200/felicidade-cronicas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;ESSA TAL FELICIDADE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Elano Ribeiro. Crônica publicada na revista eletrônica &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para Miguel Barroso e Fátima Rodrigues. Duas amizades conquistadas recentemente. Duas pessoas que me trazem felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui do meu cantinho, onde digito meus textos, ouço o som que vem lá da sala, saído do aparelho de TV, com a voz inconfundível do Toquinho. Ele canta “Só tenho tempo pra ser feliz”. Nesse mesmo instante, versos de outra canção brasileira me vêm à cabeça: “... ao encontrar você eu conheci / o que é felicidade meu amor” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começo, então, a pensar na idéia de felicidade. E me dou conta de que existe um leque de motivos para que eu faça um brinde a tão desejado, e às vezes tão distante, sentimento. Distante para os que dizem: “não é fácil ser feliz”. Sempre presente àqueles que não buscam uma felicidade cem por cento, ou seja, em todos os pontos e momentos da vida – até porque, ela muito provavelmente não existe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem que Ela está nos pequenos detalhes. Talvez venha daí a dificuldade que alguns tenham de entendê-la e de senti-la. Espera-se demais da vida para poder dizer: “eu sou feliz”. Para muitos, só existe felicidade se houver por detrás dela, um carro – de preferência zero quilômetro –, uma polpuda conta corrente, viagens nos finais de semana, um trabalho que não seja cansativo, monótono, chato ou desgastante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes que alguns comecem a me criticar, vou logo avisando que não vejo nada de errado em se querer passear – eu mesmo, se pudesse, viajaria com intensa freqüência –, e se tiver um bom carro e dinheiro sobrando para se gastar sem precisar se preocupar com o dia de amanhã, melhor ainda, pois certamente o passeio se tornará mais prazeroso. Bom mesmo será, se você for um dos felizardos que trabalha com o que gosta, com o que sempre sonhou. Aí, nem a certeza de que existem as segundas-feiras irá lhe abalar ou tirar o seu ânimo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema, é que a maioria de nós depende dos ônibus e trens lotados, o orçamento estoura antes do fim do mês, passeia-se somente uma vez ou outra, e o emprego – quando se tem – está longe de ser o desejado. Isso não quer dizer que não possamos ser felizes. A felicidade existe, ela só está presente em outros pontos. Experimente buscá-la no sorriso de seus filhos; num domingo ocioso ao lado da família; no prazer de assistir a um filme, embolado debaixo das cobertas, com alguém que você ama; no encontro com os amigos; na alegria por reencontrar um colega de infância. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a felicidade não se faz cem por cento presente, da forma como você um dia idealizou, tente, então, não projetá-la ainda mais. Em vez disso, viva intensamente os cinqüenta, sessenta, sessenta e cinco por cento que você possui. Conselho dado por um amigo: “viva um dia de cada vez”. Minha opinião: “busque aumentar o seu porcentual de felicidade, vivendo as alegrias diárias que lhe cercam, mesmo que elas pareçam simples demais”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2969834334395540058?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2969834334395540058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2969834334395540058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2969834334395540058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2969834334395540058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/06/essa-tal-felicidade-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SEaExKtH1sI/AAAAAAAAAR8/3j3ibMmVKGs/s72-c/felicidade-cronicas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-383188272143288358</id><published>2008-06-01T22:27:00.002-03:00</published><updated>2008-06-01T22:45:34.924-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;BIBLIOTHÈQUE EN FEU&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(por &lt;a href="http://www.blogger.com/www.aseiva.blogspot.com"&gt;Miguel Barroso&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca&lt;br /&gt;em prateleiras de mel que escorrem para quem amamos&lt;br /&gt;e de dentro das sedas que lambem os livros respiras tu&lt;br /&gt;em eternos sopros de dádiva e saber&lt;br /&gt;em cascos húmidos de humanidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca&lt;br /&gt;com livros livres de lombadas e paginação&lt;br /&gt;perto das memórias intemporais do amor&lt;br /&gt;em que se cedem cópulas alquímicas e misteriosas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca&lt;br /&gt;em que se a cuidas, casa-alma,&lt;br /&gt;dita-la para mime o graal surge, em forma de beijoi&lt;br /&gt;mponente, cristalino, honesto e unicelular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(são as salivas dos livros que não li e me mostrasos desejos de sorver o palato da tua biblioteca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sem falar mais de livros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falemos de amor…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquele tabu em que se diz nada se poder definir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois eu defino o que sinto na saliva das palavras - simbiose comunicacional&lt;br /&gt;- que o amor sou eu&lt;br /&gt;em forma de nós&lt;br /&gt;como um copo de mar sem peixe&lt;br /&gt;como um copo de mar com peixe&lt;br /&gt;como mares sem ou com copos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque o graal eu descobri&lt;br /&gt;é seda preta e distinta, no recolher sóbrio dos teus medos&lt;br /&gt;na conversão una das tuas expectativas e desejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ensejo então fundir&lt;br /&gt;abraçar a morte física como gás que respiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque posso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque quero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- lembra-te que sou alquimista –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e da distância faço a cama de lavado&lt;br /&gt;e dos ossos obtenho abraços&lt;br /&gt;e de todas as bibliotecas de todas as existências em todos os mundos&lt;br /&gt;manda o amor&lt;br /&gt;e o amor sou eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eu apanho a natureza no coração com uma rede indestrutível&lt;br /&gt;e sôfrego toco-te um dedo&lt;br /&gt;o dedo sensível com que intuis as coisas do mundo de todos os mundos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se há mundos que desconheces, eu - alquimista-bibliotecário -&lt;br /&gt;dilacero o peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rasgo-me ao meio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou um corpo-casa da alma-biblioteca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lê o que quiseres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tirem-te o pão,&lt;br /&gt;tirem-te membros,&lt;br /&gt;tirem-te alegria,&lt;br /&gt;tirem-te o que amas, tirem-te a luz&lt;br /&gt;e a esperança, tirem-te o riso e aquilo a que chamas de vida,&lt;br /&gt;tirem-te. a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;façam o que fizerem, tirem-te o que te tirarem,&lt;br /&gt;nada disso conta&lt;br /&gt;pois vens a meu peito aberto e lês o que quiseres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…e se nada nessas palavras te afagam&lt;br /&gt;encosta o teu rosto ao sangue quente do meu peito&lt;br /&gt;e segredar-te-ei que te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que tu és tu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que és quem amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;livro de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;livro de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;livres em nós,&lt;br /&gt;no amor universal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-383188272143288358?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/383188272143288358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=383188272143288358&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/383188272143288358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/383188272143288358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/06/bibliothque-en-feu-por-miguel-barroso.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6937553979367757840</id><published>2008-05-28T07:45:00.003-03:00</published><updated>2008-05-28T07:56:26.533-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;"Quando ele acordou, o dinossauro ainda estava lá."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Monterroso"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Augusto Monterroso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, escritor guatemalteco)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6937553979367757840?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6937553979367757840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6937553979367757840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6937553979367757840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6937553979367757840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/05/quando-ele-acordou-o-dinossauro-ainda.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5484506547615001761</id><published>2008-05-20T22:25:00.004-03:00</published><updated>2008-05-20T22:34:46.006-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SDN6-26MEhI/AAAAAAAAAR0/S9Y78bm7okk/s1600-h/elano_cp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202637214853108242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SDN6-26MEhI/AAAAAAAAAR0/S9Y78bm7okk/s200/elano_cp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma rosa para os AMIGOS virtuais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(crônica de elano ribeiro, publicada na revista eletrônica "Crônicas Cariocas" -&lt;span style="color:#000099;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilustração de Francci Lunguinho (&lt;a href="http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&amp;amp;op=listar&amp;amp;usuario=7727"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;blog Zumbido Literário&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto de ler Rubem Alves. E depois de vê-lo e ouvi-lo pessoalmente, passei a gostar também da pessoa Rubem Alves. Pena que meu contato com o criador tenha sido infinitamente menor do que é com a sua criação, ou seja, com os seus textos e livros. Quem nunca leu esse – em minha opinião – sensacional escritor, deve fazê-lo rapidamente, pois certamente, ao final da leitura, ficará com a sensação de “quero mais”. Seus escritos simples, diretos e cheios de poesia, são “saborosos” e facilmente digeridos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentre tantos textos do Rubem Alves, há um que, sempre que eu converso na Internet com algum AMIGO virtual, me vem à cabeça. Não estou me referindo àquelas pessoas que a gente adiciona aos montes na nossa lista de “amigos” do Orkut, passa uma pequena mensagem uma vez por ano na data do aniversário do indivíduo e nunca mais volta a saber dele ou dela. Mas sim, aos AMIGOS de verdade, amizade no sentido próprio e mais amplo possível da palavra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E podem acreditar: grandes amizades nascem na Internet. Às vezes, elas florescem através de uma simples troca de e-mail, e aos poucos vão se consolidando. Afinidades vêm à tona, e com o passar do tempo se ganha mais confiança e tem-se a necessidade de estar o mais próximo possível do AMIGO. Mesmo que essa proximidade se traduza tão somente em longas conversas através do MSN. Uma câmera pode ajudar na sensação de que o outro está logo ali, quase ao alcance das mãos. Essas amizades sinceras, conquistadas através da NET, podem ser poucas, mas isto não é diferente no mundo real. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O texto do Rubem Alves, em questão, chama-se “Uma árvore para Ladon Sheats”, e está presente no livro de crônicas “Um mundo num grão de areia”. Nele, o escritor conta que possui um jardim encantado, onde planta árvores para os amigos que morrem, e ao saber da doença incurável do amigo Ladon, ele lhe escreve uma carta perguntando-o se concorda que um pinheiro canadense, recém plantado, receba o seu nome. “Assim, quando alguém me perguntar pelas razões daquele nome, eu contarei a sua estória...” – diz Rubem Alves, na carta enviada ao amigo longínquo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Norte Americano Ladon Sheats e Rubem Alves tornaram-se grandes amigos, porém nunca se encontraram pessoalmente. Correspondiam-se através de cartas, tendo, no máximo, conversado uma única vez, por telefone.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daí eu associar a crônica aos meus AMIGOS virtuais, ou vice-versa. Felizmente, todos eles estão gozando de plena saúde. Mas me angustia a idéia de talvez, a exemplo de Rubem Alves, nunca ter a chance de conhecer pessoalmente todas, ou algumas dessas pessoas que eu aprendi a chamar de AMIGO, e que de certa maneira se fazem tão próximas, mas geograficamente estão tão distantes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não possuo espaço na minha pequena casa para ter um jardim encantado, onde eu possa plantar árvores, mas começo a pensar na possibilidade de cultivar rosas, e cada broto surgido será batizado com o nome de um AMIGO virtual.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5484506547615001761?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5484506547615001761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5484506547615001761&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5484506547615001761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5484506547615001761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/05/uma-rosa-para-os-amigos-virtuais-crnica.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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Morreu lutando&lt;br /&gt;- Defendendo seus ideais&lt;br /&gt;- Um bravo, não se calou perante a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, seja qual for a desculpa&lt;br /&gt;- A dos bravos guerreiros&lt;br /&gt;- A dos poetas apaixonados e sonhadores&lt;br /&gt;- Ou, a dos desesperados, que buscam no suicídio um pouco de paz e descanso,&lt;br /&gt;Ela, morte, nunca terá uma bela fantasia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6037937560821661907?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6037937560821661907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6037937560821661907&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6037937560821661907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6037937560821661907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/05/morte-veste-fantasias-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-8108490686759855378</id><published>2008-05-15T10:36:00.007-03:00</published><updated>2008-05-17T00:45:30.305-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCw8t26MEdI/AAAAAAAAARQ/4wMBLO4RFng/s1600-h/castelo_cultural-UCB.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCw8t26MEdI/AAAAAAAAARQ/4wMBLO4RFng/s1600-h/castelo_cultural-UCB.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200598428237435346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCw8t26MEdI/AAAAAAAAARQ/4wMBLO4RFng/s320/castelo_cultural-UCB.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCw-O26MEeI/AAAAAAAAARY/bI5IxnzhHUI/s1600-h/nv_logo1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O site &lt;a href="http://www.blogger.com/www.cronicascariocas.com"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Crônicas Cariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e o &lt;a class="texto_bold" href="http://www.castelobranco.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Centro &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="texto_bold" href="http://www.castelobranco.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;de Cultura da Universidade Castelo Branco&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; promovem o "1° Concurso de Crônica Cariocas". As inscrições irão até o dia 02 de junho. Cada participante poderá concorrer com cinco crônicas. Para saber mais sobre o concurso e o regulamento é só acessar o&lt;a class="rodape" href="http://www.cronicascariocas.com/concurso-cronicascariocas.html"&gt; &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;link&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, enviar um e-mail para &lt;a class="assinaturas" href="mailto:concurso.cronicascariocas@gmail.com"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;concurso.cronicascariocas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="assinaturas" href="mailto:concurso.cronicascariocas@gmail.com"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;@&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="assinaturas" href="mailto:concurso.cronicascariocas@gmail.com"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ou entrar em contato pelo telefone (21) 7849-5585.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-8108490686759855378?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/8108490686759855378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=8108490686759855378&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8108490686759855378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8108490686759855378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/05/o-site-crnicas-cariocas-e-o-centro-de.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCw8t26MEdI/AAAAAAAAARQ/4wMBLO4RFng/s72-c/castelo_cultural-UCB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5526909816893445237</id><published>2008-05-12T21:55:00.001-03:00</published><updated>2008-05-12T22:00:26.788-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;"Passear pela vida é não estarmos quietos no passeio a vê-la passar"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Miguel Barroso, poeta)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5526909816893445237?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5526909816893445237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5526909816893445237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5526909816893445237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5526909816893445237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/05/passear-pela-vida-no-estarmos-quietos.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-8583668444526370272</id><published>2008-05-11T23:00:00.003-03:00</published><updated>2008-05-11T23:08:56.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCelxG6MEbI/AAAAAAAAAQ8/6X4YJDrJtPk/s1600-h/3226311.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199306557909373362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCelxG6MEbI/AAAAAAAAAQ8/6X4YJDrJtPk/s200/3226311.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Sinopse Sinopse Sinopse Sinopse&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;Aos meus amigos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(livro de Maria Adelaide Amaral - Editora Globo, 336 pág.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;'Aos meus amigos' tem como tema central um dos principais da literatura de todos os tempos - a amizade. A amizade, porém, se aqui rima com 'fraternidade e solidariedade', não rima necessariamente com felicidade. A história do romance, baseada em fatos reais da vida da autora, se articula em torno de um leito de morte. Na verdade, de um leito de suicídio, o do escritor e publicitário Leo (inspirado em Décio Bar, amigo da escritora, a quem o romance é dedicado). É o seu suicídio que, no agitado ano de 1989, mobilizará a retomada da 'velha turma', que vivera intensamente os ideais da esquerda nos anos da ditadura militar brasileira (1964-1985). Um reencontro feito também de desencontros, inclusive políticos. Após o suicídio de Leo, seus amigos reúnem-se para velar o corpo e tentar manter viva sua memória, enquanto procuram os originais de um livro que teria deixado. Romance ágil, grandemente baseado em diálogos, mais do que em descrições, os fatos e personagens são, então, construídos e reconstruídos por referências e reminiscências, como nas conversas reais. É a palavra falada, enfim, que reina no romance, assim como na vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/index.asp?sid=2011660410113424813540418&amp;amp;k5=BFEB684&amp;amp;uid=814045318996024"&gt;li&lt;span style="color:#990000;"&gt;vrariacultura livrariacultura livrariacultura livrariacultura&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-8583668444526370272?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/8583668444526370272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=8583668444526370272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8583668444526370272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8583668444526370272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/05/sinopse-sinopse-sinopse-sinopse-aos.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCelxG6MEbI/AAAAAAAAAQ8/6X4YJDrJtPk/s72-c/3226311.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2982850326436078086</id><published>2008-05-07T08:02:00.005-03:00</published><updated>2008-05-07T08:27:36.340-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCGNm3GEstI/AAAAAAAAAQ0/TAef8_KR1ug/s1600-h/dia_dasmaes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197591143726232274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCGNm3GEstI/AAAAAAAAAQ0/TAef8_KR1ug/s200/dia_dasmaes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mães com M maiúsculo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Por Elano Ribeiro. Crônica publicada na revista eletrônica "Crônicas Cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilustração de Francci Lunguinho (&lt;a href="http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&amp;amp;op=listar&amp;amp;usuario=7727"&gt;blog Zumbido Literário&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem por aí, que mãe é tudo igual, só muda o endereço. Discordo disso. Acho que cada uma tem a sua particularidade, o seu “que” a mais ou a menos, são todas ímpares. São como o nosso DNA – cada mãe é única. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, quando se trata do tão falado amor incondicional, quase todas elas são, realmente, muito iguais. Digo quase todas, porque existem mães que não nasceram para serem mães. Algumas até insistem, mas não tem jeito, não é delas. E ser mãe com M maiúsculo não é uma opção, é algo que a mulher traz consigo desde o seu nascimento. Não estou simplesmente falando sobre o fato de serem elas, as principais responsáveis pela perpetuação de nossa espécie. Isso seria um ato extremamente machista – além do que, não podemos nos esquecer, em hipótese alguma, das mães adotivas, que adotam os filhos, mas não o amor que sentem por eles. Esse amor está nelas, sempre esteve. As crianças apenas farão com que esse nobre sentimento comece a fluir em grandes e infinitas proporções. Falo sobre o ato inato da entrega, do se dar o tempo todo. Essa doação do amor incondicional é que, infelizmente, não está presente em algumas mães. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas estas, ao que parece, felizmente, não são maioria. A maior parte de “nossas” mães, são as tais com M maiúsculo. São capazes de trabalhar fora o dia todo e, ao chegarem em casa, ainda se jogarem no chão – sem o menor sinal de cansaço – para brincar com suas crianças durante um bom tempo. O sorriso, o abraço e todos os carinhos possíveis e imagináveis que entregam aos filhos são impressionantemente sinceros e espontâneos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dificuldade no dever de casa? Chamemos a mãe. Sente dores, está triste, precisa conversar? Mãe. Mãe, presente o tempo todo em nossas vidas. Se para os pais, os filhos sempre serão “as nossas crianças”, para as mães, os filhos sempre serão “os meus bebês”. Ao menor sinal de perigo elas correm e oferecem seus colos. Mesmo que, muitas vezes, nós filhos, não consigamos entender e respeitar tamanho cuidado e preocupação constante, isso para elas não importa. Negue seu colo uma vez, e elas lhe oferecerão outras tantas vezes quanto acharem necessário – ou seja, todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elas, as com M, nunca se afastam, nunca se ausentam, nunca fecham totalmente os olhos, nunca renegam, nunca desencanam de suas preocupações com os filhos. Acho mesmo que elas nem dormem. Muito provavelmente, seja por isso que, na tão comum frase “filho feio não tem pai” não haja espaço para elas. Para as mães os filhos sempre serão lindos. São bandidos: “são lindos, são meus”; são problemáticos: “são lindos, são meus”; são frequentemente tachados e marcados (os homossexuais, os viciados, as prostitutas, os tatuados, os cabeludos, os de “vida alternativa”...) por parte da nossa sociedade: “são lindos, são meus”. Elas nunca desamparam. Felizes aqueles que têm mães com M maiúsculo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2982850326436078086?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2982850326436078086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2982850326436078086&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2982850326436078086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2982850326436078086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/05/mes-com-m-maisculo-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SCGNm3GEstI/AAAAAAAAAQ0/TAef8_KR1ug/s72-c/dia_dasmaes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2959175478336786312</id><published>2008-05-06T08:59:00.002-03:00</published><updated>2008-05-06T09:07:44.574-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;"A coisa mais importante a ser ensinada para as crianças é que o Sol não se levanta ou cai. É a Terra que gira ao redor do Sol. Depois, ensinar-lhes os conceitos de norte, sul, leste e oeste, e que elas se relacionam com o lugar onde estão no planeta. O resto é consequência."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Richard Buckminster - 1895/1983)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2959175478336786312?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2959175478336786312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2959175478336786312&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2959175478336786312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2959175478336786312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/05/coisa-mais-importante-ser-ensinada-para.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-8270397782995614472</id><published>2008-05-01T11:51:00.002-03:00</published><updated>2008-05-01T12:02:09.895-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mantra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(poesia de *Miguel Barroso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extâse não é sentir-te&lt;br /&gt;Extâse é sentir que me sentes&lt;br /&gt;A felicidade flecha-te&lt;br /&gt;rapidamente&lt;br /&gt;de mim para ti&lt;br /&gt;e o extâse passa a ser teu&lt;br /&gt;ocupa-te&lt;br /&gt;ecoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os suores param&lt;br /&gt;momentaneamente&lt;br /&gt;os nossos cardíacos&lt;br /&gt;e o extâse sai de nós&lt;br /&gt;fica&lt;br /&gt;nu, o amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a lembrança&lt;br /&gt;dos tempos futuros&lt;br /&gt;sorri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* para ler outras poesias de Miguel Barroso, visite o blog &lt;em&gt;A Seiva&lt;/em&gt; - &lt;a href="http://www.aseiva.blogspot.com/"&gt;www.aseiva.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-8270397782995614472?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/8270397782995614472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=8270397782995614472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8270397782995614472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8270397782995614472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/05/mantra-poesia-de-miguel-barroso-extse.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5624618555067484197</id><published>2008-04-24T16:38:00.007-03:00</published><updated>2008-04-24T20:16:41.177-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SBDmQWQpSJI/AAAAAAAAAQs/5OALioJaGzA/s1600-h/leoebia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192903538885871762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SBDmQWQpSJI/AAAAAAAAAQs/5OALioJaGzA/s200/leoebia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde andará Bia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(crônica de elano ribeiro, publicada na revista "Crônicas Cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;Arte: Francci Lunguinho (&lt;a href="http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&amp;amp;op=listar&amp;amp;usuario=7727"&gt;blog Zumbido Literário&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns leitores, ao se depararem com o título dessa crônica, poderão lembrar do romance “Onde Andará Dulce Veiga?” do saudoso Caio Fernando Abreu. Dentre estes “alguns”, provavelmente haverá aqueles que dirão: “O Elano plagiou o título do Caio”. E é verdade mesmo, eu confesso: a idéia surgiu por causa do livro em questão – maravilhoso, por sinal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Onde andará Dulce Veiga?” conta a história de um jornalista – personagem sem nome – que passa uma semana inteira numa busca frenética e às vezes obsessiva por uma famosa cantora dos anos cinqüenta, que desapareceu misteriosamente quando estava no auge de sua carreira. Quem gosta de uma boa ficção e ainda não leu esse excelente livro do Caio Fernando Abreu, não deve perder tempo, leia imediatamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o que Dulce Veiga tem a ver com Bia? Nada, absolutamente – pelo menos que eu saiba. A Bia dessa crônica é a companheira de Léo, da música “Léo e Bia”, do menestrel Oswaldo Montenegro. Foi assistindo ao DVD “Intimidade”, lançado recentemente, que a minha curiosidade em saber onde andará Bia veio à tona. Até então, eu achava que Léo e Bia eram um casal saído da imaginação do Oswaldo, dois meros personagens fictícios. Mas não, eles são pessoas de carne e osso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui saber disso porque as músicas no DVD “Intimidade” são intercaladas por depoimentos ou comentários do próprio cantor, de músicos que o acompanham nos shows e também por amigos. Eles contam histórias da vida de Oswaldo e de como surgiram determinadas músicas. Entre os amigos, está Léo. Porém, ele sempre aparece sozinho, inclusive durante o making of. Bia, nunca está ao lado dele. Ela simplesmente não aparece em momento algum. Léo, conta que Oswaldo Montenegro fez a música Léo e Bia como presente de casamento pra ele. Portanto, vem daí minha pergunta: onde andará Bia?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquei pensando em tudo o que poderia ter acontecido com a “famosa” companheira de Léo. A julgar pela letra da música, a história de amor entre os dois é linda. Teria um amor que superou até as dificuldades impostas pela geografia (“como se não fosse tão longe, Brasília de Belém do Pará...”) acabado? Pode ser que sim. Mas se foi esse desfecho que teve o casal – que antes mesmo de eu saber que era real já me emocionava toda vez que eu ouvia a música –, prefiro não saber. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que outros destinos Bia poderá ter tido? Ainda está com Léo, mas por ser muito tímida preferiu não aparecer nas gravações do DVD? No dia do casamento, depois de ouvir o presente que havia ganhado, fez uma rápida análise de seu relacionamento e descobriu que não amava tanto assim, e por isso desistiu de viver ao lado de Léo? Ou será – tomara que não – que Bia já não está mais fisicamente entre nós? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheguei a pensar na possibilidade de enviar um e-mail para o “criador” de Léo e Bia, pra que ele, talvez, pudesse saciar minha curiosidade. Mas desisti. Acho melhor ficar na dúvida, pois o que quer que tenha acontecido com Bia, será muito real, muito humano. E pra mim, essa realidade, essa humanidade, não cabe na linda e poética história de amor cantada tão docemente por Oswaldo Montenegro. Quero acreditar que Bia foi fazer uma breve viagem num submarino no lago Paranoá, e daqui a pouco estará de volta, pra continuar vivendo ao lado de seu grande amor.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5624618555067484197?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5624618555067484197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5624618555067484197&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5624618555067484197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5624618555067484197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/04/onde-andar-bia-crnica-de-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SBDmQWQpSJI/AAAAAAAAAQs/5OALioJaGzA/s72-c/leoebia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2894750145499138087</id><published>2008-04-22T08:23:00.000-03:00</published><updated>2008-04-22T08:24:44.802-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"como são adoráveis as pessoas que a gente não conhece muito bem..."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; (Millôr)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2894750145499138087?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2894750145499138087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2894750145499138087&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2894750145499138087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2894750145499138087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/04/como-so-adorveis-as-pessoas-que-gente.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-3588245108786329593</id><published>2008-04-18T21:39:00.006-03:00</published><updated>2008-04-18T22:05:33.832-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SAlD5J8Bk0I/AAAAAAAAAQA/GNPJQo0bnFI/s1600-h/3147350.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190754694720492354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SAlD5J8Bk0I/AAAAAAAAAQA/GNPJQo0bnFI/s400/3147350.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Sinopse Sinopse Sinopse Sinopse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Estorvo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Livro de Chico Buarque - Companhia das Letras, 160 pág.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A campainha insiste, o olho mágico altera o rosto atrás da porta e o narrador inicia uma trajetória obsessiva, onde se depara com situações e personagens estranhamente familiares.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Narrado em primeira pessoa, &lt;em&gt;Estorvo&lt;/em&gt; se mantém constantemente no limite entre o sonho e a vigília, projeções de um desespero subjetivo e crônica do cotidiano. E o olho mágico que filtra o rosto do visitante misterioso talvez seja a melhor matáfora da visão deformada com que o narrador, e o leitor com ele, seguirá sua odisséia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Boa leitura!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-3588245108786329593?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/3588245108786329593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=3588245108786329593&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3588245108786329593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3588245108786329593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/04/sinopse-sinopse-sinopse-sinopse-estorvo.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SAlD5J8Bk0I/AAAAAAAAAQA/GNPJQo0bnFI/s72-c/3147350.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6687648416998586474</id><published>2008-04-14T23:04:00.001-03:00</published><updated>2008-04-14T23:07:20.998-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Voodoo child (ou Cachorro quente vodu)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(por elano ribeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou atrás de um dos gols da quadra de futsal. Apenas uma grade e alguns poucos metros me separam da baliza. Posso sentir o cheiro do suor que sai dos poros da pele do goleiro. Quase posso ouvir os batimentos cardíacos do goleiro: acelerados, descompassados, arrítmicos, frenéticos. A rivalidade entre o time da casa e o visitante (dois municípios vizinhos) sempre foi conhecida na região, mas nunca esteve tão acirrada. Os “caras de lá” levaram dois dos melhores jogadores dos “caras de cá” pra essa temporada. Bola no centro, árbitros apostos, jogadores eufóricos, torcida tensa: vai começar o jogo. Vai começar a maior manifestação de amor e ódio do brasileiro (e pela quantidade de mulheres em volta da quadra, das brasileiras também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor: o time vai bem, é líder do campeonato, todos os jogadores são craques (para alguns eles são quase semi-deuses), que normalmente nunca erram (apenas dão azar, às vezes), o treinador é o professor (use ele prancheta ou não, saiba ele falar bem ou não, saiba ele escrever corretamente ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ódio: o time vai mal, vai ser rebaixado, os jogadores são pernas-de-pau (alguns deles deveriam ir para o inferno), que normalmente nunca acertam um lance sequer (e quando acertam é porque deram sorte), o treinador é um burro e filho de uma mãe que nunca está presente para questionar os diversos “adjetivos” que lhes é atribuída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quadra começa a partida, rola a pelota. O time da casa – considerado inferior depois da perda dos dois atletas para o time adversário – sai na frente: 1 x 0; o time visitante se mostra nervoso: 2 x 0; recuo um pouco da posição em que estava (cotovelos apoiados no muro que circunda a quadra) para dar lugar a uma menininha de seis anos de idade, que a todo momento me faz perguntas: tio, aquele ali de cabelo esquisito é do nosso time?; tio, por que é que tem um moço vestido todo de preto? (tenho vontade de lhe responder que ele está de luto pela própria morte, que irá acontecer caso ele não apite corretamente); tio, o que acontece se ninguém fizer gol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todo o instante a menininha de seis anos de idade sai do lugar que eu lhe cedi, diz que tem muita vontade de fazer xixi. Sempre fico na expectativa de que ela não vá voltar, e dessa forma, eu possa ocupar novamente o lugar que por direito é meu. Mas ela sempre volta. Dessa última vez, ainda voltou com um cachorro-quente nas mãos, praticamente sem molho algum, só mesmo uma salsicha dentro de um pão. Enquanto eu começo a me preocupar se a menininha de seis anos de idade não vai vomitar todo aquele sanduíche nos meus pés, o time da casa faz 3 x 0: delírio total da torcida. Acho que vamos golear. Mas na mesma proporção em que o sanduíche (cachorro-quente ou pão com salsicha, já não sei mais precisar o que é aquilo que a menininha de seis anos de idade come) vai acabando, também vai diminuindo o ímpeto do time da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a suspeitar que o potencial do time dos “caras de cá” têm a ver com aquela mistura de farinha, água, sal, ovos e mais a porra da salsicha (que de sólida, vai aos poucos se transformando numa coisa pastosa, de tanto que a menininha de seis anos de idade a comprime dentro daquele pão “suspeito”). Mais uma mordida: 3 x 1; outra mordida: 3 x 2. Sinto-me responsável, preciso deter a fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes: “por favor, a garotinha poderia terminar de comer seu sanduíche depois que o jogo acabar?”. “Não posso esperar tio, está muito gostoso e eu estou com muita fome”. O time dos “caras de lá” cometem a sexta falta: tiro livre pra gente. Vamos ampliar o placar e sair do sufoco. Não. O jogador (o melhor que temos, o craque, nossa promessa de gols) perde o gol. A bola vai justo na direção do goleiro. Percebi que no momento do chute aquele projeto de sanduíche levara mais uma mordida. Resta-me pedir ajuda aos céus. Deus parece ouvir minhas súplicas: encerra-se o 1º tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, a menininha de seis anos de idade interrompe a sua degustação juntamente com o apito do arbitro, que finalizou a primeira etapa. Ela simplesmente parou de comer o maldito sanduíche-cachorro-quente-pão com-salsicha. Envolveu o que restava daquela massa já disforme num saco plástico. Certo da influência maligna que aquela coisa vem exercendo sobre o time dos “caras de cá”, pergunto aliviado: “ah, então você resolveu acabar de comer essa coisa em casa?” “Não, tio. Estou guardando a outra metade pra quando o jogo começar de novo. Tio, porque que o jogo parou?”. Achei melhor não responder, afinal deve haver algum parente da menininha de seis anos de idade por perto e, certamente, ele ou ela não vai gostar de ouvir minha resposta. Mas, sinceramente, já começo a achar que o jogo nem devia ter começado. Mas começou. E acaba de recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto do apito estridente do “homem de preto”, ordenando que a bola volte a rolar sobre o piso de cimento, vem o barulho quase que insuportável do plástico se abrindo. De dentro dele, do saco plástico agora todo aberto, vem o cheiro enjoativo da dupla mais suspeita e perigosa da noite: o pão e a salsicha.&lt;br /&gt;No mesmo instante, a fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes volta a abocanhar o que já foi um inocente sanduíche. Numa tentativa de demonstrar que não existe qualquer cumplicidade entre ela e a tal dupla infernal, a menininha de seis anos de idade grita o nome do time da casa, mas as palavras que saem da sua boca vêm acompanhadas de um farelo de cor indescritível, resultado do encontro da farinha, água, sal, ovos e mais a porra da salsicha com a sua saliva. A mal educada grita com a boca cheia, e junto dos farelos que irrompem da sua boca como lavas sedo jorradas de um vulcão no exato instante em que ele entra em erupção, vem mais um gol do time visitante: 3 x 3. “Porra, eles vão virar o jogo se essa criatura, que deveria ser um anjo – mas está longe disso –, não parar de comer essa porra nojenta.” – penso eu em voz quase baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou definitivamente certo de que o sanduíche é uma espécie de vodu. A cada mordida que ele leva, os jogadores do time de cá perdem suas forças, e a fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes é a mestra involuntária dessa magia. O jogo prossegue num ritmo alucinante: o time visitante ataca sem parar, enquanto que o time dos “caras de cá” só faz se defender. Sinto que a coisa não vai acabar bem. Estou quase arrancando das mãos da menininha de seis anos de idade o que resta daquela mistura explosiva. Não. Se eu fizer isso vou ser linchado aqui mesmo. Um cara do meu tamanho e da minha idade atacando uma criança indefesa – todos vão achar que eu sou um louco faminto tentando roubar aquele resquício de sanduíche. Resolvo ficar na minha, junto com minhas orações, que hão de ser mais fortes que qualquer magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam vinte segundos pra acabar a partida. Do jeito que a coisa vai o empate será um ótimo resultado pra gente. Nas mãos da menininha de seis anos de idade ainda resta uma pequena migalha daquilo que já foi alguma coisa. Ela se prepara pra abocanhar o último pedaço. O time dos “caras de lá” ataca velozmente pela esquerda. A menina abre ainda mais sua boca pra receber o último pedaço. O time dos “caras de lá” tem direito a um lateral, bem próximo do gol do time dos “caras de cá”. Faltam quinze segundos. O lateral é cobrado. Treze segundos. O último pedaço começa a adentrar na boca da fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes. Um jogador do time dos “caras de lá” passa pelo goleiro do time dos “caras de cá” e lhe dá uma cuspidela na cara. Dez segundos. O goleiro sai do gol com a bola em jogo pra reclamar com a arbitragem da agressão sofrida. Cinco segundos. A menininha de seis anos de idade aplica o golpe mortal naquilo que já foi alguma coisa. Ela morde. A bola é cruzada na área. O goleiro não está lá. A bola bate na perna do pivô do time dos “caras de cá” e entra lentamente pro fundo das redes: 4 x 3. O jogo acaba. O sanduíche acaba. Fomos derrotados. A menininha de seis anos de idade embola o saco plástico que revestia o sanduíche (ou aquilo que já foi alguma coisa) e joga pro alto. A embalagem plástica cai igual a um pára-quedas sobre minha cabeça. A fúria-comilona-devoradora-de-cachorros-quentes some em meio à multidão que, desolada e frustrada, retorna aos seus lares (alguns não menos frustrantes e desoladores). O que eles e mais os jogadores do time dos “caras de cá” (que agora estão todos reunidos sentados no centro da quadra tomando um esporro do treinador) não sabem, mas eu tenho certeza, é que o jogo foi perdido por causa da dupla mais suspeita e infernal da noite: um pão e uma salsicha. Ambos “comandados” (ou seriam, treinados?) por uma menininha de seis anos de idade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6687648416998586474?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6687648416998586474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6687648416998586474&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6687648416998586474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6687648416998586474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/04/voodoo-child-ou-cachorro-quente-vodu.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5024934665006691753</id><published>2008-04-09T15:15:00.006-03:00</published><updated>2008-04-09T15:30:55.547-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187311690237312978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R_0If6vTf9I/AAAAAAAAAPg/uj11qyVc2Nc/s200/elano_0033.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Livros, cheiros e cliques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(crônica de Elano Ribeiro, publicada na revista "Crônicas Cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;*Ilustração criada por Francci Lunguinho, autor do blog &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Zumbido Literário &lt;span style="color:#000000;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;a href="http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&amp;amp;op=listar&amp;amp;usuario=7727"&gt;http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&amp;amp;op=listar&amp;amp;usuario=7727&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando estou dentro de uma livraria, me sinto como uma criança numa loja de brinquedos. Fico ansioso, quero tocar nos livros, folheá-los, sentir sua “pele” e até mesmo o seu cheiro. Isso mesmo: eu adoro sentir o cheiro dos livros. Por conta disso sempre preferi as livrarias pequenas, mais aconchegantes. Pois penso que nelas você pode ficar mais à vontade, além de ter sempre um vendedor a sua disposição pra lhe ajudar no quer for preciso. É possível até mesmo ouvir o barulhinho da máquina de café e, prazerosamente, sentir o aroma delicioso que ela exala. As grandes, as “Megastores” com aquele monte de gente entrando e saindo sem parar, todas falando alto e ao mesmo tempo, com interesses diversos – uns entram por causa dos livros, mas também tem aqueles que estão ali somente por causa dos CDs, dos DVDs e do cybercafé – às vezes me causam a impressão de estar numa feira ao ar livre. Sem falar que os funcionários estão sempre “escondidos” atrás de um monitor de computador ou andando freneticamente pela loja, tendo que dar atenção a várias pessoas ao mesmo tempo – o que faz com que ninguém receba, de fato, atenção alguma.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já nos Sebos, vivo uma outra situação. Ao pegar um livro, sinto que ele já tem uma “história de vida”. A quem ele pertenceu? O que será que aquele exemplar, que ficou por muito tempo esquecido numa estante da sala ou do quarto de alguém, já não deve ter presenciado? Momentos de amor? De ciúmes? Famílias alegres, reunidas em torno da mesa em dias de festa? Ou o isolamento – voluntário ou não – de um ser solitário, convivendo diariamente com o silêncio? Seja o que for que aquele exemplar tenha vivido, é como se agora – exposto ali no Sebo – ele estivesse pedindo pra ser novamente adotado. E aquele que o adotar, estará levando consigo um “ser” carregado de boas ou más lembranças, com suas folhas limpas e bem cuidadas, ou sujas, amarrotadas e manchadas. Há uma alma, ou muitas almas nos livros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja como for, numa livraria grande ou pequena, ou mesmo num Sebo, um livro será sempre um LIVRO. Por isso, ao contrário do que muitos dizem e professam, não acredito que Ele, na sua forma física e tradicional, seja substituído pelos chamados e-books (livros virtuais). Primeiro porque, mesmo que você esteja deitado na sua cama, utilizando um computador portátil, sempre será extremamente cansativo e desconfortante ler um exemplar inteiro através de um monitor. E segundo porque, nada substituirá o prazer de se ter um livro nas mãos, seja no momento da leitura ou no não menos prazeroso instante da compra do mesmo, naquela pequena, aconchegante e “saborosa” livraria, com todos os seus cheiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez venha daí a minha dificuldade e relutância em comprar livros pela internet. Por diversas vezes entrei nas livrarias virtuais, escolhi o exemplar que eu queria, passei por diversas etapas para concluir a compra, mas na hora de dar o último clique com o mouse, para finalizar o pedido, eu desistia, convencido de que seria muito melhor esperar um pouco, ir até a livraria de uma cidade vizinha (visto que no município onde resido não existe nenhuma – que vergonha eu sinto em dizer isto) e realizar a compra da forma tradicional, o que sem dúvida alguma, pra mim, em se tratando de livros, será sempre a melhor, por mais que alguns venham argumentar sobre a praticidade e a comodidade que as compras pela grande rede proporcionam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, dias atrás, tomado pelo impulso de adquirir e ler rapidamente o livro “Aos meus amigos”, da Maria Adelaide Amaral, fui até o último clique (e olha que ironia: os correios entraram em greve). Porém, como era noite, bem próximo da madrugada, e havia quase uma completa ausência de sons a minha volta, consegui sem muita dificuldade, no exato momento em que eu apertei o botão do pequeno “ratinho” – que no meu caso é um sapo verde –, imaginar o livro em minhas mãos, e até mesmo sentir o seu cheiro. Consegui, inclusive, ouvir o delicado som da minha cafeteira, vindo lá da cozinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5024934665006691753?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5024934665006691753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5024934665006691753&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5024934665006691753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5024934665006691753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/04/livros-cheiros-e-cliques-crnica-de.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R_0If6vTf9I/AAAAAAAAAPg/uj11qyVc2Nc/s72-c/elano_0033.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-3231025092222590706</id><published>2008-04-05T09:57:00.005-03:00</published><updated>2008-04-05T23:39:03.697-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R_d4r7mGF5I/AAAAAAAAAPY/i-u-1K8x0QQ/s1600-h/1872930.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185746192067598226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R_d4r7mGF5I/AAAAAAAAAPY/i-u-1K8x0QQ/s400/1872930.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu deveria cantar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rolar de rir ou chorar, eu deveria, mas tinha desaprendido essas coisas. Talvez então pudesse acender uma vela, correr até a Igreja da Consolação, rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria e uma Glória ao Pai, tudo que eu lembrava, depois enfiar algum trocado, se tivesse, e nos últimos meses nunca, na caixa de metal "Para as Almas do Purgatório". Agradecer, pedir luz, como nos tempos em que tinha fé.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(trecho do livro "ONDE ANDARÁ DULCE VEIGA?", de Caio Fernando Abreu - Editora AGIR, 256 pág.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-3231025092222590706?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/3231025092222590706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=3231025092222590706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3231025092222590706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3231025092222590706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/04/eu-deveria-cantar.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R_d4r7mGF5I/AAAAAAAAAPY/i-u-1K8x0QQ/s72-c/1872930.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2364188767445103800</id><published>2008-04-01T07:52:00.006-03:00</published><updated>2008-04-01T08:23:41.506-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com morangos e chantili&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(conto de elano ribeiro) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre, antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que eu não estou aqui pra me confessar. Deus nunca soube de minha existência, e é melhor que continue não sabendo, até porque eu nunca precisei dele pra nada. Outra coisa: eu não tenho pressa, portanto, não tente me descartar rapidamente, como fez com aquela senhora negra que acabou de sair daqui. É, padre, meu pai tinha razão, o pobre é mesmo um fodido. Sou capaz de afirmar que os supostos pecados da senhora negra são bem menores do que as da branca, com roupas de madame que o senhor atendeu antes. Porém, a penitência aplicada à primeira, que, provavelmente não contribui com o dízimo, deve ter sido bem maior. Não se preocupe, padre, Deus irá lhe perdoar. O que me traz aqui é a vontade de falar sobre algo que aconteceu hoje. Precisava contar tudo pra alguém. Então, eu pensei: pra que procurar um psicólogo? Vou à igreja, onde eu não preciso pagar um tostão sequer. Padres e psicólogos são iguaizinhos, ambos pensam que a solução para todos os problemas da humanidade está nos seus ouvidos, na atitude complexa de saber ouvir os dramas e aflições dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao que interessa: eu matei uma pessoa. Isso mesmo padre, eu matei um homem, ou melhor, matei um verme que não vai fazer falta alguma pra humanidade. Vou contar como foi isso: sou prostituta. Não precisa fazer essa cara de quem está surpreso, padre. No fundo, o senhor já sabia. Depois de tantos anos nessa profissão, parece que chega uma hora em que fica escrito na nossa testa: sou puta. Não. Não vou vir com aquele papo furado, do tipo: a vida nunca me deu oportunidades. O que eu mais tive na vida foram oportunidades. Estudei em colégios de primeira, viajei pra caramba, cheguei até a fazer bons estágios na época da faculdade. Mas troquei tudo pelo que sou hoje, e não me arrependo. Gosto de sexo. Sempre gostei. E gosto de dinheiro. Pronto, aos vinte e três anos achei a fórmula mágica pra minha vida. Sempre fui bonita e assediada, padre. Então pensei: vou cobrar pra transar. E cá estou eu: uma vadia chique, cheia de dinheiro. Mas também uma pretensa assassina, de rosto inchado pelas porradas que o miserável me deu antes de ir pro o inferno. Mas nada que um bom banho e umas boas horas de sono não resolvam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cinco meses que eu vinha saindo com o tal sujeito. Era um coroa ricaço, empresário, dono de três grandes fábricas. Provavelmente um explorador de mão de obra que pagava salários de miséria aos seus funcionários. Mas isso não vem ao caso, cada um que resolva os seus problemas. A questão é que ontem o velho-empresário-comedor-de-prostitutas me pegou na porta do edifício onde moro e me levou direto pra um motel. Até aí tudo normal, era sempre assim. Ele não era de ficar inventando coisas na hora do sexo. O velho se satisfazia, ficava falando sobre um monte de coisas que não me interessava saber, vazia questão de me chamar de puta, me pagava e fim de papo. Acontece que dessa vez o safado cismou que eu tinha que fazer uma coisa: ele saiu do quarto, voltou até o carro e entrou com duas caixas de chantili e uma porção de morangos. Padre: padres sentem tesão? Deixa pra lá. O fato é que o velho queria que eu espalhasse todo aquele creme pelo seu corpo, jogasse os morangos por cima para que depois eu fosse lambendo tudo, até não sobrar qualquer vestígio de morango ou chantili naquele monte de carne flácida e nojenta. Eu me recusei padre. Disse a ele que eu não faria aquilo. Não faria porque eu não queria, mas também porque eu não podia. Eu tenho diabetes, padre. Eu ia ter um troço se engolisse todo aquele creme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu contei que era diabética, o miserável deu uma sonora gargalhada. Debochou da minha cara. Disse: desde quando puta tem essas frescuras? Eu estou te pagando sua vadia, e por causa disso você tem que fazer o que eu quiser. Eu disse que eu só iria fazer o que eu quisesse. Foi aí que ele começou a ficar violento, partiu pra cima de mim, me agarrou pelos cabelos e me jogou no chão. O velho-empresário-comedor-de-prostitutas veio pra cima de mim e me deu três tapas na cara. Porradas fortes. O sangue que escorria do meu nariz se misturava ao que vinha de dentro da minha boca. Nem sei como eu não fiquei sem alguns dentes. Minha raiva foi tanta que eu tirei forças não sei de onde, dei-lhe um empurrão. Comecei a correr pelo quarto gritando, xingando. Não tinha medo, padre. Tinha era muita raiva daquele ser asqueroso. Ele começou a correr como um louco atrás de mim, passou a me jogar objetos em cima. Acho que ele não estava no seu estado normal, pois nunca havia visto ele violento assim. De repente o desgraçado parou, arregalou os olhos levou uma das mãos ao peito, deu um grito e caiu. Caiu bem próximo aos meus pés. Tão próximo que eu pude dar um chute bem na sua cara. Lembrei-me que certa vez, não faz muito tempo, ele me disse que era hipertenso e, por isso, sempre carregava consigo um caixinha com remédios para controlar a pressão alta. O velho começou a ficar roxo, suava muito, sua urina escorria perna abaixo enquanto se contorcia de dor. Com muito custo, balbuciando, ele me pediu que pegasse um comprimido do tal remédio e colocasse embaixo da sua língua. Foi aí que meu lado assassina de velho-empresário-comedor-de-prostitutas entrou em ação. Padre, em vez do remédio, o senhor pode imaginar o que eu coloquei na boca do miserável? Chantili, padre. Comecei a enfiar na boca do indivíduo todo o creme que havia nas duas caixas. Eu enchia a boca dele de chantili e ainda por cima tampava suas narinas. Quando não havia mais nem um tantinho de creme nas caixas, eu ainda tive a frieza de empurrar os morangos inteiros guela abaixo no safado. Tudo isso demorou uns dez minutos padre, até que por fim ele deu o seu último suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso padre, foi assim que tudo aconteceu. O que? O senhor quer saber se eu estou arrependida? Não, padre. Eu não me arrependo do que eu fiz. Posso dizer que eu até senti prazer. Não. O senhor não vai vir com essa de que eu tenho de rezar cem Pai Nossos e duzentas Ave Marias. Eu já disse que não vim aqui pra me confessar. Só queria desabafar. Agora já me sinto bem melhor. Ah, a propósito padre, antes de sair do motel eu fiz uma limpa na carteira do velho. Estou pensando em doar todo o dinheiro pra igreja do Senhor, mas acho que o senhor padre não vai querer, não mesmo? Afinal não é um dinheiro, digamos “limpo”. Ah, o senhor aceita! Sei. É para ajudar nas obras de caridade? Entendo. Então vou deixar lá na secretaria da igreja. Padre, obrigado pela atenção. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2364188767445103800?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2364188767445103800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2364188767445103800&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2364188767445103800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2364188767445103800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/04/com-morangos-e-chantili-conto-de-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7343643823210113718</id><published>2008-03-25T21:36:00.009-03:00</published><updated>2008-03-26T11:54:41.248-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R-pi8bmGFxI/AAAAAAAAAOA/EHj6if7b-y0/s1600-h/palhaco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182063111582390034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R-pi8bmGFxI/AAAAAAAAAOA/EHj6if7b-y0/s200/palhaco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Hoje tem marmelada?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por elano ribeiro. texto publicado na revista "Crônicas Cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho impossível falar de carnaval e não lembrar automaticamente das figuras do Pierrô, do Arlequim e da Colombina. Assim também acontece com o circo. Não consigo falar do teatro mais popular do mundo sem me lembrar da figura do Palhaço – assim mesmo, com letra maiúscula, dada a importância que ele tem (ou tinha) para o espetáculo circense. É o Palhaço que anima (ou animava) a platéia, e encanta (ou encantava) as crianças e os adultos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre achei que os outros artistas que se apresentam (ou se apresentavam) sobre o picadeiro, eram meros coadjuvantes – não quero dizer com isso que seus números tenham (ou tivessem) uma importância menor para a grandeza do espetáculo. Apenas achava que, se faltasse a apresentação do malabarista ou do trapezista ou até mesmo a do mágico, pra mim não faria diferença alguma, uma vez que os Palhaços não deixassem de se apresentar. O brilho, a magia, o encantamento do circo está (ou estava) no Palhaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que eu estou falando sempre no presente (e também no passado)? É porque eu não sei se ainda existem circos por aí. Circos como os de antigamente, os clássicos, que tinham “Orlando Orfei” como um dos seus representantes mais conhecidos e respeitáveis. Circos em que o Palhaço questionava a platéia: “hoje tem marmelada?”. Vejo lonas montadas nas beiras das estradas, principalmente em torno das cidades do interior, mas tenho dúvidas se ali dentro ainda há algum espetáculo, alguma magia, algum Palhaço. Os “tempos modernos” com seus shoppings e suas tecnologias – e acreditem, o aparelho de televisão contribuiu em muito para desaparecimento dos circos – levaram a maioria ou quase a totalidade(?) dos tradicionais circos a bancarrota. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez muitos não saibam, mas amanhã, dia 27/03, se comemora o Dia do Circo. Penso com certo pesar, que as gerações vindouras não conhecerão esse tipo de circo que um dia já existiu: o tradicional picadeiro circular coberto pela imensa lona colorida, carrinho de pipoca na entrada e o longo – e não raro surrado – tapete vermelho recepcionando o “respeitável público”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse pequeno texto deve ser visto como uma despretensiosa tentativa de homenagear aqueles que são ou foram do circo, aqueles que milagrosamente ainda vivem ou aos que já viveram do circo, aqueles que de alguma maneira conheceram o circo e os seus sempre anônimos artistas, aqueles que viveram momentos e emoções inesquecíveis dentro de um circo, aqueles que sonham ou sonharam em ser Palhaços no picadeiro. Viva o circo! Conheça o circo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7343643823210113718?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7343643823210113718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7343643823210113718&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7343643823210113718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7343643823210113718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/03/hoje-tem-marmelada-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R-pi8bmGFxI/AAAAAAAAAOA/EHj6if7b-y0/s72-c/palhaco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6788603416740249897</id><published>2008-03-19T10:13:00.004-03:00</published><updated>2008-03-19T10:20:55.029-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R-ESjYnwwNI/AAAAAAAAANY/X36N7RpR4pw/s1600-h/Espanto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179441445566726354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R-ESjYnwwNI/AAAAAAAAANY/X36N7RpR4pw/s320/Espanto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;"O espantoso é que o espanto não espanta mais"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Modesto Carone - escritor, jornalista e tradutor brasileiro)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6788603416740249897?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6788603416740249897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6788603416740249897&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6788603416740249897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6788603416740249897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/03/o-espantoso-que-o-espanto-no-espanta.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R-ESjYnwwNI/AAAAAAAAANY/X36N7RpR4pw/s72-c/Espanto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-3022450158359181509</id><published>2008-03-12T14:54:00.004-03:00</published><updated>2008-03-12T15:12:31.495-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R9gaqonwwMI/AAAAAAAAANQ/k7gm_lIcUcg/s1600-h/elano_capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176917091423404226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R9gaqonwwMI/AAAAAAAAANQ/k7gm_lIcUcg/s320/elano_capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;No quintal do meu vizinho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(por Elano Ribeiro. Crônica publicada na revista eletrônica "Crônicas Cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vem vindo aí mais uma Páscoa. Estou pensando seriamente em fazer um protesto que deixará os ambientalistas de plantão pra lá de furiosos comigo. Talvez eu use cartazes e faixas. Ou um megafone, que certamente causará mais impacto. Vou exigir que meu vizinho da frente corte boa parte das árvores que estão no seu quintal. Afinal, os arbustos (alguns frutíferos) irão me impedir de olhar a casa alheia, e por causa disso eu não poderei assistir a um belo “espetáculo infantil”, que só acontece uma vez por ano, naquele mesmo quintal (ou seria um palco a céu aberto?), exatamente no domingo de Páscoa. Posso afirmar que meu pedido será por uma causa nobre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Explico: desde que me mudei, há cinco anos, para o meu atual endereço – o segundo andar de um sobrado, numa vila residencial –, venho observando o que acontece no quintal do vizinho, sempre nos domingos de Páscoa. É assim: logo bem cedo os adultos saem para o quintal e espalham dezenas de ovos de chocolate pelo lugar. Os ovos são escondidos atrás das árvores, na garagem, próximo à piscina, no meio dos canteiros de flores... Daí, quando as crianças acordam, elas mais do que depressa correm para fora de casa e começam uma divertida e empolgante “caça” aos ovos de Páscoa. É uma correria e um falatório que se estende por pelo menos uma meia hora. É fascinante assistir aquela cena. É maravilhoso ver a expressão de alegria nos rostos daqueles meninos e meninas. Sou capaz de afirmar que alguns deles (talvez a maioria) ainda ficam na expectativa de ver, entre o limoeiro e a laranjeira, um coelhinho saltitante, carregando nas mãos uma cesta com muitos outros ovos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Digam-me senhores, se meu protesto não tem razão de existir? Numa época em que as crianças estão preferindo ficar (ou têm que ficar) limitadas às paredes de suas casas ou apartamentos gastando boa parte do tempo paradas atrás de um console de vídeo game ou buscando novos “amigos” virtuais nos sites de relacionamento, ver aqueles pequenos jovens correndo com os pés descalços num enorme quintal, quase não se agüentando de tanta alegria, e fazendo a felicidade de toda uma família, é sem dúvida alguma um espetáculo que deve ser por mim apreciado, sentido e aplaudido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez, tanto quanto o brilho e a magia que as crianças colocam na cena, outro fator que torna o espetáculo tão atraente para mim, é ver aquela enorme família reunida. De certa forma, eles me remetem aos meus tempos de garoto, e eu me vejo novamente correndo no quintal da casa dos meus pais, com toda aquela gente (parentes e amigos) chegando para passar o feriado pascoal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, vou deixar o protesto de lado. No próximo domingo de Páscoa, em vez de me dirigir à janela, irei para o portão da casa do meu vizinho, tocarei a campanhia e pedirei permissão para acompanhar de perto a realização da minha peça teatral preferida. Vou me sentar bem no meio do jardim (o grande palco) e assistir a todas as cenas de um ângulo privilegiado, tendo os atores bem ao alcance de minhas mãos. Quem sabe eu mesmo não acabo me deparando com o bom e velho coelhinho da Páscoa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-3022450158359181509?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/3022450158359181509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=3022450158359181509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3022450158359181509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3022450158359181509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/03/no-quintal-do-meu-vizinho-por-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R9gaqonwwMI/AAAAAAAAANQ/k7gm_lIcUcg/s72-c/elano_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2842418421653648485</id><published>2008-03-08T13:00:00.003-03:00</published><updated>2008-03-08T13:06:52.857-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em homenagem ao &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dia Internacional da Mulher&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, o blog "´Diário de Bordo &amp;amp; A Poetica Crônica dos Contos" publica o texto &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mulherão, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;da escritora Martha Medeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O MULHERÃO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira,1 metro e 80, siliconada, sorriso colgate. Mulherões, dentro deste conceito,não existem muitas. Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina.Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho emais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado deroupa e uma família morta de fome. Mulherão é aquela que vai de madrugadapra fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas empé na fila do banco pra buscar uma pensão de 200 reais. Mulherão é aempresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana. Mulherão é quem volta do supermercadosegurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismocom o orçamento. Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que semaquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita ocabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos pra natação, busca os filhos na natação, leva os filhos pra cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz. Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite. Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava roupa pra fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão. Mulherão é quem cria filhos sozinha, quem dá expedientede 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação. Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios. Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhorremédio pra azia. Longa vida às mulheres lindas de morrer, mas mulherão é quem mata umleão por dia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Martha Medeiros&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2842418421653648485?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2842418421653648485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2842418421653648485&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2842418421653648485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2842418421653648485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/03/em-homenagem-ao-dia-internacional-da.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7450744200244134869</id><published>2008-03-08T11:35:00.003-03:00</published><updated>2008-03-08T11:53:39.771-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R9Kl_4nwwKI/AAAAAAAAANA/Ps5nM7vUPvI/s1600-h/tit.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175381438751621282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R9Kl_4nwwKI/AAAAAAAAANA/Ps5nM7vUPvI/s400/tit.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros amigos e leitores, a crônica "Quem serão eles?", já publicada aqui no Blog, está presente em outro espaço muito bacana: o blog "Paralelos". Aí vai o link para que todos possam conhecer o "Paralelos" - &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos/"&gt;http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7450744200244134869?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7450744200244134869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7450744200244134869&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7450744200244134869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7450744200244134869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/03/caros-amigos-e-leitores-crnica-quem.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R9Kl_4nwwKI/AAAAAAAAANA/Ps5nM7vUPvI/s72-c/tit.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5650034210461050714</id><published>2008-03-06T23:37:00.002-03:00</published><updated>2008-03-06T23:41:40.278-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"A beleza tem um efeito embriagante. Quando a alma é tocada por ela, a cabeça não faz perguntas. Tudo é êxtase, encantamento."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (Rubem Alves)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5650034210461050714?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5650034210461050714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5650034210461050714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5650034210461050714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5650034210461050714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/03/beleza-tem-um-efeito-embriagante.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7564125139458580654</id><published>2008-02-27T07:48:00.003-03:00</published><updated>2008-02-27T07:54:04.540-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PAI, ESSE É O MEU NAMORADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por elano ribeiro. crônica publicada na revista "Crônicas Cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre digo que há uma grande chance de eu ter um infarto agudo do miocárdio ao ver pela primeira vez minha filha dando um beijo na boca de um garoto. Os pais que já presenciaram essa cena (de filme de terror?) poderão, talvez, me dizer o porquê desse meu temor. Pode ser machismo (e deve ser mesmo). Se fosse um filho, homem, eu iria ficar todo orgulhoso (?). Mas no fundo, acho que é pela certeza – a ficha que cai de uma hora para a outra – de que aquela bonequinha, aquela criança que eu sempre imaginei que nunca iria crescer, cresceu e apareceu (linda) – nesse momento acabo de olhar para uma foto da Bianca vestida de coelhinha, com mais ou menos três anos de idade. É, ela cresceu!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi no sábado de carnaval. Eu estava sentado na praça com Laura (minha esposa) e João Pedro (nosso filho) – que por sinal curtia com largos sorrisos e diversas batidas de mão no seu pandeiro de plástico, o seu primeiro carnaval – quando Bianca se aproximou de mim. Daí, deu-se mais ou menos o seguinte diálogo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Oi, pai!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Oi, minha filha linda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tá tudo bem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tá sim. E com você?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tudo certinho. Nossa, meu irmão tá tão Lindo! Vem João Pedro, no colo da irmã, pra tirar foto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu já havia percebido a presença de mais um casal junto da Bianca. A garota eu conhecia – até onde eu sei, é a melhor amiga da minha filha. O garoto eu não sabia quem era, e a princípio não dei muita importância para a sua presença. Até que Bianca respira fundo, engata uma primeira, e manda, assim, de uma vez só, sem rodeios:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pai, esse é o meu namorado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Imagine, caro leitor, um espaço em branco nessa crônica. Pois foi assim que meus pensamentos ficaram por alguns segundos: em branco. De imediato não consegui olhar para o jovem rapaz. Olhei apenas para Bianca, esperando que ela dissesse: - Brincadeira, pai. Mas ela não disse. E pelo brilho que tinha no olhar, e o sorriso nervoso nos lábios, percebi logo que se tratava mesmo de seu primeiro namorado, aquele que se apresenta para mãe e para o pai, aquele que se leva em casa, e em pouco tempo ele já está deitado no sofá com o controle da TV na mão. Sei que é assim que funciona, pois afinal, eu e vários outros pais já fizemos a mesma coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trocamos mais alguns carinhos, conversamos e tiramos mais algumas fotos. Dei-lhe alguns conselhos básicos – aqueles que todos os pais dão:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Se for sair em algum bloco, tome muito cuidado com possíveis confusões que possam acontecer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não aceite nada de estranhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Se precisar de alguma coisa, me ligue ou me procure. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, principalmente: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tenha juízo, muito juízo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes que eles se fossem, apertei firmemente a mão do rapaz (quer dizer, do namorado da minha filha. Preciso me acostumar com a idéia). E lá foram eles, de mãos dadas. Dois belos jovens, cheios de sonhos e de esperanças no futuro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como se pode notar, eu não enfartei (se bem, que eu não vi minha filha dando um beijo sequer no garoto). Na verdade, eu me emocionei ao ver Bianca caminhando de mãos dadas com o seu primeiro namorado, pois, de imediato, me lembrei da criança que um dia eu conheci, que encheu minha vida de luz e brilho. Aquele presente de cachinhos loiros que a vida me deu, que me chamava o tempo todo para jogar “bola gude”. Emocionei-me, porque estava tendo a possibilidade de ver minha amada filha dar início a um novo ciclo em sua vida. Ela começou a descobrir o amor, e por conta desse nobre sentimento, irá sorrir, irá chorar, irá descobrir o ciúme (tomara que ela aprenda a lidar com esse veneno o mais depressa possível). Irá descobrir o quanto é bom sentir saudades de quem a gente ama, e que é ainda melhor reencontrar essa pessoa. Vou torcer para que ela compreenda que Vinícius de Moraes acertou em cheio quando escreveu que se o amor não pode ser imortal, posto que é chama, deve ser infinito enquanto durar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7564125139458580654?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7564125139458580654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7564125139458580654&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7564125139458580654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7564125139458580654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/02/pai-esse-o-meu-namorado-por-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-4774651216318521856</id><published>2008-02-22T09:02:00.003-03:00</published><updated>2008-02-22T09:11:44.156-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Leitura&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(acróstico, por elano ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;L&lt;/strong&gt;etras, que juntas formam uma história ou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;stórias, que contadas a uma criança,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;nvariavelmente transformam-se em aventuras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;ão mágicas, intensas e inesquecíveis, que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;ma vez vividas, ficarão para sempre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;ondando o imaginário desses jovens,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;lquimistas da literatura, da leitura e das letras&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-4774651216318521856?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/4774651216318521856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=4774651216318521856&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4774651216318521856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4774651216318521856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/02/leitura-acrostico-por-elano-ribeiro-l.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7190729080701422132</id><published>2008-02-13T08:51:00.007-02:00</published><updated>2008-03-13T15:37:58.599-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166416495824481250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R7LMbhtWK-I/AAAAAAAAAMo/liqLOg3qoIg/s200/ELANO_BARAOVERMEHLRO1985.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem serão eles?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou começar esse texto com uma afirmação: sou um saudosista. A nostalgia é o meu ópio. E a fotografia é um dos objetos mais usados por mim como forma de “tragar a fumaça da saudade” e fazer grandes viagens. Viagens de volta no tempo, e por que não dizer de volta no espaço, também. Algo em especial tem me atraído nas fotografias: imaginar quem serão e como estarão vivendo aquelas pessoas que eu não conheço, mas que sem querer aparecem ao meu lado nas fotos. Ou então, fazer esse mesmo exercício de criatividade e imaginação com relação a retratos muito antigos, registros feitos muito antes de eu pensar em nascer, seja de familiares ou de completos desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente escrevi um texto para o jornal Caderno Especial (publicação que circula em algumas cidades do interior do Rio de janeiro) sobre os tempos boêmios de um bairro aqui da minha cidade. O editor do jornal me ligou perguntando se eu não tinha uma foto do lugar para ilustrar a crônica. Recorri então a um grande amigo e pesquisador, Janér Baptista, que, como eu supunha, me enviou no dia seguinte duas belíssimas fotos do referido bairro. Fotos antigas, anteriores até mesmo ao tempo descrito no texto em questão. Pois bem: para o meu deleite, em ambas as fotos (em preto e branco) aparecem pessoas caminhando solitariamente. Fiquei me indagando: quem serão eles (ou elas)? Será que ainda estão vivos? Será que seus netos, ou talvez bisnetos, estudam na escola onde eu trabalho? Questionamentos que provavelmente nunca serão respondidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem uma imagem em especial que anda me fazendo viajar cada vez que eu a vejo: é exatamente a foto que ilustra essa crônica.  Ou seja, a capa do CD e do DVD do antológico show do Barão Vermelho, no Rock in Rio de 1985, com Cazuza nos vocais. O “ópio nostálgico” se manifesta ali através daquele casal – sentado de costas para o fotógrafo (profissional ou amador) que brilhantemente eternizou aquele momento – segurando um guarda-chuva naquela tarde de janeiro. Cada vez que olho essa tal fotografia, sinto que a “droga” começa a fazer efeito e eu início as minhas viagens imaginárias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagem nº 1 – O casal desconhecido se casou depois de algum tempo. Na saída do show, ele (Alex) todo eufórico graças a uns enormes copos de cerveja e com a adrenalina ainda lá em cima por conta da noite agitada, pede a mão da moça (Cristina) em casamento. Os anos passam depressa, eles têm um casal de filhos (João Pedro e Lara) que hoje estão prestes a fazer 20 ano, e os dois orgulhosamente mostram aos seus colegas da faculdade, através do CD ou do DVD, a fotografia dos pais, agora famosos, apesar de ainda continuarem anônimos por estarem de costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagem nº 2 – O Casal briga naquela noite mesmo, e ela (Antônia) rompe o noivado que já durava alguns anos, porém sem a paixão do início. Ele (Francisco) admite ter flertado com a moça hippie (de nome muito estranho) que fumava maconha ao seu lado, pede desculpas a ela (Antônia), mas a moça está irredutível. Hoje, 23 anos depois, ela conta para uma amiga do curso de pintura – pago pelo marido careta que nunca gostou de Rock, muito menos do Barão Vermelho – que aquele casal que aparece na capa do DVD – que fica guardado escondido no armário da cozinha – é ela com seu ex-noivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagem nº 3 – Após alguns anos morando juntos e estando muito felizes, certo dia ele (Carlão) sai para comprar cigarros logo ali na esquina, e inexplicavelmente nunca mais volta, deixando-a (Carla) sozinha e com um filho pequeno (Carlinhos) para criar. Hoje, passados quinze anos de seu sumiço, ela se reconheceu na foto – apesar de estarem de costas, ela e o Carlão – e passa os dias mostrando a capa do CD para o filho Carlinhos (que está prestes a completar 16 anos, freqüenta sessões de terapia em grupo e, para completar a desilusão de Carla, é fã de Zezé de Camargo e Luciano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem ainda tem vários outros destinos, mas ao final sempre continuo sem saber que fim levou aquele casal da foto, obviamente. E isso é o que alimenta ainda mais a minha nostalgia e fomenta o meu vício pelo “ópio da saudade” provocando uma imensa curiosidade em saber quem serão essas pessoas desconhecidas que ilustram determinadas fotografias. No meio de tantas incertezas sobre o casal em questão, posso afirmar uma coisa: naquela noite, durante o show do Barão, eles se abraçaram, e com outras milhares de pessoas entoaram um hino que marcaria toda uma geração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Todo dia é dia/E tudo em nome do amor/Essa é a vida que eu quis/Procurando vaga/Uma hora aqui, outra ali/No vai-e-vem dos teus quadris/Nadando contra a corrente/Só pra exercitar/Todo o músculo que sente/Me dê de presente o teu bis/Pro dia nascer feliz/Pro dia nascer feliz/O mundo inteiro acordar/E a gente dormir, dormir/Pro dia nascer feliz/Essa é a vida que eu quis/O mundo inteiro acordar/E a gente dormir”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7190729080701422132?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7190729080701422132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7190729080701422132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7190729080701422132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7190729080701422132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/02/quem-sero-eles-por-elano-ribeiro-crnica.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R7LMbhtWK-I/AAAAAAAAAMo/liqLOg3qoIg/s72-c/ELANO_BARAOVERMEHLRO1985.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-9174599150668605027</id><published>2008-02-06T09:55:00.000-02:00</published><updated>2008-02-06T09:57:52.438-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos, Bia, Eduardo e Fernanda&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(por Elano Ribeiro - conto publicado na revista eletrônica "Crônicas Cariocas")&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Carlos era apaixonado por Bia, que por sua vez gostava do Eduardo, mas este queria namorar com Fernanda, que para completar o “círculo de amores”, estava afim de Carlos, que dava aulas de Cinema na universidade onde Bia cursava o sexto período de História e pretendia muito em breve se pós graduar em “História Universal” e trabalhar como Historiadora no Museu Municipal, onde Eduardo era o Administrador, e este, não raramente, ao sair do trabalho, passava na locadora de filmes da Fernanda, ali perto, só para poder trocar alguns minutos de conversa com a empresária, que não escolheu esse ramo de negócio por acaso, mas sim, por ser ela, uma apaixonada por cinema, e foi justamente num festival de cinema, na cidade de Tiradentes, que Fernanda conheceu Carlos, que estava na cidade mineira para ministrar duas palestras sobre o “Cinema Novo”, e ao final de uma delas os dois foram apresentados e passaram o resto da noite conversando num dos bares da cidade, e quando deram conta de que o dia já estava amanhecendo ele fazia uma rápida análise do cinema nacional, desde Glauber Rocha com o seu “Deus e o Diabo na Terra do Sol” até os dias atuais, com José Padilha e seu polêmico “Tropa de Elite”, deixando Fernanda cada vez mais encantada por ele, e fazendo com que a moça desejasse que aquela noite não tivesse mais fim, mas ela terminou, com Carlos se despedindo no meio da praça central da Cidade Histórica, louco para voltar logo para as suas aulas e poder rever Bia, que andava cada vez mais apaixonada pelo seu curso, pelo seu trabalho e por Eduardo, que já havia percebido uns olhares diferentes e fingido não entender algumas frases de duplo sentido que a estagiária lhe lançava, pois ele pensava ser melhor não dar muita liberdade para a moça se aproximar ainda mais, afinal além dela ser quase uma funcionária do museu que ele administrava – em sua concepção, não ficava nada bem um relacionamento entre colegas de trabalho – , ele estava cada vez mais interessado em Fernanda, que depois de algum tempo telefonou para Carlos e o convidou para uma cessão de DVDs em sua casa, disposta a revelar seu interesse pelo professor, mas depois de alguns filmes e três garrafas de vinho, ela teve que controlar sua raiva enquanto Carlos lhe contava sobre a sua paixão secreta por Bia, que pouco dias depois estaria ouvindo da boca do próprio Eduardo que ela não seria contratada pelo museu ao final do seu estágio, não porque ela não fosse competente, mas sim pelo fato de ela estar cada vez mais misturando as coisas, e para ele isso era inadmissível, e para completar, ela ainda teve que ouvir de Eduardo que ele estava mesmo era interessado em manter um relacionamento sério e estável com a Fernanda, a dona daquela locadora de vídeos que ficava próxima ao museu, que um belo dia recebeu surpresa a visita de Carlos, todo eufórico e ansioso para lhe contar que havia tomado coragem e revelado seu sentimentos à Bia, e que a moça pouco tempo depois já tinha se atirado em seus braços e lhe jurava amor eterno, fazendo com que sua vida se tornasse perfeita, um pouco parecida com a de Fernanda, que se não andava assim tão empolgada, estava bastante satisfeita com sua nova rotina ao lado do Eduardo, que num outro belo dia entrou na locadora com um buquê de flores na mão, se ajoelhou no chão, e na frente de diversas pessoas revelou seu amor por Fernanda, que meio sem jeito, aceitou o convite de Eduardo para um jantar que marcaria o início de um romance que duraria por muitos anos, só terminando quando Carlos,  já entediado de seu casamento com Bia – que por ser bem mais jovem e ter outros ideais, não andava em sintonia com o professor – pediu o divórcio para a então moça pós graduada, e reencontrou Fernanda, por acaso, num outro festival de cinema, lá mesmo em Tiradentes, e finalmente percebeu que havia muitas coisas em comum entre ele e ela,  e dessa vez, os dois conversaram por várias noites seguidas, e numa das conversas descontraídas, ela revelou que seu relacionamento já não andava muito bem e estava prestes a acabar, pois o único ato de romantismo que Eduardo teve, foi aquele há alguns anos atrás lá na locadora, depois disso ele parecia administrar sua relação com Fernanda, como se tivesse administrando o museu, que aliás, estava precisando de alguém qualificado para ocupar o cargo de Historiadora, e após minuciosa pesquisa nos currículos recebidos, Eduardo concluiu que não havia ninguém mais capacitado do que Bia, sua antiga estagiária e futura namorada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-9174599150668605027?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/9174599150668605027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=9174599150668605027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/9174599150668605027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/9174599150668605027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/02/carlos-bia-eduardo-e-fernanda-por-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-4810797147652080059</id><published>2008-01-30T10:30:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T18:06:39.876-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161249402680982898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px" height="160" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R6Bw_Hv_PXI/AAAAAAAAAMc/3l_8pDHW_uY/s320/elano_0027.jpg" width="224" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;"... já é carnaval"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(por Elano Ribeiro, publicado também na revista eletrônica "Crônicas Cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#3333ff;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; - e no jornal "O Jornal de Goiás"- &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ojornaldegoias.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#3333ff;"&gt;www.ojornaldegoias.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem, acordei no meio da madrugada. O relógio, através da monotonia dos seus ponteiros, me informava que eu deveria estar dormindo, afinal ainda eram três horas da madrugada. Mas dormir parecia algo impossível, devido ao calor infernal que fazia. O lençol da cama todo embolado e minha garganta ressecada, tornavam as coisas ainda mais difíceis para o sono. E olha que insônia nunca foi meu forte (ou meu fraco). Fui à cozinha. O contato da água gelada com a garganta ressequida fez com que eu tivesse a sensação de estar engolindo um punhado de areia. De volta ao quarto, resolvi debruçar-me na janela por alguns minutos, na esperança de receber um pouco de vento no rosto. Pobre ilusão a minha: o ar estava completamente parado, fazendo com que as árvores e suas folhagens parecessem esculturas de gesso ou pedra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já estava voltando para a cama, decidido a enfrentar o ventilador e sofrer no dia seguinte as conseqüências da alergia que tal aparelho me causa, quando um som, vindo não sei de onde, me chamou atenção. Apurei os ouvidos, que já não andam 100%, e percebi se tratar de um Tamborim e de uma Cuíca. Supus, pelo ritmo lento que os solitários e anônimos percussionistas tocavam os seus instrumentos, se tratar de um lamento. Os pobres homens, provavelmente, estavam chorando as dores de um amor perdido:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você era a favorita onde eu era mestre-sala&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua...” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis que, de repente, surge em auxílio aos sussurros agudos do Tamborim e da chorosa Cuíca, um som mais grave, que logo me pareceu ser um grande Surdo de Marcação. As batidas secas, fortes e constantes daquele grande instrumento, pareciam querer dizer aos colegas moribundos: “vamos lá rapaziada! Hoje não há lugar para a tristeza”. Como se encorajados pelo novo companheiro que acabara de chegar, os acordes da dor e da desilusão começaram a dar lugar a uma providencial marcha de esperança:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Hoje eu não quero sofrer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;hoje eu não quero chorar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;deixei a tristeza lá fora &lt;/div&gt;&lt;div&gt;mandei a saudade esperar(a a á ár)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;hoje eu não quero sofrer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quem quiser,que sofra em meu lugar...”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, para que realmente o sofrimento não tivesse vez, faltava ainda um elemento essencial: a alegria. Ela chegou através de um sonoro Repique, acompanhado de uma estridente gargalhada, e de um razoável coral de vozes. O repicar frenético, nervoso, quase epilético do pequeno instrumento, fez a tristeza – que até então insistia em não desaparecer por completo do coração daqueles homens (ou seriam mulheres?) – enfiar a sua Viola no saco e procurar outra freguesia, porque ali, a partir daquele instante, iria se formar um bloco carnavalesco disposto a encher a cidade de festa (e obviamente, de alegria):&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Vem jardineira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem meu amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não fique triste Que este mundo é todo teu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tu és muito mais bonita Que a camélia que morreu..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pronto. Eu, feliz pelo rumo que tomou a história – contada a mim através do som de instrumentos e de algumas vozes distantes – poderia enfim voltar tranquilo para a minha busca ao sono perdido. Porém, antes que eu deixasse a janela – que aquela altura já me parecia uma grande tela de cinema – ainda pude observar uma bela moça (uma Colombina) abraçada a dois rapazes (um Pierrô e um Arlequim) que passavam arrastando suas sandálias e jogando para o alto seus confetes e serpentinas, embalados pelo som que, assim como eu, eles não tinham certeza de onde vinha. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, o sono veio. E junto dele um sonho: a Colombina, na sua euforia festiva, me lançava um olhar instigante, como se dissesse: “Ei, você. Desce dessa janela e vêm pra cá. Afinal, já é carnaval”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-4810797147652080059?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/4810797147652080059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=4810797147652080059&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4810797147652080059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4810797147652080059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/01/blog-post.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R6Bw_Hv_PXI/AAAAAAAAAMc/3l_8pDHW_uY/s72-c/elano_0027.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2329056833421288537</id><published>2008-01-26T11:52:00.000-02:00</published><updated>2008-01-26T11:59:36.824-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R5s8u3v_PWI/AAAAAAAAAMU/fcJNm32k8XI/s1600-h/Dor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159784574019911010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R5s8u3v_PWI/AAAAAAAAAMU/fcJNm32k8XI/s320/Dor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Aqui é dor, aqui é amor, aqui é amor&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;dor:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;onde um homem projeta seu perfil e pergunta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;atônito:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;em que direção se vai?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Adélia Prado&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;O Coração Disparado&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2329056833421288537?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2329056833421288537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2329056833421288537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2329056833421288537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2329056833421288537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/01/aqui-dor-aqui-amor-aqui-amor-dor-onde.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R5s8u3v_PWI/AAAAAAAAAMU/fcJNm32k8XI/s72-c/Dor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-3049839608953997099</id><published>2008-01-21T16:31:00.000-02:00</published><updated>2008-01-21T22:12:50.719-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;BBB 8 e Criança Esperança – Como a Globo gera miséria e repassa a conta aos brasileiros&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Com a liderança da Rede Globo, não há Criança Esperança que dê jeito.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(artigo escrito por Miriam Moraes, publicado no jornal "O Jornal de Goiás")&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.” (José Serra, governador de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O brasileiro não tem como saber, mas não há nada de natural no excesso de exploração do conteúdo sexual que ocorre na TV brasileira.O Brasil é visto no exteriorcomo “paraíso sexual”, a gravidez na adolescência atinge números alarmantes, todos os dias nasce um batalhão de crianças que jamais conhecerãoo pai, enquanto a maior potência da comunicação no Brasil investe numa programação que empobrece os brasileiros e aposta no “Criança Esperança” para manter a imagem de empresa com compromisso social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;----------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São duas horas da tarde e o Vídeo Show apresenta uma discussão sobre a possibilidade de haver distinção entre o sêmen de um peão e o sêmen das diversas categorias masculinas. Logo em seguida, a novela exibida em Vale a Pena Ver de Novo mostra um casal de adolescentes desesperados à procura de um lugar mais reservado para manter relações sexuais. Segundo o garoto, as outras vezes aconteciam no carro ou no mato. Na novela das seis, Florinda, personagem de Grazielli Massafera, conta que sua “caçarola fica fervendo” quando está com o namorado. Na trama das sete, as cenas de sexo são lugar comum. Na novela das 8, que começa às 9, o linguajar chulo, pobremente recheado de intenções medíocres, é intercalado com cenas de sexo implícito. No sábado, Luciano Huck apresenta suas dançarinas despidas em coreografias de gosto e qualidade duvidosas, o que se repete no Domingão do Faustão, aos domingos, dia em que o programa “Fantástico” relata o trabalhoso processo de pintar o corpo nu de uma mulata estonteante ou entrevista garotos que contam quantas pessoas beijou naquela noite, na mesma festa. Pouco depois das 10 horas, o programa Big Brother fecha a noite com uma mulher de costas, quase nua, sendo beijada por um rapaz que lhe apalpa as nádegas sob a micro-saia, e um desfile de mulheres com espuma de barbear sobre os seios deixam os homens da casa embasbacados.Num pobre vilarejo do norte, a menina de 14 anos assiste e tenta desvendar o modo de agir e se comportar dos “modelos humanos” criados pela TV. As mulheres são lindas! Quando saírem dali serão famosas e assediadas, a representação em carne e osso do sucesso. São moças que trocaram o primeiro beijo 24 horas depois de conhecer o rapaz, que revela seu desejo de realizar um “test drive” no paquera, uma expressão que escapa ao entendimento da menina, mas a intenção das palavras, revelada pelo contexto, é claramente captada.A menina se imagina no lugar daquelas mulheres. Os jovens brasileiros sonham com o sucesso e a fama, vêem como se comportam os famosos e mapeiam o comportamento que define a chegada ao pódio.Quando se aproxima de um garoto por quem se interessa, buscará as receitas de sucesso que lhe foram apresentadas. Logo, porém, essa menina descobre que pessoas do mundo real engravidam, que os garotos não querem assumir a responsabilidade da paternidade e que a pobreza dividida com filhos transmuta-se em miséria.Aos 18 anos poderá ter três crianças, cada uma de pai diferente, todos vivendo em condições sub-humanas.Surge, então, o programa “Criança Esperança” que consiste numa campanha realizada anualmente pela Rede Globo. Nos intervalos das programações que banalizam o sexo, atores populares aparecem na tela solicitando contribuições financeiras para remediar a miséria das crianças que nasceram das receitas de comportamento produzidas pela própria Globo. Operam a comunicação como um produto comercial; contabilizam para si os lucros e constroem uma imagem de preocupação com “o social” através das doações financeiras dos brasileiros.O conjunto de valores se materializa na realidade de vida de um povo e a comunicação é um elemento primordial na formação dos valores sociais. No entanto, há uma corrente vigente que rotula de retrógrado e arcaico qualquer pensamentoque se contraponha à idéia de que o ideal para o ser humano seja o conceito de progresso e modernidade associado à liberalidade e permissividade. Diante do preconceito, do receio de ser tomado por um tolo conservador, a maioria se cala e se omite, facilitando a ação dos que apregoam uma sociedade sem limites.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A sensualidade “natural”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O atual governador de São Paulo e ex-candidato a Presidente do Brasil declarouem uma entrevista: “Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.”O Brasileiro, sem a referencia de outros países, acostumou-se ao padrão veiculado e considera normal o volume de conteúdos com conotação sexual exibido na programação televisiva. No entanto, quem tem a oportunidade de viajar para outros países chega a se espantar com a diferença, não apenas da programação como dos costumes e comportamento do povo, especialmente do europeu. Foi de lá que Sílvio Santos importou o formato do Show do Milhão, programa de perguntas e respostas que oferece prêmios aos vencedores. A diferença está no nível das perguntas. Versam sobre história mundial, geografia e informações culturais de alto nível, nada a ver com os questionamentos primários da versão brasileira. Evidentemente, há também programas com o formato BBB e deve haver os de conteúdo menos apropriado, mas é preciso procurá-los para que sejam encontrados, pois não há mulheres nuas ou referências sexuais na programação normal.Um bom exemplo é o depoimento de Cristina Amaro Neves, que deixou o Brasil aos 11 anos, foi criada na Suécia, viajou pelo mundo todo e retornou ao Brasil para uma visita em novembro do ano passado. Agora, aos 29 anos de idade, Cristina se revela surpresa com o comportamentodos brasileiros:“Uma das coisas que mais me chocou no Brasil é a naturalidade com a qual se encara a promiscuidade sexual. Na minha cidade, a gente sai com um homem três meses antes que ele tenha a coragem de te dar um beijo. No Brasil bastam três minutos de conversa. Em todas as grandes cidades do mundo, esse é um comportamento isolado, de alguns grupos que são mal vistos pela grande massa, mas aqui é generalizado, socialmente aceito. Achei deprimente, tive a sensação de entrar numa tribo indígena.”De fato, caminhando pelas ruas de Portugal, Espanha, França e outros países europeus, mesmo no auge do verão onde as temperaturas reproduzem o clima tropical, nota-se uma gigantesca diferença no modo como as pessoas se vestem. Não há o exibicionismo, a exposição do corpo, a barriguinha de fora ou a preocupação acentuada com o vestuário, como acontece no Brasil.Recentemente, o Globo Repórter, da própria Rede Globo, dedicou seu programa a investigar os motivos que levaram o Brasil a ser visto lá fora como “um paraíso sexual”. Entrevistaram diversos turistas e revelaram a predominância de quem vem atraído pela grande liberdade para a prática da pedofilia e de relacionamentos instantâneos entre os adultos hetero ou homossexuais.- “O que mais eu poderia procurar no Brasil? Cultura?” - pergunta ironicamente um turista americano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O sexo casual na formação do indivíduo&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O corpo humano possui a capacidade de responder aos estímulos sexuais desde o nascimento – um conceito difundido por Freud e por pesquisadores contemporâneos em todo o mundo. A sexualidade, por ser latente, pode ser despertada até mesmo através de simples estímulos visuais, sonoros e da imaginação.Há uma confusão pautada na irreflexão e falta de preparo de quem define a linha de programação nas emissoras que banalizam as questões sexuais. Tais pessoas desconhecem que, mesmo que um adolescente, aos 14 anos de idade, saiba como colocar uma camisinha em uma banana, a formação psicológica não se encontra suficientemente amadurecida para estabelecer relações entre ações e conseqüências, implicando na ausência da responsabilidade necessária para a prevenção adequada.O ingresso no exercício da sexualidade envolve questões como auto-respeito, afetividade e auto-estima. Dependendo de como o relacionamento acontece e se desdobra,pode resultar num comportamento promíscuo onde se tenta, a todo custo, reverter a rejeição e inadequação resultantes das primeiras experiências, ou conduzir o adolescente a uma interminável crise de apatia e descrédito que se amplia para todos os setores da vida que deveria estar em construção, cujos valores como aceitação e rejeição, valoração ou descrédito, implicam na condição emocional para se situar e perseguir objetivos e sonhos.Uma ampla análise da influência da Globo sobre o comportamento dos brasileiros foi realizado pela BBC de Londres, através do documentário “Muito além do cidadão Kane”, disponível na Internet. Nele, os repórteres entrevistam moradores de casebres miseráveis onde adultos e crianças evidenciam o fascínio que as novelas, em primeiro lugar, exercem sobre crianças e adultos, na mesma proporção. O BBB foi criado para ser um programa de família, utilizando desenhos animados divertidos que atrai o público infantil. Teoricamente, ali estão reunidas pessoas do povo, é um programa que tem como objetivo a análise comportamental, mas todos os “modelos oferecidos” são basicamente iguais. A dinâmica da tensão criada nas eliminatórias e as intrigas dos bastidores são cuidadosamente planejadas para manter toda a família diante da Tv.A realidade do Brasil é apontada pela educadora Regina de Assis da seguinteforma: “Se você visitar favelas e periferias das cidades, se for para o campo, para a zona rural, poderá não encontrar uma geladeira, uma cama para cada pessoa, um fogão, mas ao entrar nas casas, nos barracos, uma televisão jamais faltará.” Portanto, a televisão é o único meio de comunicação que atinge as massas e é apontado como aquele que conta com maior credibilidade. Graças à força que possui as imagens transmitidas, o expectador não tem como saber o que foi omitido da informação, não consegue capturar racionalmente o efeito que uma trilha sonora agrega ao material. “Dependendo da trilha sonora colocada sobre as imagens de um grupo de jovens embriagados, levando garrafas à boca com movimentos confusos e mulheres sendo apalpadas por mãos diversas, poderíamos receber a cena como um retrato deprimente da degradação humana. Mas quando a Globo escolhe um grande sucesso dos Rolling Stones, uma música envolvente, divertida, cosmopolita, a imagem ganha ares de uma grande diversão de pessoas modernas e antenadas. É esse o tipo de comunicação realizada pela equipe do Big Brother.”No programa, há diversos recursos preparados para se obter determinados efeitos: a piscina, onde os participantes passam a maior parte do dia e são realizadas diversas tomadas, inclusive das festas, obtém uma exposição de mulheres de biquíni e homens com peitorais à mostra, motivo pelo qual a seleção não é aleatória, mas definida pela estética dos candidatos. As mulheres do BBB 8 são naturalmente liberais, em sua grande maioria, já posarampara sessões de fotos em revistas eróticas, propiciando espontaneamente, as cenas desejadas para atrair a audiência.O Brasil sempre foi um país pobre, mas a televisão chegou num momento em que não havia opções de lazer, tornando-se um grande fenômeno de popularidade.A TV Globo definiu sua linha de ação ainda muito cedo. O programa do Chacrinha, que animava as tardes de domingo, trazia mulheres em trajes sumários, algo muito novo para a época, que rebolavam em coreografias ultra sensuais, algo que a maioria da população do interior, norte e nordeste do Brasil, nem suspeitava existir. Para um povo pouco afeito à leitura, as tramas eram um atrativo irresistível, e o padrão do que era bonito e atraente foi acrescentado ao pacote como um brinde especial.A TV produz modelos a todo instante.Na década de 70, o executivo mais bem pago de toda a América Latina era Walter Clark, diretor geral da Rede Globo.O Brasil tem 70% de sua população adulta situada entre os semi-analfabetos ou analfabetos absolutos. Como um pai ou mãe, situados neste limite intelectual, poderia concorrer ideologicamente com um profissional tão bem preparado, com recursos de ponta em defesa de sua tese? Esperar que a opinião dos pais pudesse produzir um efeito maior que todo um contexto propagado por um veículo de massa, é desconsiderar a subjetividade do adolescente, que comprovadamente é mais aberto ao que vem de fora, no período áureo de contestação, do que ao ponto de vista dos pais, que considera ultrapassado.“A TV é a mídia mais superficial de todas. Ela irá mudar quando tivermos um espectador mais crítico e exigente e quando a baixaria deixar de ser tolerada por quem faz TV. O espectador tem um poder ainda não totalmente exercido: o de mudar de canal.” Esta declaração do apresentador Serginho Groisman, contratado da Rede Globo, reproduz o discurso daqueles que pretendem inocentar a emissora. Não é verdade que a TV seja superficial, ao contrário.A utilização de luzes, sons e cores, resulta num efeito que agrega sentido e profundidade a qualquer discurso, penetrando diretamente no inconsciente humano. Atribuir tamanho peso ao ato de desligar o botão da Tv soa, portanto, no mínimo ingênuo. Melhor para a Globo que alguns desliguem o seu aparelho, pois 89% por cento da população destituída de senso crítico aprimorado (de acordo com o Pnad, apenas 11% dos brasileiros possuem a capacidade de compreensão integral de um texto mais elaborado) continua sendo uma excelente audiência. Mesmo que o pai desligue, os filhos religarão a Tv na primeira oportunidade.Numa entrevista, ao ser indagado sobre a interferência do público na qualidade da informação, o diretor de cinema e Tv, Pedro Paulo, usou de uma franqueza jamais vista entre os profissionais do meio: “O público é passivo, ele aceita o que tem na tela. A qualidade da informação depende de quem produz e apresenta os programas e não de quem os assiste. As grandes emissoras, por exemplo, só medem o comportamento do público por meio de pesquisas do IBOPE, que abrange um universo muito pequeno de telespectadores.É por isso que digo que o público não interfere tanto, quem está atrás das câmeras, sim.”Já o produtor e cineasta Barry Levinson é ainda mais enfático: “Não existe hoje nenhuma outra força que influencie tão poderosamente o comportamento quanto a televisão”, deixando clara a inviabilidade de fixar como solução a mera contraposição por parte da família ou escola.Transferir a responsabilidade à população equivale a dizer que o brasileiro consciente teria que mudar um país inteiro, apenas para manter a Globo em sua confortável posição de “intocável”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um monstro chamado “Censura”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A palavra Censura soa como peste aos ouvidos brasileiros, não sem razão. Milhares de brasileiros foram torturados e mortos por se rebelarem diante das restrições políticas e ideológicas impostas pelos militares. Por isso, atualmente, qualquer forma de controle da comunicação no Brasil é recebida com dramáticos apelos das emissoras e veículos da imprensa que a qualifica como um sinal de que a liberdade de expressão voltará a ser censurada, acendendo os faróis vermelhos no inconsciente coletivo da população.A questão, porém, gerou um efeito colateral nocivo: ao se colocar na mesma embalagem a censura à liberdade de expressão, às opiniões políticas e ao conteúdo sexual, perde-se a condição de possibilitar um viés pedagógico para a informação, e coloca o país nas mãos dos empresários da comunicação e do poder econômico. É um outro lado da mesma moeda: O governo não pode impedir a veiculação de opiniões políticas ou conteúdo sexual, mas os donos da emissora o fazem sem qualquer constrangimento ou impedimento legal. Um bom exemplo de como a lei fracassa na tentativa de impor limites está na veiculação das vinhetas que exibem a “Globeleza”, símbolo do carnaval da Globo, em todos os horários, quando a lei determina que nenhum conteúdo com apelo erótico pode ser exibido até às 21 horas.Há restrição para a livre escolha em todos os âmbitos, com leis regulamentando o exercício profissional na maioria das atividades: A construção civil tem que contar com um engenheiro responsável; drogarias só funcionam com um farmacêutico credenciado, e o Direito só pode ser exercido por quem comprovou preparo junto à OAB. Seguindo tal lógica e na ausência absoluta do bom senso dos profissionais que definem a programação, cada novela ou programa exibido deveria ter um pedagogo, um sociólogo e um psicólogo que assinaria e se responsabilizaria pelo conteúdo veiculado, reconhecendo a produção como um integrante da formação do pensamento, comportamento e do caráter humano.Existe, sim, censura no Brasil, mas trata-se da censura ao bom senso, ao produto de qualidade, à opinião daqueles que gostariam que os meios de comunicação respeitassem as etapas do desenvolvimento emocional das crianças e jovens, e ao desejo de que os amplos recursos da TV fossem utilizados para desenvolver a cultura e o potencial dos indivíduos. A TV Globo não se constrange em declarar que o subdesenvolvimento do Brasil é resultante da falta de investimentos na educação. Porém, a educação não é o resultado único das escolas ou ambiente acadêmicos; é também uma produção social. O simples hábito de cultivar o pensamento e a reflexão pode ser definitivo na construção da capacidade de atuar sobre o mundo, compreender e transformar a realidade, inclusive capacitando para o exercício profissional, já que nem todas as profissões estão vinculadas a habilidades de nível superior. A TV poderia funcionar como o grande divisor de águas da história do Brasil, caso direcionasse seus melhores profissionais para produzir programas que ampliasse os conhecimentos gerais, políticos, culturais e de formação de valores. No entanto, criar os “Amigos da Escola” que atuam em encontros esporádicos junto às crianças, enquanto promove um bombardeio ininterrupto no sentido contrário, só pode ser conceituado como atitude hipócrita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A trajetória de sucesso da Rede Globo&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Rede Globo tem hoje 18 mil trabalhadores em seus quadros e é líder de audiência há quase desde sua fundação, em 1965. O marco desta liderança se deu a partir de um acontecimento trágico: a inundação da cidade do Rio de Janeiro, que foi transmitida em tempo real pela emissora.Durante a ditadura, que fechou a TV Excelsior por se contrapor ao Regime Militar, a Globo se aliou aos poderosos do momento e consolidou-se como grande potência, justamente durante os 20 anos de repressão.Sua ligação com os grandes nomes da política nacional é conhecida e há provas e depoimentos de manipulação de informações para privilegiar determinados grupos. Dificilmente a população pode se dar conta de que seu pensamento é conduzido por uma seleção de informações, mas o relato de jornalistas demitidos na última eleição para presidente, onde a emissora se pautou por uma linha de defesa do candidato Geraldo Alckmin, repete o relato de denúncias de manipulação há décadas, que podem ser conhecidas através do documentário da BBC.A Rede Globo não é a única emissora a veicular conteúdos impróprios, indesejáveis ou inadequados, mas sua liderança histórica faz dela a maior responsável, considerando que criou e explorou o estilo copiado por grande parte dos concorrentes.Chico Buarque declarou em entrevista que o poder da Globo é tão grande que o assusta. Então, cabe a ela decidir os propósitos que nortearão o exercício desse poder, e à população compreender a diferença entre a censura política e a função dos meios de comunicação. Se não há permissão para a exibição de um filme pornô às três da tarde, já está configurada a censura, e não deve haver temor em debater seus limites. O Brasil conquistou a tecnologia para se comunicar. Resta, agora, entender a dimensão do que é dito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Conheça &lt;strong&gt;"O Jornal de Goiás"&lt;/strong&gt; - acesse: &lt;a href="http://www.ojornaldegoias.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;www.ojornaldegoias.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-3049839608953997099?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/3049839608953997099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=3049839608953997099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3049839608953997099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3049839608953997099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/01/bbb-8-e-criana-esperana-como-globo-gera.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5032496694724054745</id><published>2008-01-16T22:27:00.000-02:00</published><updated>2008-01-16T22:34:58.851-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156236648058403426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R46h6ZlfOmI/AAAAAAAAAMM/ErwgtMs0ivo/s200/calendario_2008.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Um longo mês de janeiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;(crônica publicada na revista eletrônica "Cronicas Cariocas"- &lt;span style="color:#006600;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No último domingo do ano passado, a Revista O Globo (parte integrante do jornal O Globo) trouxe na sua edição de número 178, doze textos escritos por doze autores diferentes. Cada texto representa um dos meses do ano, que na ocasião estava por chegar. Dentre os doze trabalhos, dois se destacam: o dedicado ao mês de fevereiro é o interessante e divertido conto do escritor Antonio Prata. Nele, Antonio narra a história da volta de Jesus à Terra – mas precisamente no Brasil, no Rio de Janeiro – e os perrengues que o Santo Senhor enfrenta no ano de 2008. Só para se ter uma idéia da nova Via Crucis Divina, em determinado momento Jesus é confundido por um trio peruano, como sendo ele um traficante de drogas que vinha fornecendo maconha para a rapaziada na General Osório, e desta forma estaria fazendo concorrência com os três homens que dominavam a venda no local. Resultado: Jesus leva uma surra em plena praça de Ipanema.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No outro texto, não menos interessante, dedicado ao mês em que estamos, Marcelo Rubens Paiva diz que “janeiro é alegre como um comercial de cerveja”. O autor do celebre livro “Feliz ano velho” ainda faz várias outras comparações com o primeiro mês do ano, como por exemplo: “As mulheres parecem sorrir em janeiro”; “Janeiro tem gosto de água-de-coco”. Ou ainda: “janeiro é como uma piscina sem ondas, um livro ainda fechado, um presente ainda embrulhado”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marcelo Rubens Paiva acertou em todas as suas comparações. Mas acho que ele poderia ter incluído mais uma: “janeiro parece o início de um romance”. Afinal, é quente e apimentado, fazendo com que cada dia (cada encontro) seja excitante e renovador. Ou seja, janeiro é sinônimo de amor. E, se não bastasse tantos adjetivos, esse ano ele (o mês em questão) ainda terá um reforço extra e todo especial: o carnaval. A festa de Momo começa no dia 1º de fevereiro – eu particularmente, não me recordo de outro ano em que isso tenha ocorrido. Portanto, teremos a nítida sensação de que esse mês será um pouco mais longo. Sentiremos por alguns dias a mais, o doce gosto do mês de janeiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na ficção do escritor Antonio Prata, o fim do mundo estava marcado para a quarta-feira de cinzas desse ano, mas acabou um pouco mais cedo, ainda no carnaval, com Jesus desfilando num bloco e tendo em suas mãos uma lata de Skol. Na vida real, o fim do mundo chegará – para muitos – mesmo na quarta de cinzas. Porém, os anjos do apocalipse virão na forma de nostalgia, de lembranças calorosas e de saudades da sempre presente sensação de ociosidade provocada pelos dias desse janeiro prolongado. Já as trombetas do juízo final soarão na volta da maioria de nós para o trabalho, através do barulho irritante do cartão de ponto e da voz estridente do patrão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5032496694724054745?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5032496694724054745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5032496694724054745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5032496694724054745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5032496694724054745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/01/um-longo-ms-de-janeiro-crnica-publicada.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R46h6ZlfOmI/AAAAAAAAAMM/ErwgtMs0ivo/s72-c/calendario_2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1110292616119880582</id><published>2008-01-11T17:39:00.000-02:00</published><updated>2008-01-11T17:54:28.142-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R4fIXJlfOhI/AAAAAAAAALo/ZFYuvChr2H0/s1600-h/Beijo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154308598584523282" style="FLOAT: right; 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MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R4ViUZlfOfI/AAAAAAAAALY/Nrxtiaj3dDY/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;O último ônibus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já é bem tarde da noite e Nestor caminha em passos largos, quase que correndo, para não perder o horário do último ônibus que sai da rodoviária em direção ao seu bairro, num subúrbio carioca. Tem o olhar fixo para frente na tentativa de encurtar a distância, mas ao mesmo tempo, mantém os ouvidos atentos quanto a possível aproximação de alguém que possa querer lhe assaltar e levar os últimos trocados que tem no bolso junto com seu vale transporte. A não ser por alguns carros que passam em alta velocidade, a rua está praticamente deserta. Nestor pode sentir sua respiração ofegante e o barulho de seus próprios passos. Está exausto depois de mais um dia de intenso e estressante trabalho como ajudante de caminhão, numa transportadora. Senta-se em um dos últimos bancos do ônibus que está quase todo vazio. Sente-se desconfortável, o corpo dói, a garganta está irritada, o banco é duro e forma um ângulo de noventa graus que faz com que a dor do corpo aumente ainda mais. Está completamente suado por causa da caminhada rápida. Sua roupa gruda na própria pele. Nestor não vê a hora de chegar em casa, tomar um bom banho, comer o jantar e ir dormir. O balançar do ônibus faz com que Nestor dê umas rápidas cochiladas durante o trajeto de uma hora, até o ponto final. Levanta-se da poltrona do ônibus com dificuldade, parece estar “emperrado”, seu corpo dói como nunca. Desce os degraus do veículo e por um momento fica parado, olhando aquele lugar onde nasceu, cresceu e que agora mora com sua mulher e os três filhos, um deles nascido há poucos meses. Não chega a ser uma favela plana, mas é um lugar muito pobre. A maioria das casas é de alvenaria, mas quase todas inacabadas, tendo os tijolos à mostra. Nestor cresceu ali, sempre sonhando que um dia levaria os pais para morar num lugar mais decente, numa casa bem grande e bonita. O sonho não se realizou. Nestor, com uma sacudida de cabeça, volta para a realidade e segue para sua pequena casa andando pelas estreitas vielas de terra batida que em dias de chuva ficam quase que intransitáveis. Nestor entra em casa, pensa em dar um beijo na esposa que segura o bebê mais novo no colo, mas logo desiste e resolve apenas fazer um cumprimento formal: _ Boa noite Márcia. A mulher permanece calada, amamentando a criança. Ela apenas aponta para mesa onde se encontra um aviso do corte da energia elétrica se a conta do mês passado não for paga. A partir desse momento tudo que Nestor havia planejado vai por água abaixo. O tão sonhado descanso se transforma numa série de problemas. A mulher começa a chorar perguntando entre soluços: - Como é que vamos fazer para viver sem luz elétrica? Quando poderemos viver longe dessa miséria toda? Você não vai fazer nada para melhorar nossa vida homem de Deus? A criança mais nova também começa a chorar por causa dos trancos que a mãe dá com o corpo enquanto despeja sua raiva, sua frustração e suas queixa em cima do marido. O filho do meio pergunta se não vai mais poder jogar vídeo game – que Nestor ganhou numa rifa, mas disse em casa que foi ele quem comprou - por causa da falta de energia elétrica. A filha, a mais velha dos três irmãos, apenas observa o pai, estático, sem saber o que fazer, mas no fundo, seu olhar também é de cobrança. Dos olhos da menina saem as seguintes perguntas: Porque moramos nessa casa tão pobre? Porque não posso ter as roupas bonitas que aparecem na televisão? Porque o papai Noel nunca dá o que a gente pede? Nestor resolve deixar todos os questionamentos e vai tomar banho. Sai do banheiro direto pra cozinha. A comida já está fria, mas ele não tem forças para ir até o fogão aquecê-la, tão pouco quer correr o risco de pedir esse favor a mulher e ela arrumar mais problemas para sua cabeça cansada. Porém, os problemas já estão lá, todos eles: a despensa vai começando a ficar vazia, é preciso comprar fraudas e leite para o bebê, tem que arranjar cinco reais para que a filha possa ir ao passeio da escola... Por um momento Nestor tem a sensação de que sua cabeça vai estourar. Ele empurra o prato sobre a mesa, praticamente sem mexer na comida. Precisa dormir. Vai pro quarto sem se despedir de ninguém, deita-se no escuro. O corpo está tão dolorido que ele tem dificuldades para pegar no sono apesar de todo cansaço. Sua cabeça confunde-se num turbilhão de pensamentos. Entre eles, uma decisão: - A partir de amanhã farei de tudo para perder o horário do último ônibus de volta para casa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6191503391788892102?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6191503391788892102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6191503391788892102&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6191503391788892102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6191503391788892102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/01/o-ltimo-nibus-por-elano-ribeiro-j-bem.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R4ViUZlfOfI/AAAAAAAAALY/Nrxtiaj3dDY/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7636607258462647298</id><published>2008-01-04T22:41:00.000-02:00</published><updated>2008-01-04T22:42:25.219-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrevi dois contos de Natal a pedido do jornal “O Jornal de Goiás”, que foram publicados na ocasião da última festa Natalina. Em um dos contos, a professora de uma comunidade distante e carente, onde a miséria parece que nunca terá fim – um lugar como aqueles que frequentemente aparecem nas reportagens de TVs, jornais, revistas... localizados nas inúmeras regiões pobres de nossa bela Pindorama –, numa tentativa desesperada, apela para algo que ela pensa existir somente no imaginário das crianças, e escreve uma carta para o Papai Noel. O conteúdo da carta era um tanto inusitado: a jovem professora pedia “Educação para as suas crianças”. Ela queria ter todas as condições necessárias para dar uma educação digna às pobres crianças daquele lugar, distante de tudo e esquecido por todos. Segundo a professora do conto, só ganhando um presente assim, tão valioso, é que elas (as crianças) poderiam tentar reverter o quadro social daquela comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que terminei de escrever o conto, o enviei para uma amiga. Sempre que escrevo algo novo, mostro primeiro para ela, para só depois enviar para a publicação. No dia seguinte recebi a resposta da minha amiga, com seu comentário sobre o texto. Ela aproveitou para me mandar um artigo publicado recentemente no jornal francês Le Fígaro, intitulado “No Natal, crianças do Brasil preferem comida”. O artigo relatava a experiência da chamada Operação Papai Noel, em que os Correios expuseram em suas agências uma parte das dezenas de milhares de cartas enviadas todos os anos por crianças e endereçadas ao "bom velhinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a correspondente do jornal, o projeto desencadeou o entusiasmo da classe média que já se via oferecendo bonecas e automóveis em miniatura às crianças desfavorecidas. Porém, a abertura das cartas revelou uma realidade bem mais triste. A maioria (das crianças) não pede brinquedos ao Papai Noel, mas alimentos. No Estado de Pernambuco, este é o caso de 60% das 11 mil cartas recebidas. As crianças desejam receber bolo, queijo, peru. Geralmente querem apenas uma cesta básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já teve a oportunidade de passar pelas estradas de alguns estados do nordeste, sabe que é muito comum ver os moradores (não só crianças) pedindo um pouco de alimento. Eles não pedem dinheiro. O que eles querem é um pouco daquilo que a maioria de nós tem todos os dias: comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, tenham a certeza que muitas dessas cartas que chegam as agências dos correios não foram escritas por crianças, e sim, por adultos famintos. Adultos que só conhecem de nome o “Fome Zero”, o “Bolsa Família” e outros programas assistenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler a notícia publicada no Le Fígaro, tive vontade de alterar meu conto (mas não o fiz). Afinal, quem vai pedir “educação” de presente, quando não se tem o que comer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das minhas últimas conversas com colegas de trabalho no ano de 2007, ouvi de uma professora o seguinte comentário: “ainda bem que esse ano tá acabando, pois eu detesto ano ímpar. Ano par trás mais sorte.” Pura superstição. E, creio eu, que superstição seja um “privilégio” daqueles que durante um ano inteiro tenham momentos bons e, também, momentos ruins. Ou como dizem: sorte ou azar. Mas, para pessoas que só conhecem a miséria durante todo o ano – como essas das cartas, que chegam a apelar para um ser que elas sabem só existir no imaginário das crianças – a última coisa que importa são números pares ou ímpares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, que venha 2008. Que esse seja um ano melhor para todos: para os supersticiosos, que de uma forma ou de outra saciam a sua necessidade de se alimentar, e, principalmente, para aqueles que precisam contar com a ajuda de algum Papai Noel de carne e osso para ter um pouco de comida na mesa. Que futuramente, 2008 possa ser lembrado como o ano em que o Brasil começou a se tornar um país mais justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos nós, um feliz ano novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7636607258462647298?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7636607258462647298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7636607258462647298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/01/2008-por-elano-ribeiro-escrevi-dois.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1118179359668386625</id><published>2008-01-01T10:25:00.000-02:00</published><updated>2008-01-01T10:30:42.647-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Para os amigos, leitores e visitantes do "Diário de Bordo &amp;amp; A Poética Crônica dos Contos", uma mensagem de ano novo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho.É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora.Claro que a vida prega peças...O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais... Mas, pensa só: Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia?Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?Eu quero viver bem... e você?2007 foi um ano cheio!!! Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões.Normal...Às vezes, se espera demais...A grana que não veio, a amiga que decepcionou, o amor que acabou.Normal...2008 não vai ser diferente!!! Muda o século, muda o milênio, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí? Fazer o quê?Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo para todos nós é sabedoria.E que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência.O nosso desejo não se realizou?Beleza...Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de uma frase que ouvi e adoro): "Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade". Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano... Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial! 2008 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2008 pode ser o bicho!!! O máximo, maravilhoso, lindo, especial!Depende de mim... de você.Pode ser... e que seja!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FELIZ ANO NOVO!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1118179359668386625?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1118179359668386625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1118179359668386625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2008/01/para-os-amigos-leitores-e-visitantes-do.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1734656610485827875</id><published>2007-12-27T21:41:00.001-02:00</published><updated>2008-01-11T21:57:48.337-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;Perspectivas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele resolveu subir até o ponto mais alto do morro para esperar a passagem do ano novo. Sempre se sentiu e viveu muito só – talvez tenha escolhido viver assim –, então, de acordo com seu modo prático de ver as coisas, não havia sentido algum procurar por outras pessoas, mesmo nessas datas festivas. Cresceu somente na companhia da mãe. Seu pai era alguém desconhecido, que algum dia ele até teve interesse em conhecer, mas com o passar do tempo concluiu que sua vida não seria melhor com ele. Poderia – pelo pouco que ouviu falar sobre o “pai oculto” – ser até pior do que já era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá do alto, ele tinha uma visão privilegiada da praia. Observava todo o movimento festivo e o colorido das luzes de fim de ano. Na sua solidão, ficava imaginando o que as pessoas estariam fazendo naquele momento lá embaixo, na praia ou nos apartamentos de luxo, que graças à geografia da cidade, se misturavam com os barracos e as casas mal acabadas das favelas, inclusive a da dele. O que aquelas “pessoas do asfalto” estariam esperando para o ano que se aproximava? Quais eram as perspectivas deles? – questionava o solitário rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele próprio não pensava em criar perspectivas. Há muito decidira viver um dia de cada vez, sem se importar com o futuro. Futuro que parecia cada vez mais incerto. Vivia de bicos. Emprego fixo só teve um. Foi demitido devido aos quatro dias que precisou faltar por causa da guerra entre traficantes rivais da favela onde morava. A ordem dos chefões era: ninguém entra, ninguém sai. Conseguiu, não sabe como, terminar o ensino médio. Vinha lutando com todas as suas forças para não aceitar as ofertas de “trabalho fácil” que recebia dos “caras” lá do morro. Mas admitia para si próprio quando se olhava no espelho, que cada vez mais se sentia tentado a ir para aquela vida de dinheiro fácil. E, pelo que sabia, não era pouco dinheiro. Dinheiro que traria conforto para ele e para sua mãe. Dinheiro que lhe possibilitaria descer lá para o asfalto e olhar as pessoas de frente, com certa sensação de poder que nunca sentiu antes. Dinheiro que vinha de algumas daquelas pessoas que estavam lá embaixo comemorando a chegada de um ano novo, que certamente, para elas, viria cheio de perspectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas como a bela e fútil moça da classe média, que naquele mesmo instante, dançava numa ampla cobertura de frente para a praia rodeada de amigos. Solidão não era com ela. Descobriu ainda na infância que amigos se conquistam, mas também se compram, mesmo que não seja uma amizade verdadeira. O que importa, e sempre importou, é não ficar só. Ser cultuada e paparicada, isso sim era o que importava para a jovem moça que sempre teve o que quis, na hora que bem entendesse. Sinal dos tempos modernos. Os pais, em troca dos carinhos e da atenção que não podem dar, devido à vida muito corrida, entregam aos seus filhos todos os bens materiais possíveis, como uma forma de compensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá de baixo, a última coisa que passa por sua cabeça é ter algum interesse no que aqueles que moram nos morros que cercam sua vida de luxo podem estar pensando. Para que, afinal de contas, ela vai se preocupar se eles têm alguma perspectiva para o próximo ano? Ela tem. Ela quer voltar aos Estado Unidos para fazer compras; quer ganhar um carro novo de seu pai – sempre tão atarefado e ocupado com seu trabalho –; quer ficar com os carinhas que a turma considera os mais belos; quer fazer uma pequena plástica no nariz, para deixá-lo ainda mais empinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida da moça fútil da classe média e do rapaz solitário lá do morro, só se esbarram quando ela resolve “fazer a cabeça” para incrementar a balada, usando um “inocente” baseado. Cigarrinho artesanal vendido pelos mesmos “caras” que tanto querem “ajudar” o rapaz, oferecendo a ele um “trabalho fácil” e rentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia noite. Explodem os fogos de artifício, as rolhas de champanhe e os gritos das pessoas esperançosas pela chegada de um ano que há de ser melhor do que o que foi embora. A moça da classe média chama os amigos para continuarem a noitada em alguma boate feita para os ricos da cidade. Ela ainda não sabe, mas muito em breve irá sofrer ao descobrir que deseja muito um verdadeiro amor, mas nem todo o seu dinheiro poderá comprá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, lá do ponto mais alto do morro, resolve que é melhor ir para casa e dormir. Seria bom não encontrar com ninguém pelo caminho e ter de desejar “feliz ano novo”. Ele ainda não sabe, mas quando acordar, depois de uma noite mal dormida, em que tentou resolver o que fazer da sua vida a partir daquele dia, irá se deparar com os lindos olhos de uma linda moça – nem um pouco fútil – que acabara de se mudar para a sua rua. Ele finalmente encontrará naqueles olhos verdes um motivo para supor que o futuro pode não ser tão incerto quanto supunha ser. O Amor trará ao jovem rapaz através da bela moça, uma perspectiva de vida, não só para o ano que se inicia, mas como para todos os outros anos de sua longa vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1734656610485827875?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1734656610485827875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1734656610485827875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/12/perspectivas-por-elano-ribeiro-ele.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-488389398235182874</id><published>2007-12-21T16:03:00.000-02:00</published><updated>2007-12-21T16:12:33.596-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R2wA0ZlfOdI/AAAAAAAAAKc/fmbyvKwvjlU/s1600-h/cronica2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146489374398953938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 91px; TEXT-ALIGN: center" height="120" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R2wA0ZlfOdI/AAAAAAAAAKc/fmbyvKwvjlU/s200/cronica2.jpg" width="157" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Uma pretensa crônica para encerrar 2007&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;(por Elano Ribeiro - publicada na revista Crônicas Cariocas)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse texto deveria ser a minha última crônica de 2007. Digo, deveria, porque não sei se o que vai sair daqui poderá ser chamado de crônica. O problema não é a falta de assunto. Acontece que tudo o que começo a escrever não passa do primeiro ou segundo parágrafo. Parece que os textos ganharam vida própria e estão me dizendo: “não adianta, você não vai conseguir nos levar até o fim”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, então. Resignadamente, descubro que as letras são muito mais fortes e determinadas do que eu, portanto, vou deixá-las à vontade para se colocarem como quiser nessa “folha de papel”. Sendo assim, estou me isentando de toda a responsabilidade pelo o que os senhores possam vir a ler aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comecei um texto sobre o meu desejo de chegar aos cem anos, como o grande arquiteto Oscar Niemeyer, mas desisti assim que me dei conta de que já estava falando em fraldas geriátricas. E o que é que Niemeyer tem a ver com fraldas geriátricas? Absolutamente nada, não é. As letras já estavam preparando uma armadilha para mim, e por muito pouco eu não caio nela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando pensei em falar do ano que está findando, achei ter encontrado o tema perfeito. Pura bobagem. O texto estava tão sentimental que nem mesmo eu estava suportando. Só uma coisa nele estava interessante: a citação de um trecho de uma crônica (infelizmente eu não me recordo o nome do autor, agora) que diz que sempre devemos achar um motivo para que o nosso dia tenha valido a pena. Segundo o autor, pode ser algo grandioso, como a realização de um projeto. Ou, também, pode ser algo corriqueiro, sem muita importância, mas que faz o nosso dia valer a pena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A lembrança da crônica cujo autor eu não me recordo o nome, surgiu por causa da pergunta de um grande amigo: “o ano de 2007 foi bom para você?”. Assim como devemos achar motivos para que o nosso dia tenha sido bom, acho que o mesmo deve ser feito com relação ao ano inteiro. E, somando os prós e os contras e tentando fazer com que os problemas – eles existem, é claro – pareça algo sem muita importância, posso dizer que o meu saldo em 2007 vai terminar pra lá de positivo. E o melhor de todos os créditos deve-se a chegada do meu filho João Pedro – desculpem caros leitores, mas eu não poderia encerrar o ano sem falar no meu filho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bom, já tenho quase uma página inteira escrita. Falta pouco, vamos lá! Onde estão minha criatividade e imaginação? Nossa! Agora é que estou me dando conta de uma coisa: como pode alguém chegar aos cem anos fazendo um trabalho que exige muita criatividade? Niemeyer deve ser mesmo um cara e tanto. Talvez se eu conseguir chegar aos setenta com idéias para escrever um romance já seja um grande lucro. Farei o seguinte: vou encerrar está pretensa crônica e ir até a cozinha tomar minha dose diária de carbamazepina. A vocês que ficam, um feliz Natal e até 2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-488389398235182874?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/488389398235182874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/488389398235182874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/12/uma-pretensa-crnica-para-encerrar-2007.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R2wA0ZlfOdI/AAAAAAAAAKc/fmbyvKwvjlU/s72-c/cronica2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-3218697915333975878</id><published>2007-12-14T22:07:00.000-02:00</published><updated>2007-12-14T22:35:31.812-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R2Mg7JlfObI/AAAAAAAAAKA/6zhu7UX5wkQ/s1600-h/Papai+Noel.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143991399944763826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R2Mg7JlfObI/AAAAAAAAAKA/6zhu7UX5wkQ/s320/Papai+Noel.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Um conto de Natal&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não podia ser verdade. Justamente no Natal em que João Pedro mais precisaria da ajuda de Papai Noel, vinham seus colegas da escola com essa história de que o bom velhinho não passa de uma invenção dos adultos. O pobre menino, que já contava com a ajuda de Papai Noel para ganhar seu mais valioso presente – algo que, até então, nunca havia pedido –, chegou em casa aos prantos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, é verdade que Papai Noel não existe?&lt;br /&gt;- Quem foi que te disse isso meu filho? – Perguntou a mãe, já abraçada ao menino.&lt;br /&gt;- Foram alguns colegas meus lá da escola mãe. Eles começaram a rir de mim quando descobriram, dentro da minha mochila, uma carta endereçada ao pólo norte.&lt;br /&gt;- E o que estava escrito nessa carta, João Pedro?&lt;br /&gt;- Ora, mamãe, o que mais podia ser? Meu pedido de presente ao Papai Noel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe da jovem e inocente criança pensou por um tempo, antes de responder a pergunta do filho, sobre a existência ou não de Papai Noel. Até que, supôs, corretamente, ter achado a resposta certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João Pedro, meu filho! Preste bem a atenção no que vou lhe dizer: Papai Noel existe para quem acredita nele. Ele está dentro de nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino se sentiu mais aliviado com as palavras de sua mãe, pessoa em que ele confiava plenamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu posso saber qual foi o presente que você pediu esse ano?&lt;br /&gt;- Pode, sim. Eu pedi que Papai Noel tenha uma conversa com o papai e peça para ele parar de beber. Assim, todos nós ficaríamos felizes e poderíamos viver novamente em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe de João Pedro, com os olhos cheios d’água disse ao menino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho, peça seu presente com muita fé. Eu tenho certeza que Papai Noel fará o possível e o impossível para lhe atender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais ou menos três anos a família vinha sofrendo com o alcoolismo do pai de João Pedro. Ele começou a beber todos os dias. Aparentemente, sem nenhum motivo. Diariamente o menino assistia as brigas entre seus pais. Todas elas provocadas pelo terrível e destruidor vício a que seu pai havia se entregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de muito jovem, João Pedro sabia que se seu pai continuasse a beber, em pouco tempo o casamento de seus pais iria acabar. O pobre menino se desesperava cada vez que imaginava essa possibilidade, além de sofrer muito, por ver sua mãe angustiada, sempre que seu pai demorava um pouco mais para chegar em casa. Mãe e filho sabiam, perfeitamente, que a demora do pai em voltar para o lar significava que ele estava em algum bar se embriagando.&lt;br /&gt;No último dia de aula, ao sair da escola, João Pedro foi direto para a agência dos correios. Resolveu seguir o conselho de sua mãe e enviou a carta para Papai Noel, confiante de que o bom velhinho iria atender ao seu pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite de natal, João Pedro e seus pais sentaram-se à mesa. Por causa do problema de seu pai com a bebida, há muito os familiares haviam se afastado. E, em conseqüência disto, as noites de natal que até então eram sempre de muita festa, com toda a família reunida, passaram a ser apenas um jantar para pai, mãe e filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Pedro percebeu algo de diferente na mesa. Para a sua surpresa e de sua mãe, não havia nenhuma garrafa de vinho ou qualquer outra bebida alcoólica. Pensou em fazer um comentário a respeito, mas resolveu ficar em silêncio. Afinal, seu pai podia ter esquecido de colocar as bebidas sobre a mesa, e não seria ele quem iria lembrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma surpresa ainda maior, o pai sugeriu que antes de iniciar a ceia, fosse feita uma oração. Logo após ele se pôs a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho e minha esposa. Eu gostaria de dizer a vocês que, a partir de hoje, eu vou fazer de tudo, vou usar de todas as minhas forças para nunca mais colocar uma dose de álcool na boca. Também gostaria de pedir perdão a vocês, em especial a você, minha adorável esposa, que tem suportado todos os problemas causados por mim e por esse vício maldito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, mãe e filho levantaram da mesa e se juntaram ao pai, num abraço longo e emocionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando João Pedro foi dormir, lembrou de agradecer ao Papai Noel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Papai Noel, eu sei que o senhor só costuma entrar nas casas das pessoas para deixar os presentes, quando já é bem de madrugada. Mas, por algum motivo, você esteve aqui na minha casa um pouco mais cedo. Apesar de não ter lhe visto, agora, mais do que nunca, tenho a certeza da sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, continuou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe estava certa quando me disse que o Papai Noel existe para quem acredita. Ele está em nossos corações. Eu acreditei. E Papai Noel me trouxe o melhor presente da minha vida: ele reconstruiu minha família.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-3218697915333975878?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3218697915333975878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3218697915333975878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/12/um-conto-de-natal-por-elano-ribeiro-no.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R2Mg7JlfObI/AAAAAAAAAKA/6zhu7UX5wkQ/s72-c/Papai+Noel.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6293766753951617337</id><published>2007-12-07T16:51:00.000-02:00</published><updated>2007-12-07T17:00:37.227-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Por favor: não impliquem com a minha cerveja sem álcool (afinal ela é "Cool")&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R1mWzOuBKvI/AAAAAAAAAJg/JB4uqkQg_Q0/s1600-h/Cerveja+sem+Ã¡lccol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141306256488737522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R1mWzOuBKvI/AAAAAAAAAJg/JB4uqkQg_Q0/s200/Cerveja+sem+%C3%A1lccol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou daqueles que sempre levam prejuízo quando compra um jornal. Isso porque, normalmente, leio somente uma ou outra parte dele. Deixo de lado tudo o que diz respeito à política, economia, classificados, página policial (nada disso hoje em dia me faz perder tempo – pode, quem quiser, me chamar de alienado. Eu não ligo) e vou direto às páginas de comportamento, cultura, segundos cadernos e, às vezes, dou uma passadinha na parte de esportes, para ver se tem alguma notícia interessante sobre o Flamengo ou, sobre a sua maravilhosa torcida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, foi justamente em uma dessas páginas que ontem mesmo eu estava lendo uma matéria da jornalista Carolina Isabel Novaes, sobre o que é ser “Cool”. Segundo Isabel, está na moda usar essa expressão. Todo mundo quer ser “Cool”. A jornalista, em sua matéria, se propôs a tentar descobrir de fato, o melhor significado para a tal expressão. Para isso, ela entrevistou vários artistas que podem ser considerados “Cool”. Eu, talvez por uma questão de ignorância, mesmo depois de ler toda a matéria, continuei sem entender muito bem o que é esse negócio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, segundo alguns dos entrevistados, ser “Cool” significa, entre outras coisas, ir contra o sistema; não ser igual; não ficar preso aos modismos; Palavras da paulistana Andréa Bisker (uma das entrevistadas) “é não ter que ser bacana, é a valorização de “gente como a gente” . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lendo e pensando nessa coisa de ser “Cool”, senti uma enorme vontade de voltar no tempo. Vou explicar o porquê: dias atrás, fui até um bar próximo de casa, para assistir ao jogo entre Flamengo e Atlético Paranaense. Quando cheguei, o tal bar (que é bem pequeno) já estava lotado. Entrei. Educadamente, cumprimentei a todos, como manda a etiqueta dos bem educados (mesmo quando se está dentro de um boteco repleto de homens). Até aí, seguia tudo dentro da normalidade. O “problema” começou quando eu pedi uma cerveja sem álcool para o balconista. Nesse instante, tive a sensação – e depois a certeza – de que todo o burburinho que havia dentro do recinto cessou. Todos passaram a prestar a atenção no meu pedido, como se eu quisesse algo proibido.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A atenção continuou voltada para mim e para o meu pedido (uma inocente lata de cerveja sem álcool) até o momento em que fui para a varanda do bar e sentei na única cadeira que ainda estava desocupada. Sem coragem de olhar para os lados – pois estava me sentindo como alguém que possui uma terrível anomalia – ainda pude ouvir um dos comentários: “que graça pode ter nessa porra, se o bom da cerveja é o álcool?”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daí minha vontade de voltar no tempo, ou então, ter lido sobre o assunto antes. Eu diria àqueles seres que são iguais a todos os outros: “escutem aqui meus nobres beberrões, por que vocês acham que todo mundo tem que agir da mesma forma que vocês? Vocês não sabem que o grande barato é não ser igual? É não fazer igual? É viajar com muita lucidez”. E, para finalizar com uma atitude (que eu consideraria “Cool” ao extremo) voltaria ao balcão e pediria em voz alta: “moço, por favor: mais uma cerveja sem álcool e dois torresmos sem gordura.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6293766753951617337?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6293766753951617337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6293766753951617337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/12/por-favor-no-impliquem-com-minha.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R1mWzOuBKvI/AAAAAAAAAJg/JB4uqkQg_Q0/s72-c/Cerveja+sem+%C3%A1lccol.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5583078144289553870</id><published>2007-11-30T22:28:00.000-02:00</published><updated>2007-11-30T22:32:18.368-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R1CrZ-uBKtI/AAAAAAAAAJQ/772Fa1mLPnQ/s1600-R/poema+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138795637650827986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R1CrZ-uBKtI/AAAAAAAAAJQ/36Kj9HPHK2Y/s200/poema%2B2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se escrevo&lt;br /&gt;Me escrevo&lt;br /&gt;Me reescrevendo&lt;br /&gt;Dentro de um conto&lt;br /&gt;Que eu espero que&lt;br /&gt;Alguém um dia conte&lt;br /&gt;Como um conto contado&lt;br /&gt;Mesmo que seja&lt;br /&gt;No papel amassado&lt;br /&gt;Como os amores mal terminados&lt;br /&gt;Que insistem em ficar&lt;br /&gt;Dentro dos corações&lt;br /&gt;Daqueles que não têm&lt;br /&gt;A coragem para de lá&lt;br /&gt;Expulsa-los&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sendo eu um conto&lt;br /&gt;Posso viver na fantasia&lt;br /&gt;Ou na realidade&lt;br /&gt;Se fantasia for&lt;br /&gt;Serei minha alegria&lt;br /&gt;Se realidade for&lt;br /&gt;Serei minha dor&lt;br /&gt;Se os dois eu for&lt;br /&gt;Aí serei um conto completo&lt;br /&gt;Um conto de amor&lt;br /&gt;Com começo meio fim&lt;br /&gt;Assim como são os amores&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5583078144289553870?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5583078144289553870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5583078144289553870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/11/o-conto-por-elano-ribeiro-se-escrevo-me.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R1CrZ-uBKtI/AAAAAAAAAJQ/36Kj9HPHK2Y/s72-c/poema%2B2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-9144782486660614635</id><published>2007-11-22T07:37:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T07:41:46.682-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R0VOh0LvhxI/AAAAAAAAAIo/QG3EZK8Cuik/s1600-h/livrodecabeceira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135597292936464146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R0VOh0LvhxI/AAAAAAAAAIo/QG3EZK8Cuik/s320/livrodecabeceira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Os meus livros de cabeceira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Os meus livros de cabeceira”. Gosto dessa expressão. Ela denota uma importância ainda maior aos exemplares postos ali, na mesinha ao lado da cama. Dá-se a impressão de que, além de divertir e informar, eles servem como uma espécie de luminária para as noites de insônia, ou então, como psicólogos, sempre em silêncio, esperando pelas confissões de seus leitores. Muitos nunca serão lidos, ficando apenas como peças de decoração empoeiradas. Como um amigo meu, que tem diversos exemplares em cima de uma mesa ao lado da cama, numa espécie de cabeceira improvisada, todos à espera que algum par de mãos caridosas venha folhear suas folhas já amareladas pelo tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma lista de livros que poderiam ocupar tranquilamente o posto de “meus livros de cabeceira”, como, por exemplo, “O ipê amarelo” – não me recordo o autor, mas foi um dos melhores presentes que meu pai me deu. Outro exemplar seria “Feliz ano velho”, do escritor Marcelo Rubens Paiva. O maravilhoso romance desse grande escritor serviu para firmar minha paixão pela literatura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, eu não tenho nenhum desses dois livros. O primeiro se perdeu ao longo do tempo, infelizmente. O segundo, era um volume emprestado de uma biblioteca municipal. Confesso que fiquei com uma vontade danada de não devolver “Feliz ano velho”, mas isso seria uma injustiça com outros leitores que ficariam sem conhecer essa grande obra literária. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não ter esses dois livros, que foram tão importantes na minha vida, não faz diferença alguma pra minha mesinha de cabeceira. Afinal, eu também não possuo uma mesa na cabeceira da minha cama. Esse objeto de decoração está presente no meu dia-a-dia, apenas de forma imaginária. E, nesse objeto imaginado, estão amontoados algumas dezenas de livros – todos eles lidos. Depois do final da minha adolescência na companhia do livro de Marcelo Rubens Paiva, vieram outros tantos companheiros que estiveram ao meu lado nos momentos de solidão, alegria e reflexão. Desde o instigante “Morangos mofados” de Caio Fernando Abreu; algumas passagens rápidas pelo universo de Jorge Amado, em especial “Capitães de areia”; o sempre atual e realista “Não verás país nenhum”, de Ignácio de Loyola Brandão; alguns passeios pelas emocionantes e divertidas crônicas de Rubem Alves; até me deparar com os sempre perfeitos textos de Martha Medeiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, os livros da escritora gaúcha Martha Medeiros, ocupavam o topo da minha imaginária mesa de cabeceira. Até que eu descobri “O filho eterno” do catarinense Cristovão Tezza. O romance baseado em acontecimentos autobiográficos me emocionou desde o momento em que li sua crítica, escrita por André Nigri, na revista Bravo! E, querem saber mais? Ao ler a “orelha” do livro de Cristovão Tezza, eu chorei sentado no banco de uma rodoviária. Por tudo isso, e muito mais, “O filho eterno” está lá, sempre ao meu lado, como um soberano na minha imaginária mesa de cabeceira. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-9144782486660614635?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/9144782486660614635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/9144782486660614635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/11/os-meus-livros-de-cabeceira-por-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/R0VOh0LvhxI/AAAAAAAAAIo/QG3EZK8Cuik/s72-c/livrodecabeceira.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-8212442865780159444</id><published>2007-11-16T19:27:00.000-02:00</published><updated>2007-11-16T19:39:03.609-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;Duas Vidas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;(por Andrea Rodrigues Duarte - Dea. Para conhecer outros trabalhos dessa escritora acesse o link do blog Palavra Dita que se encontra nesse blog)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A &lt;strong&gt;garota&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Assustada, acuada e muitas &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;vezes calada.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Guarda&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Uma &lt;strong&gt;mulher&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ardente, contente e muitas vezes &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;inconseqüente.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A &lt;strong&gt;garota&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Perdida, sozinha, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;conseqüentemente &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;desiludida.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cultiva&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Uma &lt;strong&gt;mulher&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sonhadora, criativa e por &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;vezes assanhada.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A &lt;strong&gt;garota&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Insegura, chateada e cheia de medo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Revela&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Uma &lt;strong&gt;mulher&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Determinada, ousada e cheia de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando a &lt;strong&gt;mulher&lt;/strong&gt; se encontra se descobre.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Inesperadamente se depara com o&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;destino que a venda os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E a leva para outro lugar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Então assistimos angustiados novamente&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ao drama da tal garota perdida em si &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;mesma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-8212442865780159444?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/8212442865780159444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=8212442865780159444&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8212442865780159444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8212442865780159444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/11/duas-vidas-por-andrea-rodrigues-duarte.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5654358894132255062</id><published>2007-11-13T07:50:00.000-02:00</published><updated>2007-11-13T09:40:52.400-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;Uma terrível solidão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(artigo de Elano Ribeiro, publicado no jornal "O Jornal de Goiás")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“...De repente, não mais que de repente/Fez-se de triste o que se fez amante/E de sozinho o que se fez contente/Fez-se do amigo próximo o distante/Fez-se da vida uma aventura errante/De repente, não mais que de repente.” (Vinicius de Morais)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Provavelmente, a pior solidão é aquela que se sente estando junto de alguém. Dividi-se o mesmo teto, a mesma cama, mas os interesses já não são os mesmos, as conversas amenas e cúmplices há muito abriram espaço ao silêncio ou ao barulho da Tv que o afasta. A “solidão a dois” nem de longe sinaliza que vai abrindo marcas profundas em quem a vivencia. É um monstro invisível que mina o amor sem fazer alarde. Atua discretamente, ganhando terreno enquanto deixa seus rastros manifestos pela sensação de desamor, complexos de inferioridade, insegurança, vazio e ausência de algo que não se pode definir. Também lentamente surge a angústia que brota da percepção de que mesmo usufruindo um relacionamento, não foi possível afastar a solidão. Instala-se na vida, de um ou de ambos, uma terrível ansiedade e total desconforto ao estar com o outro, que ocupa um espaço sem se fazer presente.De acordo com a terapeuta de casais Margareth Labat, relacionamentos que agonizam com o problema da solidão a dois são extremamente comuns, e nascem debaixo dos olhos vendados do casal. Ela afirma que quem decide encarar o problema, termina sempre por reconhecer que já havia algo errado na relação, cujos sinais foram calados ou desprezados. É justamente o acumulo de feridas, rancores e mágoas, que mina a cumplicidade e o afeto.Também o psicólogo Antonio Carlos Alves de Araújo, afirma que a solidão a dois pode ser vista como resultado de uma espécie de teste sobre o que mais sentimos ao lado de alguém: ansiedade, desejo de fuga, desprezo ou rejeição. A armadilha não é a exposição constante perante tais sentimentos negativos, e sim a incessante negação dos mesmos. Todo casal deve estar ciente de que uma relação será uma eterna dualidade ou um conflito de opostos, nunca um prazer linear. A busca histórica da beleza se encaixa neste contexto, pois tem a função de entorpecer a própria pessoa, transformando-a num objeto, desviando da introspecção diária sobre as dificuldades lidar com nossos sentimentos. Uma atitude amorosa implica em pensarmos sobre o que devemos doar ao outro; sobre suas necessidades perante seu histórico de vida, seus desejos acumulados e frustrações.Impossível será estabelecer uma relação de troca quando não se considera a necessidade do outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PORQUE SURGE A SOLIDÃO A DOIS?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na maioria dos casos ela surge da ausência da busca pelo diálogo entre o casal, pela incompreensão de que o relacionamento não é um jogo de interesses, que não implica em dominação e conseqüente servidão, mas exige absoluta igualdade, seja de comportamento, seja de sentimentos, entre os parceiros. Haverá também momentos de discordância, em que umas das partes terá que ceder e lembrar-se que o casamento ou qualquer relação em que se divide diariamente o mesmo ambiente, pressupõe abertura para concessões bilaterais. Se nas divergências apenas um cede à vontade do outro, a relação começa a assumir formas de opressão.Aquele que pensa e age de forma egoísta, considerando-se o centro do universo ou detentor da vontade mais sábia, apresenta um modelo tipicamente narcisista e transforma a relação num ato doentio e asfixiante.É natural que alguém se decida a viver egoisticamente. Anti-natural é que alguém se proponha a submeter-se. Viver junto, ao lado, não significa viver uma só vida.Somente o prazer de compartilhar momentos agradáveis é capaz de manter voluntariamente uma união quando a paixão se arrefece, o que é inevitável.A psicóloga Lúcia Seabra define bem este momento: “É o problema do fim da paixão. No começo de um relacionamento, quando o casal está motivado pela paixão, não existe tédio. Todas as estórias são inéditas, e o processo de descoberta e conhecimento do outro torna o diálogo envolvente, gerando uma aproximação natural e não planejada. Mas as pessoas se transformam com o passar dos anos. Se um não acompanhar o desenvolvimento do outro, pode passar a não mais compreendê-lo, e a corda começa a ser puxada para lados opostos. O desequilíbrio dessas tensões normalmente determina o fim do relacionamento. Descobre-se muito tarde estar vivendo ao lado de uma pessoa completamente diferente de si mesmo, levando-os a se tornarem duas ilhas emersas sobre a solidão. O desafio seria tentar redescobrir a pessoa que está do outro lado da cama ou da mesa. Mas essa redescoberta tem que ser bilateral – não se pode haver um sacrifício desmedido apenas de uma das partes.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;POSSÍVEIS SOLUÇÕES&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um casal que se propõe a conversar sobre os problemas que surgem na relação, sem o receio de expor ao parceiro ou parceira suas angustias, dúvidas, expectativas e questionamentos, reúne mais possibilidades de obter sucesso na reversão do distanciamento. No entanto, quando a disposição parte de um único lado, a tendência é aumentar ainda mais a distância, já que o outro tomará a tentativa de diálogo como uma repetição de queixas inúteis. Nem todos os problemas e insatisfações podem ser atribuídos ou resolvidos pela via do casal.Não raro, o silêncio surge da ausência de vida de uma das partes que permite transformar-se na sombra do outro, vivendo das sobras de uma história que não lhe pertence. O que haverá para compartilhar numa pessoa que transforma seus dias numa sucessão de situações tediosas? O que de novo haverá para apresentar ao outro? Dificilmente se encontra quem esteja disposto a receber metade da carga de desânimo e infelicidade de alguém, incessantemente. Pessoas interessantes são aquelas que realizam atividades interessantes. Quando se permite que o tédio invada a vida de um dos membros do casal, fatalmente ele contaminará a ambos, além da relação. Viva para que possa compartilhar vida.Experimente atividades prazerosas para compartilhar o prazer. Construa interesses alheios à relação para enriquecer com eles o cotidiano da vida em comum. Experimente comparar o tempo de permanência dos presentes nos velórios e nas festas de casamento. No primeiro caso, uma passadinha rápida parece suficiente. Já nas festas agradáveis, mal se nota o passar do tempo. Quem é você?Um velório ou uma festa? Provavelmente nenhum dos dois. Provavelmente você se situa nos dois lados com alguma freqüência e variação de intensidade, e isto o torna uma pessoa saudável e normal. Mas se você é “velório” com muita constância, não se admire se todas as suas relações se deteriorarem. Antes mesmo de você.Também a solidão é natural da vida, pode ser usufruída com prazer ou dor. A idéia, tão valorizada e difundida pelo amor romântico, de que devemos buscar um parceiro que nos complete, apenas contribui para que não enxerguemos o óbvio: a solidão é uma das nossas características existenciais. Aceitar isso talvez seja o primeiro passo para relacionamentos amorosos mais ricos e criativos, longe da expectativa de que o outro nos livre da condição de seres solitários. Os maiores prazeres encontram-se nas atividades mais inocentes. Exercite-os. Assim você irá inserir novos elementos no cotidiano seu e do casal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DEPOIMENTOS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Sempre tive muito medo da solidão. Esse pavor de chegar à velhice sozinho me acompanha desde os tempos de adolescente. O resultado foi uma catástrofe na minha vida e na vida de quem eu escolhi para viver comigo e que, diariamente, eu dizia amar. Me casei muito cedo, com apenas vinte e três anos de idade. No começo achei que tinha feito a opção certa. Estava ao lado de uma mulher bonita, inteligente e que me dava muito amor. Erroneamente enxergava nela a solução para todos os meus problemas. Com o passar do tempo, comecei a perceber que eu não era realmente uma pessoa feliz. Passei a me sentir só, mesmo tendo uma companhia dentro de casa. As nossas diferenças vieram à tona. Eu não conseguia mais conversar com ela, não conseguia entender seus questionamentos e não tinha paciência para ouvir suas queixas em relação ao nosso casamento. Quem tomou a decisão da separação foi ela. No começo eu não queria e cheguei a sugerir várias vezes que nós tentássemos alguma coisa para manter a relação. Mas, felizmente, ela manteve sua decisão. Hoje vejo que foi a atitude mais sensata, nós dois fomos beneficiados com a separação. Continuo tento medo da solidão, mas aprendi que o simples fato de ter alguém ao meu lado não é garantia para uma vida feliz . Procuro, ao contrário, alguém para compartilhar minhas alegrias, e não para me concedê-las.” (A. 28 anos). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5654358894132255062?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5654358894132255062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5654358894132255062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5654358894132255062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5654358894132255062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/11/uma-terrvel-solido-artigo-de-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5568555497648192485</id><published>2007-11-07T13:59:00.000-02:00</published><updated>2007-11-07T14:04:59.804-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RzHhwz7ZJUI/AAAAAAAAAIU/d0r0wgEi1Do/s1600-h/elano_30.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130129679240996162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RzHhwz7ZJUI/AAAAAAAAAIU/d0r0wgEi1Do/s400/elano_30.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Gente com medo de gente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqueles que me dão o prazer de suas leituras a cada quinze dias, aqui no Crônicas Cariocas, já sabem que eu moro numa pequena cidade do interior do Rio de Janeiro, pois já revelei isso nesse democrático espaço, pelo menos umas duas vezes. Pequena mesmo. Talvez, todos os bairros do município do Rio de Janeiro tenham mais moradores que em Mendes, meu “esconderijo” desde sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, dias atrás, devido a um desagradável compromisso de trabalho, tive que ir à capital da cidade maravilhosa, que continua e sempre será linda. Andando lá pelas bandas do Centro, próximo à Candelária, senti que precisava de uma informação para conseguir chegar ao local onde eu tinha hora marcada. A quem perguntar? Ao jovem que vinha de encontro a mim, é lógico. Sujeito boa pinta, terno e gravata, passos firmes e olhar sempre adiante. Tive a certeza: “esse é o cara que vai me ajudar”. Estiquei a mão em sua direção, como querendo dizer: “hei, você pode me dar um minuto de sua atenção, é que preciso de uma informação...” Mas, apenas tive tempo de dizer: “por favor, você....” O jovem rapaz nem nos meus olhos olhou. Ele simplesmente me ignorou. Era como se eu não existisse. E, lá se foi ele com seus passos certeiros. Provavelmente, ele pensou: “o que esse cara de camisa de malha, calça jeans e tênis All Star pode estar querendo falar comigo? Só pode ser merda. Ele vai me assaltar ou pedir dinheiro”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei parado, com “cara de tacho”, meio que sem saber o que fazer com tal reação. Sinceramente, não esperava uma atitude daquelas. Será que isso é comum nas grandes cidades? Não. Não a nada de comum. O que existe hoje em dia é o medo. Gente com medo de gente. E, posso apostar que isso não é “privilégio” dos moradores das metrópoles urbanas. Até mesmo no interior, as pessoas andam amedrontadas. E o que causa mais medo nas pessoas, são as outras pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já vai longe o tempo em que, aqui mesmo na minha pequena cidade, atendíamos com paciência e atenção a todos que batiam em nossa porta, solicitando qualquer tipo de ajuda. Hoje olhamos, primeiramente, com muito cuidado através da porta entreaberta. Analisamos a pessoa que está lá fora, para só então decidirmos se vamos atendê-la ou não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sinal dos tempos modernos. Não confiamos (ou não podemos confiar) em mais ninguém. Temos medo de quase tudo que se move a nossa volta. Vivemos em total estado de alerta, esperando sempre pelo pior. Quase nunca passa pelas nossas cabeças que uma pessoa que lhe estende a mão pode estar mesmo precisando de ajuda. Como eu, naquele dia lá no Centro do Rio. Mão estendida ao vento, e a triste constatação de que a maioria das pessoas só se sente segura dentro de seu próprio mundo (apartamentos, casas, grupo de amigos...). Fora deles todos são suspeitos, até que se prove o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5568555497648192485?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5568555497648192485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5568555497648192485&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5568555497648192485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5568555497648192485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/11/gente-com-medo-de-gente-por-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RzHhwz7ZJUI/AAAAAAAAAIU/d0r0wgEi1Do/s72-c/elano_30.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-878248818071144166</id><published>2007-10-30T19:47:00.000-02:00</published><updated>2007-10-30T20:22:05.696-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;Rio da VIDA&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Andrea Rodrigues Duarte - Dea)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RyeqCj7ZJRI/AAAAAAAAAH0/8bOD9MR6b0Y/s1600-h/Rios.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como é interessante o rumo tomado por nossas vidas.&lt;br /&gt;Passamos por momentos, ou melhor, períodos em que somos apenas um pequeno rio com todas as suas restrições e limitações.&lt;br /&gt;Os dias se passam e com ele nos levam toda nossa força e esperança por dias melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, quando menos se espera aquele pequeno rio parado por todas as forças da natureza se encontra com uma imensa onda de renovação. O que nos leva para novos rumos e novas paisagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo teima em passar de forma lenta, tornando toda aquela euforia novamente em calmaria.&lt;br /&gt;Aquele pequeno rio nunca antes navegado, agora é palco de grandes tormentas e intensas tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após tamanha introspecção da se inicio ao período mais esperado de toda temporada. Inúmeros barcos vindos das mais diversas partes do mundo se acomodam, se preparando para a grande hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frações de segundos o rio, agora mar, se encontra coberto por imensas redes vindas de todas as direções.&lt;br /&gt;Após uma intensa luta entre gigantes todos se afastam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia torna-se noite, a calmaria e o silêncio se apoderam do solitário mar. Os dias passam, semanas, meses, anos.&lt;br /&gt;O mar agora sem forças acaba por se entregar ao oceano.&lt;br /&gt;Em uma verdadeira comunhão renascem novamente com toda força.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-878248818071144166?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/878248818071144166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=878248818071144166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/878248818071144166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/878248818071144166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/10/rio-da-vida-por-andrea-rodrigues-duarte.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-3695901411105164352</id><published>2007-10-24T15:34:00.000-02:00</published><updated>2007-10-24T15:39:06.675-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Papai Noel existe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rx-CgxvHAkI/AAAAAAAAAHs/IICzOhDq5ho/s1600-h/papai_noel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124958400589267522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rx-CgxvHAkI/AAAAAAAAAHs/IICzOhDq5ho/s400/papai_noel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; “Nossa, como o tempo passou depressa.” Fiz essa afirmação ontem, ao folhear uma revista, e nela encontrar uma propaganda de um shopping anunciando a abertura oficial do Natal, com seu símbolo-mor: Papai Noel. Nada de Jesus Cristo, mensagens de paz e amor, esperança... O que vale para o comércio é o saco cheio de presentes do bom velhinho.&lt;br /&gt;Sempre gostei das festas de fim de ano. Descobri aos doze (“tardiamente”, dirão os “adultos” precoces de hoje) que Papai Noel era mamãe e papai. Ambos de carne e osso. Mas foi uma descoberta sem traumas, muito tranqüila. Tive a felicidade de sempre ganhar bons presentes, mesmo quando não era exatamente aqueles que eu havia pedido. Meus pais me davam alguma explicação – que eu não me lembro qual era – pela substituição dos presentes que eu havia pedido, e ficava tudo certo.&lt;br /&gt;Porém, durante um bom período da minha vida, eu vivia dizendo que quando tivesse um filho, não deixaria que ele acreditasse na existência daquele bom velhinho que não se esquece de ninguém. Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem? Não, pros pobres ele nem sempre aparece. Ele pode surgir com uma bola de plástico, com uma imitação distante da Barbie ou com aqueles joguinhos eletrônicos, tamanho miniatura, que a criança enjoa em dois tempos. Mas, Playstation, bicicleta de 21 marchas com aro de alumínio ou as Barbies de verdade, esses, são presentes pra poucos.&lt;br /&gt;Essa ilusão, de que o Papai Noel trará aquele tão sonhado presente, é que sempre me pareceu injusta. Não acho que um vídeo game de última geração possa fazer uma criança mais feliz do que um pião de madeira. Mas, com certeza, pra qualquer criança, o sonho do presente perfeito não está no pião. “Porque Papai Noel lembrou do meu amigo e esqueceu de mim?”. Essa é a pergunta que muitas crianças fazem no dia de Natal.&lt;br /&gt;Mas, como as nossas idéias mudam quando nos tornamos pais... Sempre me disseram isso, e é a mais pura verdade. Depois de muito pensar a respeito, vou deixar, sim, que meu filho acredite na doce ilusão do Papai Noel. A criança precisa conhecer a sua realidade, mas também precisa dos sonhos – mesmo que às vezes eles sejam impossíveis de serem realizados – e da magia. Não acho que eu tenha o direito de tirar de João Pedro a maravilhosa ilusão da chegada do bom velhinho. A carta com os pedidos, o sapatinho posto na janela, a expectativa pela hora de abrir os presentes, o sorriso sincero estampado no rosto.&lt;br /&gt;Ele, João Pedro, que decida quando tiver os seus filhos, o que fazer com a figura do Papai Noel. Eu já me decidi: ele existe. E, chega pilotando seu trenó puxado por um monte de renas aladas. Ah, e quando possível, entra pela chaminé. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-3695901411105164352?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/3695901411105164352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=3695901411105164352&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3695901411105164352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3695901411105164352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/10/papai-noel-existe-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rx-CgxvHAkI/AAAAAAAAAHs/IICzOhDq5ho/s72-c/papai_noel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2122271047685922648</id><published>2007-10-14T18:32:00.000-02:00</published><updated>2007-10-17T07:43:39.816-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121293848592974386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RxJ9nxvHAjI/AAAAAAAAAHk/5MkpLvCxTEs/s400/balaomagico.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Que saudades do Balão Mágico&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#990000;"&gt;por Elano Ribeiro-texto publicado na revista "Cronicas Cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#990000;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando você se torna pai, passa a ser comum receber convites para ir a festas de crianças. Acabo de chegar de uma que me trouxe uma nostalgia danada dos tempos da “Turma do Balão Mágico” (super fantástico amigo/que bom estar contigo no nosso balão...). As crianças que estavam nessa festa – mesmo as com mais de dez anos – com certeza nunca ouviram falar nesse tal balão. Que pena! Elas estavam ouvindo algo que eu, particularmente e, felizmente, não conseguia compreender totalmente, mas dizia alguma coisa perto de “os prostitutos... rebolando até o chão... empina a bundinha”. Pra se der uma idéia da coisa, assim que cheguei ao local, o aniversariante – que estava comemorando seu terceiro ano de vida – levantava sua camisa acima do peito e, com a outra mão no joelho, rebolava quase até o chão. Para minha felicidade, meu filho de apenas quatro meses ainda não consegue enxergar a menor graça em nada disso – ao contrário da maioria dos adultos que estavam no local, se divertindo por verem seus filhos, mesmo que ingenuamente, requebrando os quadris obscenamente, ao som de uma música (?) de muito mau gosto – e dormiu logo em seguida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia desses, enquanto eu procurava num site de cifras para violão, músicas infantis – aquelas feitas para crianças mesmo – encontrei um comentário de um dos colaboradores do site, com relação a um hit do “Trem da Alegria” – trem do quê? perguntarão os nascidos após a década de oitenta. Ele dizia: “Essa letra é do tempo em que se fazia música para crianças”. E é verdade meu amigo saudosista, como era bom e gostoso ouvir Juninho Bill e seus amigos cantando letras inocentes. Inocência que fazia um sucesso incrível nas festas de aniversário, inclusive. Até nas matinês carnavalescas era possível encontrar versões das músicas desses grupos, e de tantos outros artistas que conseguiam, sem a necessidade de letras apelativas, fazer a alegria das crianças, e também dos adultos. Mas saiba meu amigo desconhecido, que ainda tem gente fazendo música exclusiva para crianças. O problema é que as rádios não tocam. Eu sempre cito como exemplo, a cantora e contadora de histórias Bia Bedram. Que trabalho bacana essa moça faz. No entanto, muitos pais jamais ouviram falar dela. E seus filhos, muito menos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns pais devem se perguntar: “como não deixar que meu filho se contagie por essa mania, quase nacional, de dançar e cantar músicas(?) que não fazem sentido algum?” Infelizmente, eu também não sei a resposta. Talvez, umas das alternativas, fosse procurar na TV programas infantis – eles existem, podem acreditar. E, já que é pra sentir saudades, eu tenho mais uma: Daniel Azulay e a Turma do Lambe-Lambe, com seus personagens e desenhos. Como era divertido sentar de frente pra TV, com cartolina e lápis de cor em punho, arriscar a copiar os desenhos que ele ensinava a fazer, e depois ganhar os elogios de minha mãe em relação à “obra de arte” do filho. Outra sugestão senhores pais: procurem ouvir músicas de qualidade, pois, certamente, já será um grande incentivo para que seus filhos comecem a observar que existem sons melhores do que esses que eles andam ouvindo, desde tão cedo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2122271047685922648?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2122271047685922648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2122271047685922648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2122271047685922648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2122271047685922648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/10/que-saudades-do-balo-mgico-por-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RxJ9nxvHAjI/AAAAAAAAAHk/5MkpLvCxTEs/s72-c/balaomagico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7001378259758977914</id><published>2007-09-30T23:14:00.000-03:00</published><updated>2007-09-30T23:16:31.372-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A confissão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Era meio dia em ponto quando eu entrei no cinema lá do centro da cidade, aquele com a frente pintada de verde, o único que restou, porque os outros o senhor sabe né? Viraram supermercados ou igrejas. Eu precisava de um lugar onde eu pudesse ficar sozinho, onde não houvesse a mínima chance de me encontrar com qualquer pessoa conhecida. Eu tinha que botar a cabeça em ordem, decidir o que fazer depois daquela noite de discussão e lágrimas.  A sala estava vazia e o filme eu nem sei dizer pro senhor qual era. Durante todo o tempo que fiquei lá dentro, estive de olhos fechados, encolhido na cadeira como uma criança que acabou de fazer alguma coisa muito errada. E o pior doutor é que eu vinha fazendo mesmo né? Mas eu juro pro senhor que eu lutei com todas as minhas forças pra me livrar da tentação, até promessa eu fiz doutor. Mas doutor, o senhor sabe como é né? A carne é fraca, e aquela vadia sabia me provocar direitinho. Aposto com o senhor que ela deve ter feito algum trabalho. Desculpa, eu sei que o senhor não vai apostar nada né? O fato doutor, é que eu há muito tempo vinha com vontade de juntar minhas coisas e ir embora, só não fiz isso por causa das crianças. O senhor tem filhos doutor? Ah, dois meninos? Então o senhor sabe que não dá pra deixar os filhos assim de uma hora pra outra né? Eu também já havia pensado em contar toda a verdade pra Clarice, mas nunca tive coragem. Tinha medo que ela me deixasse e levasse as crianças com ela. Ela não merecia ter esse fim, a pobrezinha. Eu é que sou o canalha da história e, no entanto, estou aqui, e ela, a doce Clarice, não mais. Sabe doutor, Clarice era um exemplo de mulher, de mãe, de dona de casa. Mulher prendada, dessas que a gente não vê mais hoje em dia. Clarice fazia questão de acordar antes de mim e preparar meu café da manhã. Fazia ovos mexidos como ninguém. Botava as crianças pra escola e só saía de casa sozinha pra ir à feira. Quando eu chegava em casa à noite, depois do trabalho, lá estava ela com uma bacia de água quente, e humildemente, como se eu fosse o seu senhor, lavava e massageava meus pés. Desculpe-me pelas lágrimas doutor, mas o senhor entende né? Sabe doutor, eu acho que se fosse com outra vagabunda qualquer, Clarice até me perdoaria, mas com a Ritinha, nossa afilhada, foi muita humilhação pra ela doutor. Quando nós batizamos a Ritinha, ela só tinha dois anos de idade, era uma criança inocente, bem diferente dessa vadia de hoje, que destruiu minha vida e me tirou Clarice pra todo o sempre. Nessa época do batizado, Clarice e eu estávamos casados há pouco tempo, éramos jovens bonitos e apaixonados. Mas o tempo passou doutor, nossa pele já não tinha o mesmo brilho, o corpo de Clarice já não era aquela formosura toda de outros tempos. Mas eu ainda amava a minha Clarice. Ah doutor, e como eu amava aquela mulher. O senhor acredita que eu a amava né? Só que aquela criança inocente que um dia nós batizamos, cresceu e se tornou uma perdição de tão bonita, pele rosada e lisinha, cochas grossas, seios pontudos. Ah, meu Deus, porque me deixou cair nas artimanhas do maligno. Aquela sem vergonha começou a freqüentar nossa casa, e não sei por que diabos ela foi se aproximar justo de mim, um homem casado, padrinho dela, e ainda por cima vinte anos mais velho. Ritinha me provocava, aparecia sempre com umas blusinhas que deixavam o umbigo de fora e com saias muito acima dos joelhos. Eu resisti por muito tempo doutor, mas teve um dia que eu não agüentei. E foi nesse maldito dia que minha vida começou a acabar. Durante três anos eu traí Clarice com aquela vadia. Perdão doutor, estou xingando muito né? Vou tentar me controlar. Eu imaginava que ninguém soubesse dos nossos encontros furtivos, mas ontem, antes de eu chegar do trabalho, alguma desalmada colocou uma carta anônima por debaixo da porta. Digo desalmada, porque isso só pode ser coisa de mulher né? Ah doutor, nossa noite foi um inferno. Clarice me chamava dos piores nomes, e a única coisa que eu podia fazer era pedir perdão. Eu jurei pra ela que nunca mais iria olhar pra cara da Ritinha. Mas já era tarde demais pra consertar as coisas doutor, Clarice estava se sentindo a última das mulheres. As crianças não paravam de chorar, por isso eu achei melhor passar a noite fora. Quando eu saí do cinema hoje à tarde, pensei que as coisas lá em casa já pudessem estar um pouco mais calmas. Mas que nada doutor, pra Clarice, o que eu fiz não tinha perdão, não tinha mais volta. Eu a encontrei sozinha em casa, sentada na beirada da cama. Ela já tinha tudo planejado doutor, tanto que ligou pra irmã e pediu que ela fosse lá em casa buscar as crianças. Clarice estava com a mesma roupa da noite anterior, e pelo vermelho dos seus olhos, havia chorado convulsivamente. Antes que eu dissesse qualquer coisa, Clarice foi até a gaveta da cozinha, pegou a maior faca que tinha lá e partiu na minha direção. Eu fiquei parado doutor, esperando e torcendo pra que ela me apunhalasse o peito, pra que ela rasgasse minha carne de pecador, de traidor. Mas quando Clarice se jogou em cima de mim, ela já havia virado a lâmina da faca para si. Meu corpo serviu de parede para que todo aquele aço entrasse no corpo da minha mulher. Clarice deu um último suspiro, e com olhos arregalados de tanto pavor, tombou sua cabeça sobre meus braços. Que coisa mais triste doutor delegado. Né?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7001378259758977914?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7001378259758977914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7001378259758977914&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7001378259758977914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7001378259758977914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/09/confisso-por-elano-ribeiro-era-meio-dia.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5623585767795559055</id><published>2007-09-21T22:56:00.000-03:00</published><updated>2007-09-21T22:57:46.612-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Devaneio primaveril&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na noite passada aconteceu uma grande festa no meu jardim imaginário. Os organizadores estavam com os nervos à flor da pele, preocupados em averiguar cada detalhe, desejando que aquela noite fosse inesquecível. Vindas de diversas regiões, as Orquídeas, anfitriãs da festa desse ano, usavam vestidos das mais variadas cores e estilos, e aguardavam, ansiosamente, a chegada da convidada mais ilustre. Ao notarem a aproximação de uma carruagem dourada, puxada por cavalos alados, todos brancos como algodão, os Cactos, responsáveis pelos fogos de artifício, coloriram o céu que já estava pintado de estrelas. Enfim, chegava a Primavera, despejando lá do alto, milhares de pétalas de Rosas brancas, amarelas, vermelhas... Trazia consigo um valioso presente, uma chuva suave, da mais pura e cristalina água. Margaridas, Ipês, Trevos e todos os demais convidados reverenciavam a rainha que desembarcava de forma grandiosa, porém humilde, saudando a todos com aceno e olhar maternal. Copos de leite, responsáveis pela escolta da rainha, a acompanharam até o centro do jardim, acomodando-a numa confortável almofada feita de Painas. Formigas, devidamente trajadas, serviam água da chuva em taças de cristal. Todos ergueram um brinde em homenagem a mais uma festa da Primavera. Num enorme palco formado por Cogumelos gigantes, uma orquestra de Morangos silvestres, regida por um impecável Jasmim, tocava orgulhosa a Nona Sinfonia de Bethovem. O baile adentrou a madrugada, com os pares apaixonados dançando sem parar, sendo observados carinhosamente pela grande rainha Primavera. Num canto mais isolado da festa, quatro jovens Lírios do campo, todos de terno e gravata, usando enormes franjas no cabelo, tocavam Sergeant Pepper's Lonely Heart's Club Band, levando algumas Hortênsias e Violetas adolescentes à loucura. Fui acordado de meu devaneio primaveril, pelo forte estrondo de um trovão. Custei pra perceber que havia sido “expulso” daquela festa magnífica. Levantei-me, fui até a janela do quarto e fiquei alguns minutos observando a chuva que caía, sentindo uma enorme paz interior. Não resisti e fui ao encontro dela. Antes, porém, peguei uma taça que não era de cristal, e debaixo da chuva, deixei que ela se enchesse daquela água, que também não era tão pura e cristalina. Fiz um brinde à rainha Primavera, pedindo que seu reinado seja de muita paz, amor, flores e poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5623585767795559055?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5623585767795559055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5623585767795559055&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5623585767795559055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5623585767795559055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/09/devaneio-primaveril-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-9138250636881694288</id><published>2007-09-15T12:47:00.000-03:00</published><updated>2007-09-15T12:50:59.209-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;Recebi um e-mail com esse texto que está abaixo. Não sei se é mesmo de autoria do Herbet Viana, mas de qualquer maneira, seja ele, ou não, o autor, o texto é bem interessante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vaidade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;(Herbert Viana)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração? Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu.Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.Gordura é pecado mortal.Ruga é contravenção.Roubar pode, envelhecer, não.Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação.Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não Pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Cuide bem do seu amor, seja ele quem for " &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Herbert Vianna&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-9138250636881694288?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/9138250636881694288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=9138250636881694288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/9138250636881694288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/9138250636881694288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/09/recebi-um-e-mail-com-esse-texto-que-est.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-4129132533276862748</id><published>2007-09-09T20:37:00.000-03:00</published><updated>2007-09-09T20:39:59.452-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Número um quatro três&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;... deixa de ser machista, Paulo Renato. Não adianta insistir, Maria Rita, isso não é coisa de homem e eu não vou fazer. Pois fique sabendo o senhor, que uma revista super conceituada, que agora eu não me lembro o nome, publicou o resultado de uma pesquisa sobre sexo, e oitenta e cinco por cento dos homens entrevistados disseram já ter feito o nº 143, e a grande maioria gostou muito. Ah, qual é, Maria Rita!? A revista é tão conceituada que você nem se lembra o nome dela. Um pequeno lapso de memória, Paulo Renato, só isso. Tá bom vai, aposto que eles não entrevistaram nem vinte homens sequer. Poxa, Paulo Renato, vamos pelo menos experimentar. Se você não gostar a gente pára. Eu já disse que não, Maria Rita. Isso não é justo. Quando eu te dei de presente o livro “203 maneiras de enlouquecer um homem na cama” você disse que nós iríamos praticar todas as etapas do livro. Acontece, Maria Rita, que nas outras cento e quarenta e duas eu não precisei passar por nenhum constrangimento. Que constrangimento, Paulo Renato? É nossa intimidade, e além do mais ninguém vai ficar sabendo. E como é que eu vou encarar meus amigos lá do futebol depois disso? O que é que seus amigos têm com isso, Paulo Renato? Você não vai contar nada pra eles. É, mas e se algum deles olhar pra mim e desconfiar do que aconteceu? Sei lá, vai que meu jeito de andar fica diferente. Pára de falar besteira homem de Deus. Isso, Maria Rita, Deus, Ele não fez o homem pra esse tipo de coisa. É, seu engraçadinho, e nem as mulheres foram feitas pra isso também, no entanto, vocês homens adoram a idéia. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é, Paulo Renato? Maria Rita, se coloca na minha posição. Eu já me coloquei meu amor, e é por isso que eu até já providenciei um gel maravilhoso, indicação de uma amiga. Você contou pra sua amiga essa sua idéia maluca, Maria Rita? Não, meu amor, eu disse que quem vai usar o creme sou eu. Ah, menos mal. Além do mais, quando a gente chegar ao nº 149 eu é que vou precisar desse cremezinho, não é mesmo, Paulo Renato? Hummm, o nº 149 vai ser um espetáculo, Maria Rita. É, vai ser um espetáculo se você antes fizer o nº 143, porque se a gente pular esse, meu amor, pode esquecer as outras tantas maneiras que vão restar pra gente fechar esse “best seller” do sexo. Vai fazer chantagem agora, mulher? No amor vale tudo meu bem. Tá bom, Maria Rita, nós vamos fazer o nº 143, mas oh, é só porque eu não quero ficar sem o nº 149, só por isso hein! Paulo Renato, meu amor, eu sabia que você não iria me decepcionar. Vou lá buscar o tal creme... Maria Rita, faz esse negócio bem devagar hein! Pode deixar, meu amor, relaxa e aproveita, ou melhor, goza, como costuma dizer nossa ministra... Ai, Maria Rita. Ai, Maria Rita. Ui, Maria Rita. Tá ruim, meu amor? Pra dizer a verdade, até que tá gostoso. Tá vendo, Paulo Renato, eu não falei que ia ser bom, meu amor. Nossa, Maria Rita, isso é bom demais, parece que eu vou decolar. Paulo Renato... Não pára, Maria Rita. Paulo Renato... Mais rápido, Maria Rita. Paulo Renato... Eu não tô me agüentando, Maria Rita. Pedro Renato, já chega, assim já é demais. Maria Rita, pode me dizer por que você foi parar justo na hora “h”? Porque eu tô achando que você tá gostando demais, Paulo Renato. Enlouqueceu, Maria Rita? Você queria porque queria fazer esse negócio, agora que eu topei e tava gostando você quer parar mulher. O problema, Paulo Renato, é que você não tá só gostando, você tá delirando de prazer, tá adorando. Não é mesmo, Paulo Renato? Ah, Maria Rita, o que é que você quer dizer com isso mulher? Olha aí, olha aí a tua voz? Que tem minha voz? Você tá afinando a voz, homem de Deus. O que? Paulo Renato, Paulo Renato, sua família não merece esse desgosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-4129132533276862748?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/4129132533276862748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=4129132533276862748&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4129132533276862748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4129132533276862748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/09/nmero-um-quatro-trs-por-elano-ribeiro.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7135043907005904853</id><published>2007-08-31T08:36:00.000-03:00</published><updated>2007-08-31T11:53:35.993-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Um pouco mais de tempo, elas merecem e eles agradecem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(crônica de Elano Ribeiro, publicada na revista Cronicas Cariocas - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com/"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;www.cronicascariocas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está previsto para ainda este ano a votação no Congresso do Projeto de Lei da Senadora Patrícia Saboya, que amplia o tempo da licença-maternidade, que hoje é de quatro meses, para seis meses. Parabéns à Senadora pela iniciativa, e parabéns também a algumas empresas do setor privado e a alguns estados e municípios que se anteciparam ao Projeto de Lei e já estenderam o prazo da licença-maternidade. O assunto é de extrema importância, principalmente para as mulheres que amamentam os filhos exclusivamente com o leite materno. Tomara que a votação ocorra o quanto antes, e o projeto seja aprovado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num mundo cada vez mais competitivo, com os ponteiros do relógio parecendo andar mais depressa, e os pais, na sua grande maioria, têm que deixar seus filhos em creches, escolas ou com babás durante todo o dia para poderem trabalhar e garantir o sustento da família. Muito justo então, que pelo menos nos primeiros meses de vida, mães e filhos possam ficar juntos em tempo integral por um período mais prolongado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A expectativa do retorno ao trabalho antes dos seis meses de vida do bebê – tempo mínimo recomendado pelos pediatras para o aleitamento materno – é angustiante para a mãe. Posso afirmar isso porque nesse exato momento vivencio essa situação. Minha esposa Laura, que está amamentando nosso filho João Pedro unicamente com o seu leite, preocupa-se diariamente com o seu retorno ao trabalho. A inquietação dela se dá pelo fato de não querer interromper a amamentação ou ter de acrescentar outros alimentos a dieta do nosso filho antes do tempo ideal. Fato que se torna impossível se não houver um aumento no tempo da licença-maternidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a esse direito das mamães, as brasileiras – mesmo com o período atual, que é de 120 dias – são privilegiadas em relação às mulheres de outros países, tanto da América do Sul, quanto da Europa. Na Colômbia e na Argentina o período da licença é de noventa dias e na Alemanha é de 98 dias. Já não podemos dizer o mesmo quando a comparação é feita com as mamães australianas: lá a licença-maternidade é de 365 dias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, está nas mãos das autoridades desse país decidir o tempo que as mamães devem ficar em casa por ocasião do nascimento de seus filhos. Mas há uma coisa importantíssima que nós pais temos a obrigação de fazer, e somente nós podemos fazer: precisamos dedicar aos filhos todo o nosso tempo disponível, por menor que ele seja e por mais cansados que estejamos depois de um dia inteiro de trabalho. Eles, os filhos, necessitam do nosso abraço, do nosso apoio e até mesmo de nossas broncas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7135043907005904853?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7135043907005904853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7135043907005904853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7135043907005904853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7135043907005904853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/08/um-pouco-mais-de-tempo-elas-merecem-e.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5299492092296301519</id><published>2007-08-24T23:17:00.000-03:00</published><updated>2007-08-24T23:22:31.576-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rs-SBbr6tDI/AAAAAAAAAG4/TKyK9VmlRXg/s1600-h/corredor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102457456143545394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rs-SBbr6tDI/AAAAAAAAAG4/TKyK9VmlRXg/s400/corredor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O corredor suicida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(por Elano Ribeiro)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O velório e o enterro transcorreram de forma serena, apesar da perplexidade e incompreensão por parte dos familiares e amigos com relação ao ocorrido. O defunto em questão era o Coronel da Reserva, senhor Alcides Coimbra. O sobrenome do Coronel era sinônimo de respeito dentro do exército, afinal, desde seu bisavô, que a família mantém a tradição de ter sempre um membro no quadro de oficiais do exército brasileiro, servindo à pátria de maneira honrosa. Alcides também era reverenciado na caserna por ser um exímio atleta, fato que lhe rendeu um codinome: “O corredor”. Assim como seus antepassados que usaram fardas, ele sempre foi um homem de “mãos pesadas” com seus subordinados. O nome do Coronel também era associado a outras “façanhas” não tão nobres dentro dos quartéis do Rio de Janeiro. Comenta-se, que “O corredor” era temido por todos os presos políticos na época da ditadura. Pobre daquele que caísse nos porões escuros e sujos dos quartéis cariocas. Mas, tudo isso nunca foi provado, ficou só no campo da especulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcides nasceu e morou sempre no mesmo endereço, um casarão no bairro da Urca. Imóvel pomposo adquirido por seu bisavô. Na frente existia um belo jardim com as mais variadas qualidades de plantas, rosas e flores. Duas palmeiras imperiais marcavam o início da escadaria que levava à imensa varanda. Outra especulação, essa dos vizinhos mais próximos, era de que nos fundos do quintal, contrastando com a beleza do jardim, havia um tronco onde muitos negros sentiram a fúria do bisavô do Coronel Alcides. Foi nesse mesmo casarão, que ultimamente já apresentava alguns sinais de deterioração e o jardim já não era tão belo, que “O corredor” viu seus dois filhos crescerem. Um seria o orgulho do Coronel, o outro, o mais jovem, seria considerado a desonra da família, não tendo sido expulso de casa por causa da intervenção de sua mãe. Tudo isso porque, enquanto o filho mais velho seguiu as tradições militares dos Coimbra, já sendo um Primeiro Tenente de futuro promissor no nosso exército, o rapaz mais jovem seguiu o mundo das artes, tornou-se artista plástico, e dos bons. Mas o velho Coronel nunca conseguiu ver qualidade nenhuma em qualquer artista que fosse. Por diversas vezes excomungou o filho mais jovem dizendo que ele era desse jeito porque a esposa tinha ficado grávida sem querer. Dizia ainda: “O Brasil não necessita de artistas que só sabem segurar pincéis e espátulas, e, sim, de homens fortes e determinados que segurem nossos fuzis e baionetas e estejam sempre prontos para defender nosso solo sagrado”. Pra piorar as coisas, o Coronel via seu filho mais velho poucas vezes durante o ano. É que o rapaz sempre optou por servir ao exército em lugares muito distantes do Rio, aparecendo por aqui apenas no Natal, no dia das mães ou dos pais e, numa outra data qualquer, que, ultimamente, vinha sendo no mês de julho. Quando questionado pelo pai sobre o porquê de servir sempre tão distante do Rio e Janeiro, o filho mais velho respondia: “Pai, eu preciso estar lá pros lados da Amazônia, nossa fronteira é enorme e ainda existem muitas terras a serem desbravadas pelo exercito. Além disso, os recrutas de lá são rebeldes, não estão acostumados com um comando sério, eles precisam das mãos fortes e pesadas dos Coimbra”. Pronto, estava o pai ainda mais orgulhoso de seu filho Tenente e satisfeitíssimo com a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi exatamente num desses dias de julho, mais precisamente num domingo, que se deu a tragédia. Diariamente, o Coronel Alcides saía pra correr. Sempre fez questão de manter a forma física e a saúde em dia, mesmo depois de ter saído da caserna. Normalmente, ia de carro até Copacabana e fazia seu “cooper” lá no calçadão, mas naquele domingo resolveu ficar aqui mesmo na Urca. Havia lido no jornal do dia anterior, que Copacabana seria tomada por uma multidão de gays, lésbicas e simpatizantes, para mais uma edição da Parada Gay. Esbravejou e praguejou, junto ao filho mais velho: “Meu filho, essas aberrações mereciam os porões do exército. A cidade, o país e o mundo estão infestados desses seres repugnantes. E o pior, tem gente que acha tudo normal”. O filho Tenente pigarreou e disse num tom não muito convincente: “Concordo papai”. Lá ia o Coronel, em sua corrida cadenciada, corpo esguio e olhar sempre adiante, quando algo lhe chamou a atenção enquanto passava em frente a um pequeno bar do outro lado da calçada. Um grupo de jovens, desses a quem ele queria apresentar os temidos porões, fazia uma espécie de concentração para a parada que marca o Dia do Orgulho Gay. “O Corredor” ficou revoltado: “Porque os bastardos não estão lá em Copacabana?” Pra piorar, ele não escapou dos fius fius de alguns dos alegres jovens, todos vestindo trajes muito chamativos e coloridos, com plumas e outros adereços mais. De súbito, do meio daqueles intrépidos GLSs, partiu um olhar que encontrou em cheio o olhar do Coronel, que incrédulo deu um grito que ecoou por boa parte da Urca, um grito de raiva, de fúria. E como se estivesse num campo de batalha, atravessou a rua inesperadamente, parecendo avançar sobre as frentes inimigas. Foi jogado ao alto por um fusca que passava e não teve tempo de parar, aquele corpo alto e forte caiu sobre o asfalto. Em meio à multidão de curiosos que o cercava, “O Corredor” ainda teve tempo de encarar o filho Tenente – graciosamente travestido de Drag Queen – e, mesmo sem forças pra dizer mais uma palavra que fosse, deixou claro, através de sua expressão de dor, que amaldiçoava o filho para todo o sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca ninguém soube da verdade. O filho mais velho tratou de sair rapidamente do local onde o pai falecera, deixando no rosto da vítima um brilho de purpurina, devido a um último afago. Durante o sepultamento, enquanto o corpo do Coronel Alcides era devidamente baixado à sepultura da família, os filhos – que se mantiveram afastados durante todo o velório, e assim continuavam – tinham comportamentos bem diferentes. O mais velho chorava e a todo instante balbuciava que havia perdido sua referência de vida. O mais novo continuava em silêncio, e se olhássemos bem para ele, era possível perceber uma covinha na lateral dos lábios, indício de um discreto sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesma manhã do sepultamento, um jornal popular e sensacionalista aqui do Rio de Janeiro noticiou em uma de suas páginas, com uma pequena nota: “O exercito brasileiro chora a morte de um de seus mais ilustres representantes, o Coronel Alcides Coímbra, também conhecido pelos colegas de farda como “O Corredor”. Ao que tudo indica, o Coronel cometeu suicídio, atirando-se na frente de um fusca que passava em alta velocidade. Nos quartéis cariocas, os recrutas já tratam o falecido pela alcunha de “O Corredor Suicida”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5299492092296301519?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5299492092296301519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5299492092296301519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5299492092296301519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5299492092296301519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/08/o-corredor-suicida-por-elano-ribeiro-o.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rs-SBbr6tDI/AAAAAAAAAG4/TKyK9VmlRXg/s72-c/corredor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5125510755542795172</id><published>2007-08-17T21:55:00.000-03:00</published><updated>2007-08-17T21:58:17.071-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O amor na sua forma poética e cotidiana&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;(texto de Elano Ribeiro, publicado na revista "Cronicas Cariocas")&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como em toda história de amor, um dia eles se conheceram. A convivência diária os aproximou. Os dois se apaixonaram. Os dois deixaram de lado as diferenças de suas crenças. Os dois foram viver na mesma casa, e levaram consigo uma bagagem com muitos sonhos. Os dois sonhavam e se amavam. Os dois se fizeram três. Os dois dançavam na sala logo após o café da manhã ao som de Miles Davis, se abraçavam e se emocionavam. Os dois brincavam como se crianças fossem. Os dois dividiram tantos problemas que já não sabiam dizer quais foram os mais difíceis de superar. Os dois também já tiveram e têm suas muitas alegrias. Os dois têm dívidas, mas também têm a música que ele toca com seu violão. Os dois são tão cúmplices que isso fica claro até para um estranho. Os dois querem uma vida melhor, com direito a prazeres que vão além do sexo. Os dois ainda têm o sexo, mas até ele já ficou restrito a poucos sons e limitado a certos horários. Os dois ainda sonham muitos sonhos, mas já não compartilham dos mesmos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele passou esses longos anos de união deixando claro para a esposa que a ama acima de qualquer suspeita, porém sente desejos por outras mulheres. Ela parecia aceitar tudo numa boa, afinal tem a cabeça aberta, é bonita e segura de si. Ele nunca a traiu, a não ser por uns papos na internet, mas isso ainda não ficou claro para ele se é traição ou não. Ela é mais velha, tem os pés no chão, mas não quer dizer que não seja uma sonhadora. Ele tem alma de adolescente, apesar de não ser, e é um sonhador nato. Ela é avessa ao mundo virtual, ou pelo menos passa essa impressão. Ele tem um perfil maneiro no Orkut e seu quadro de amigos virtuais é composto, em sua maioria, por lindas mulheres. Ela começa a rever seus conceitos de mulher liberal. Ele precisa mais do que nunca que a mulher reveja esses conceitos e se torne ainda mais liberal, mas pelo andar da carruagem isso é um tanto difícil. Ela começou a achar que ele está perdendo o interesse por ela, no seu rosto já há as marcas do tempo. Ele nunca disse não para uma noite de sexo com ela, mas não sei se o corpo que ele vislumbra é sempre o dela. Ela o enxerga como um super-homem. Ele tem certeza que é um super-homem. Ela parece viver presa no seu pequeno mundo de dona de casa. Ele viaja com facilidade através de sua poesia. Ela quer ser apenas a mulher de seu marido fiel. Ele quer andar sem destino com a mochila nas costas. Ela acha que a separação pode ser a melhor saída para se evitar mais sofrimentos. Ele quer continuar casado. Ela chora. Ele chora. Os dois se amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto poderia ser uma ficção, mas é realidade de um casamento. E quantos outros casais não vivem a mesma realidade? Eu participo desse teatro da vida real, compartilhando com ele suas dores, dúvidas e angústias. Mas também vislumbro suas esperanças, mesmo que ele não fale delas, ou talvez, nem mesmo saiba que elas ainda vivem em seu coração de poeta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5125510755542795172?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5125510755542795172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5125510755542795172&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5125510755542795172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5125510755542795172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/08/o-amor-na-sua-forma-potica-e-cotidiana_17.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1985270665188900539</id><published>2007-08-10T14:16:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T14:40:30.178-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Suplica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por Magaly Grespan)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Vida, pele e ossos&lt;br /&gt;Amanheço no estreito-pouco&lt;br /&gt;A fome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Morre lenta em meu corpo.&lt;br /&gt;Deglute-me em agonia&lt;br /&gt;Terra e água&lt;br /&gt;Passeias preparando a cada noite&lt;br /&gt;A tua rudeza&lt;br /&gt;E meu corpo a teu lado&lt;br /&gt;Te amando&lt;br /&gt;Suplicante te lamenta&lt;br /&gt;Assim de frente&lt;br /&gt;Uma petúnia, um jasmim.&lt;br /&gt;Por veemência&lt;br /&gt;Só existo a tua boca&lt;br /&gt;Louvo-te em tua placidez&lt;br /&gt;Solenemente plantamos o dia&lt;br /&gt;Terra que não é só minha&lt;br /&gt;Meu nome&lt;br /&gt;A mais remota possibilidade&lt;br /&gt;De voltar a ser&lt;br /&gt;Guarda-me em tua geometria sempre, sempre&lt;br /&gt;O passo ao baço&lt;br /&gt;Vez em quando, me acalma???&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1985270665188900539?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/1985270665188900539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=1985270665188900539&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1985270665188900539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1985270665188900539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/08/suplica-por-magaly-grespan-vida-pele-e.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-7101872097883301485</id><published>2007-08-05T15:17:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T14:41:32.855-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RrYWDiQsJII/AAAAAAAAAGo/lFwE9bTQGa8/s1600-h/secondlife.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095284278408520834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RrYWDiQsJII/AAAAAAAAAGo/lFwE9bTQGa8/s400/secondlife.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;...e Deus chegará no Second Life&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;crônica de Elano Ribeiro Baptista)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com as escrituras sagradas, Deus descansou no sétimo dia, após árduo trabalho na criação desse universo e de tudo o que existe nele, inclusive nós, pobres mortais que sucumbimos ao pecado da carne e provamos da irresistível maçã. Mas, levando-se em conta as notícias que foram publicadas na internet nessa semana, os momentos de paz e tranqüilidade de Deus podem estar chegando ao fim. Isso porque, um sacerdote jesuíta italiano propôs que a igreja católica utilize missionários virtuais para evangelizar no “second life”. A proposta já vem sendo analisada pelo Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àqueles que ainda não sabem do que se trata, o “second life” é um sofisticado programa de computador que reproduz a vida real. Você faz o danwload, se cadastra e começa a fazer parte de uma espécie de “universo paralelo”. Lá você escolhe se quer ser branco ou preto, homem ou mulher, bom ou mal, artista ou homem de negócios. Pode até se apaixonar. Se a proposta da evangelização for adiante, Deus terá que se dividir e administrar os dois universos – o que Ele criou à sua maneira, e ainda assim anda cheio de problemas, e esse outro, que já está pronto e é caracterizado por ilusões e mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeiras à parte, e antes que alguém diga que eu estou blasfemando, acho preocupante e estranha a idéia de que, uma organização tão conservadora quanto a igreja católica, com milhares de seguidores pelo mundo, aceite e afirme a idéia da existência de um “universo paralelo”, a ponto de usá-lo como meio de evangelização. Será que no final do ano os habitantes do “second life” irão colocar luzes na frente de suas casas e comemorar o nascimento de Jesus? Pode ser que sim, afinal existem pessoas de todas as idades que estão passando dias inteiros na frente do computador “cuidando” do seu “outro eu” enquanto esquecem de viver suas realidades. Na verdade, em muitos casos, essas pessoas parecem esquecer que têm uma vida real para administrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja católica precisa mesmo correr contra o tempo e começar logo a evangelização virtual, afinal, lá na “segunda vida” já existe uma das situações que a milenar instituição mais condena: o casamento homosexual, com direito a cerimonial, padrinhos, festas e tudo mais. Ta aí, isso eu gostei. Pelo menos lá não há barreiras para o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jeito que a coisa vai indo lá pelas bandas do “second life”, não demora muito para que comecem a surgir organizações que usam siglas para serem reconhecidas – por aqui chamadas de partidos políticos – ou então, o surgimento de um avatar que tem a solução para as classes mais necessitadas, anunciando a distribuição de uma ajuda de custo – por aqui mais conhecido como bolsa-família. Depois disso, tudo virá naturalmente com o passar do tempo: Mensalão, CPIs, Apagão Aéreo, Pizza.... É, acho bom os evangelizadores entrarem logo em ação, se não Deus terá tanto trabalho lá, quanto já tem por aqui.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-7101872097883301485?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/7101872097883301485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=7101872097883301485&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7101872097883301485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/7101872097883301485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/08/blog-post.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RrYWDiQsJII/AAAAAAAAAGo/lFwE9bTQGa8/s72-c/secondlife.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1219155852938394337</id><published>2007-07-31T23:44:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T14:42:05.630-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Treze anos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;(Escrito para minha filha Bianca)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Trazia consigo bolas de gude&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dentro da mochila pendurada nas costas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Eras ainda uma menina frágil, inocente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Com rosto e cabelos angelicais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Convidava-me para jogar aquelas bolinhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;No terreno irregular da casa de sua avó.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Eu, claro, não desperdiçava a chance&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De estar mais próximo de você&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De me colocar à sua altura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De brincar nos seus sonhos de criança&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De sorrir do seu sorriso adorável&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De encher meu coração com toda a paz que você nos presenteava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O tempo, essa cruel arma que está&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sempre apontada na direção de nossas cabeças&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fez de você uma moça ainda mais linda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E fez de mim um atento observador &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De seus passos agora adolescentes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em busca de caminhos que nortearão a sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Caminhos, Bianca, que nem sempre serão bonitos e retos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas, como todo pai (quanta alegria eu sinto por me chamares de pai)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Torço para que aqueles que escolher seguir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sejam de paz, serenidade e AMOR (Amor, o maior de todos os Deuses)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E que tenha sempre a certeza de que você possui toda luz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Para iluminar seus caminhos, pois você é a própria luz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1219155852938394337?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/1219155852938394337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=1219155852938394337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1219155852938394337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1219155852938394337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/07/treze-anos-escrito-para-minha-filha.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2742084836251619396</id><published>2007-07-27T20:58:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T14:43:00.560-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Amor, nossa máquina do tempo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;(crônica de Elano Ribeiro Baptista, publicada na revista "cronicas cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;www.cronicascariocas.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;A viagem no tempo deve ser mesmo o maior dos nossos sonhos, ela está presente na literatura, no cinema, na televisão. Talvez um sonho mais cobiçado do que qualquer conquista espacial, afinal, lá em cima, muito provavelmente, só encontraremos poeira e hipóteses. Muito provavelmente também nunca iremos criar aquela máquina dos filmes de ficção científica que, de uma hora pra outra, nos transporta através do tempo e do espaço. Mas, temos ao nosso alcance algo tão fantástico e menos utópico do que essas máquinas para nos levar nessa viagem. O AMOR. O mais nobre dos sentimentos propicia essa volta ao passado, para isso, basta ter amado algum dia e guardado dentro de si somente coisas boas de todos os amores vividos. Pra que guardar o que foi ruim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me contou que o seu celular tocou numa tarde dessas, num dia que tinha tudo pra ser igual aos outros. Trinnnnnn: “estarei no Rio de Janeiro amanhã, me encontre às 12 h, vou ficar esperando”. Se ela foi? É claro que foi. E sem que ela ainda soubesse estava acionando a sua maquina do tempo. Eles se reencontraram depois de vinte e cinco anos, tinham tido um namoro rápido no último período da faculdade. Mas quem foi que disse que o amor precisa de muito tempo pra ser vivido intensamente e deixar suas marcas? Ao final de seis meses de namoro eles se despediram e foram viver suas vidas bem distantes um do outro, sem trocar telefones e endereços, como o casal Jesse e Celine do filme “Antes do amanhecer” – olha eu falando outra vez desse filme – e construíram suas realidades atuais: trabalho, casamento, filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abraço apertado e demorado na porta do hotel onde ele estava hospedado foi o início do teletransporte para o passado. A viagem no tempo dos dois estava só começando. Caminharam de mãos dadas pelo calçadão, tomaram água de coco, deram risadas ao se lembrarem de histórias daquela época distante – distante só no tempo, pois na cabeça deles estava tudo mais atual do que nunca –, falaram sobre o rumo que a vida de cada um tomou... Talvez estivessem revivendo os sonhos e planos não realizados, mesmo sabendo que continuariam sem realizá-los, afinal, o portal de retorno ao presente não demoraria a se fechar, por isso, tudo precisava ser intenso: os sorrisos, os abraços, os beijos, os diálogos. Nenhum dos dois tinha a pretensão de mudar o passado, só queriam revivê-lo, e assim fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias atuais dela, esses sim foram alterados, quem sabe até o futuro. Sua auto-estima, que andava meio por baixo, estava revitalizada, se percebeu ainda capaz de conquistar alguém, havia e há um novo brilho nos seus olhos. Mas, não pensem que a viagem de volta ao presente, é tão rápida quanto a de ida para o passado, isso porque, quando se retorna, trazemos aberto um baú – como ela mesmo disse. Baú que pode ser imaginário ou real. Nele existem fotos, cartas, recordações e questionamentos de todos os tipos. “Porque fizemos isso ao invés daquilo? Porque não foi tudo diferente? Porque não ficamos juntos?”. Leva certo tempo para aceitarmos o retorno à nossa vida de hoje, é como se acabássemos de acordar de um sonho bom, onde não cabiam tristezas e frustrações. Ela retomou aos poucos o seu cotidiano, esperando um novo telefonema, um trinnnnnn que possa novamente acionar a sua máquina do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2742084836251619396?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2742084836251619396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2742084836251619396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2742084836251619396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2742084836251619396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/07/amor-nossa-mquina-do-tempo-crnica-de.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-2403248756130442849</id><published>2007-07-24T17:22:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T14:43:36.758-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Te escrever&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;(por Elano Ribeiro Baptista&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quero te escrever&lt;br /&gt;Mas não sei se devo&lt;br /&gt;Nem sei se posso&lt;br /&gt;Quero te sonhar&lt;br /&gt;Mas tenho medo&lt;br /&gt;E se o sonho acabar?&lt;br /&gt;Quero te olhar&lt;br /&gt;Como há muito não faço&lt;br /&gt;Mas e se seus olhos brilharem?&lt;br /&gt;Será um convite?&lt;br /&gt;Ou um flash disparado por suas lembranças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero te escrever&lt;br /&gt;E vou te escrever&lt;br /&gt;Tenho caneta, tenho papel&lt;br /&gt;Tenho o amor&lt;br /&gt;Tenho o toque de seu dedo no meu braço&lt;br /&gt;Que não me pareceu por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso vou escrever&lt;br /&gt;Vou escrever você&lt;br /&gt;Te escrever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-2403248756130442849?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/2403248756130442849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=2403248756130442849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2403248756130442849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/2403248756130442849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/07/te-escrever-por-elano-ribeiro-baptista.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-3066399582165373195</id><published>2007-07-20T10:28:00.000-03:00</published><updated>2007-07-20T12:23:58.744-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RqC5HxO0xTI/AAAAAAAAAGQ/ElcHSO8xm8I/s1600-h/Ariano+Suassuna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089271122054399282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RqC5HxO0xTI/AAAAAAAAAGQ/ElcHSO8xm8I/s400/Ariano+Suassuna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;Revista Língua Portuguesa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entrevista com o escritor &lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ariano Suassuna&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acesse: &lt;a href="http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11362"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11362&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-3066399582165373195?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/3066399582165373195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=3066399582165373195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3066399582165373195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3066399582165373195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/07/revista-lngua-portuguesa-entrevista-com.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RqC5HxO0xTI/AAAAAAAAAGQ/ElcHSO8xm8I/s72-c/Ariano+Suassuna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1039101100337835325</id><published>2007-07-16T18:43:00.000-03:00</published><updated>2007-07-16T18:50:23.107-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RpvnVBO0xSI/AAAAAAAAAGI/nUQvz9qrNxE/s1600-h/duende.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087914552338990370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RpvnVBO0xSI/AAAAAAAAAGI/nUQvz9qrNxE/s400/duende.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A magia dos sonhos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(conto infantil de Elano Ribeiro Baptista, publicado na revista 'cronicas cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.cronicascariocas.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um belo dia, João Pedro acordou assustado, olhou em volta e percebeu que tudo estava diferente. “Onde está o meu quarto, as paredes do meu quarto, meus carrinhos, meus gibis?” Perguntou o garoto, que só agora havia percebido que estava sentado dentro de um imenso pote, repleto de moedas de ouro. Logo se lembrou das histórias que seus pais lhe contavam sobre os tesouros escondidos no fim do arco-íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, João Pedro sentiu alguma coisa lhe cutucando, como se fosse a ponta de uma vara. Olhou em volta, mas nada encontrou. Outro cutucão, agora acompanhado de uma pergunta. “Hei garoto, quem é você? O que você ta fazendo dentro do nosso pote?” O menino, olhando pra baixo, esfregou os olhos pra ter certeza de que não estava vendo coisas demais. Em torno do pote havia três duendes. Isso mesmo, duendes pequeninos e de orelhas pontudas. “Meu nome é João Pedro, só que eu não sei como eu vim parar aqui”. Os duendes logo disseram como. “Você veio escorregando pelo arco-íris e caiu aí dentro”. João Pedro disse àqueles pequenos homenzinhos verdes, que sempre pensou que essa história de pote de ouro no fim do arco-íris fosse invenção dos adultos, na escola a professora chamou isso de fábula ou conto de fadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os duendes deram uma sonora gargalhada. “Nós estamos rindo porque os seres humanos acham que não existe nada além do que os olhos deles podem ver. Eles crescem e esquecem de viver seus sonhos e fantasias, preocupam-se somente com a realidade e, com isso, esquecem que um dia foram crianças e brincaram com a gente  que vive nesse mundo, que todo adulto diz ser  de faz-de-conta”. Ajudaram João Pedro a descer do pote e foram lhe mostrar como é encantador o mundo onde vivem. Um lugar de sonhos, colorido, cheio de vida, onde a natureza se mantém intacta. Contaram que no mundo deles não existe desmatamento, nem desrespeito a qualquer ser vivo, também não há animais em extinção, todos vivem em perfeita harmonia. Mas, o que mais encantou o pequeno garoto foi o gigantesco arco-íris que surgia não se sabe de onde, cheio de cores vibrantes. Mal pode acreditar quando encostou a ponta dos dedos naquelas enormes listras coloridas e sentiu que elas eram macias e felpudas, como se fosse um grande algodão doce, cada cor tinha um gosto e um cheiro diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Pedro estava adorando aquele lugar, já tinha conhecido outros duendes e começava a aprender novas brincadeiras, cada uma mais divertida que a outra. Ele também ensinou muitas coisas aos seus novos amigos e contou as histórias que lia em seus gibis. Já nem se lembrava mais de que aquele lugar não era sua casa, de que precisava descobrir como havia chegado até ali e como fazer para voltar. No meio de tanta diversão, um duende de longas barbas brancas, chamado mestre Diadorim, que os outros disseram ser um grande professor que vinha passando seus ensinamentos por várias gerações, disse ao menino João Pedro. “Nunca deixe de acreditar nos seus sonhos, mesmo quando você já estiver adulto e todos insistirem em dizer que não existem duendes, nem um pote de ouro no fim do arco-íris”. Depois disso o professor dos duendes entregou ao garoto uma singela flor e se despediu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Pedro já se preparava para voltar às brincadeiras quando escutou um barulho que lhe era muito familiar. “trinnnnnnnnnnnnnn”. Em seguida ouviu a voz do senhor Mário, inspetor da escola. “Vamos lá crianças, todos pra dentro da sala de aula. O que houve com você João Pedro que dormiu sentado aí nesse banco durante todo o intervalo?” O garoto ficou triste porque acabava de descobrir que tudo aquilo foi um sonho, que seus novos amigos duendes, o arco-íris de algodão doce, o pote de ouro – nada disso existia de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de volta da escola começou a observar como as árvores e os jardins estavam mal tratados, e o ar era carregado, de tanta poluição. Teve certeza de que os duendes saberiam cuidar melhor do nosso mundo do que nós mesmos. Respirou fundo. “Como pode tudo aquilo ter sido somente um sonho? Foi tão real.” Sentou-se na beirada do meio fio e resolveu chupar o último drops que tinha no bolso, pra sua surpresa, além da bala, havia algo a mais lá dentro. Os olhos do menino brilharam ao ver uma pequena flor de alecrim dourado, igualzinha a que o mestre Diadorim lhe presenteara. “Mas então não foi só um sonho.” Disse João Pedro, assustado e feliz, sem entender muito bem tudo o que estava acontecendo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1039101100337835325?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/1039101100337835325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=1039101100337835325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1039101100337835325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1039101100337835325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/07/magia-dos-sonhos-conto-infantil-de.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RpvnVBO0xSI/AAAAAAAAAGI/nUQvz9qrNxE/s72-c/duende.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6503727686821880141</id><published>2007-07-14T17:57:00.000-03:00</published><updated>2007-07-14T18:41:25.582-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Noturna&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;(por Magaly Grespan)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087162735493694738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rpk7jhO0xRI/AAAAAAAAAGA/Fu_yHp-NqTo/s400/poesia.jpg" border="0" /&gt;Devagar a tinta pinta a primeira letra&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Devagar, antes que eu me esqueça&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;E de mendigo respingue em teu corpo&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;Antes que meu corpo, sonolento e tonto&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Caia sobre a folha branca&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Indizível olhar de piedade &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A olhar-me na forma que desdita&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Busco abrigo, um pensamento, um grito&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Na tinta que hesita&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Desejos e tremores de amores já sem vida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Eis a noite esposo que me fita&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Imensa extensão, escrevo o meu eu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Antes que o tempo se transforme&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;E da noite a amanhecência o dia tome.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;para conhecer outros textos da poetisa Magaly Grespan acesse o site da revista "cronicas cariocas" -&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.cronicascariocas.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;www.cronicascariocas.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6503727686821880141?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6503727686821880141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6503727686821880141&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6503727686821880141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6503727686821880141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/07/noturna-por-magaly-grespan-devagar.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rpk7jhO0xRI/AAAAAAAAAGA/Fu_yHp-NqTo/s72-c/poesia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6255632190580919199</id><published>2007-07-10T19:49:00.000-03:00</published><updated>2007-07-10T19:58:58.884-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Mais cabeça e coração, menos quadril&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#990000;"&gt;(crônica de Elano Ribeiro Baptista, publicado na revista "cronicas cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#990000;"&gt;www.cronicascariocas.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#990000;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“O caminho para a transformação da educação no Brasil não passa por leis e sistemas; passa pela cabeça e pelo coração dos professores”. Essa frase afirmação é do Rubem Alves e faz parte de uma entrevista que ele deu pra Revista da Língua Portuguesa – excelente revista, quem ainda não conhece e possa se interessar pela publicação, aí vai o site: &lt;a href="http://www.revistalingua.uol.com.br/"&gt;http://www.revistalingua.uol.com.br/&lt;/a&gt; – na sua edição de nº 20. Concordo com Rubem Alves, de quem, aliás, gosto muito e tive a felicidade de poder assistir a algumas de suas palestras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho numa escola pública e há muito que vivencio a necessidade dessa transformação no comportamento de alguns educadores. É claro que existem profissionais irrepreensíveis, que conseguem fazer com que uma turma de alunos cheios de limitações consiga evoluir de alguma forma. Há, ainda, aqueles professores que lecionam em instituições que não oferecem os mínimos recursos para a realização de um trabalho digno e, no entanto, superam as dificuldades com muita imaginação, talento e amor à profissão que escolheram, operando verdadeiros milagres em prol da educação de crianças extremamente carentes. Não, pensando melhor, não há milagre algum, eles simplesmente trabalham com a cabeça e, principalmente, com o coração. Mas, também existem os casos de professores desmotivados, que entram na sala de aula pensando apenas em “empurrar as horas”, sem se importar se seus alunos assimilaram nem que seja uma pequena parte do conteúdo aplicado, isso, quando algum conteúdo é aplicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São várias as justificativas para a falta de motivação, em minha opinião, nenhuma que justifique o desinteresse na realização de um trabalho satisfatório, principalmente porque, em alguns casos, trata-se de professores extremamente capazes e competentes, que estão deixando de transmitir aos seus alunos um vasto conhecimento adquirido ao longo de anos de regência e, com isso, acabam se auto-desvalorizando como profissionais. Não faz muito tempo, acompanhei os alunos da escola onde trabalho, juntamente com seus professores, a uma apresentação da cantora Bia Bedran. O espaço estava repleto de crianças de outras escolas, públicas e privadas. Me chamou muito a atenção o fato de alguns professores, em especial os das escolas particulares, estarem participando e também incentivando as crianças a participarem ativamente da apresentação, interagindo diretamente com a cantora. Outros, no entanto, simplesmente cruzaram os braços e ficaram lá, mais uma vez, “empurrando as horas” torcendo para que o evento acabasse o mais rápido possível, perdendo dessa forma, uma oportunidade rara de apresentar aos seus alunos, na maioria carentes e cheios de deficiências, entre elas as afetivas, uma música de qualidade, feita exclusivamente pra elas, crianças, além de serem essas mesmas músicas, um jogo lúdico, uma aula fora dos padrões habituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses professores, que se “neutralizaram” durante a apresentação da Bia Bedran, não agiram com a cabeça e coração, deixando de mostrar aos seus alunos que existem sons bem melhores do que os funks, cheios de letras maliciosas e de apologia às drogas, a prostituição, ao crime organizado, etc., que invadiram as escolas, não só as públicas, como as particulares também – já presenciei alunos da Classe de Alfabetização de uma escola particular tradicional, administrada por freiras, parodiando um funk, com direito a mãozinha no joelho, bem no dia da comemoração pelo final do ano letivo, tendo na platéia pais aparentemente orgulhosos por aquela exibição. Dia desses passei e parei em frente ao portão de uma pequena escola pública, no pátio havia uma turma se divertindo. Meia dúzia de gatos pingados jogava futebol, a grande maioria, porém, dançava animadamente ao som de uma música – música? – que diz: “hoje é festa lá no meu apê... vai rolar bunda lê lê / hoje é festa lá no meu apê, tem birita até o amanhecer”. Não me admirei ao ver que a regente daquela coreografia “nervosa”, cheia de rebolados e malícia, que as crianças, de no máximo sete anos faziam, era a própria professora, que remexia os quadris e aplaudia seus “pupilos” que, de forma mais ousada, requebravam até o chão, como se aqueles movimentos erotizados fossem o auge do aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou nenhum doutor em educação, o que escrevo aqui é baseado no meu dia-a-dia dentro de uma escola pública. E o que, constantemente eu observo, é que falta mesmo uma transformação na cabeça e no coração de alguns educadores (não só professores, mas todo aquele que exerce alguma atividade dentro de uma instituição de ensino), quantas vezes nos omitimos e deixamos de ensinar ao aluno o que é respeito, educação, higiene... Quantas vezes deixamos de ensinar o que é “ouvir”, porque sempre achamos que eles nunca têm nada de importante para nos dizer e, com isso, nunca os escutamos. Quantas vezes deixamos de demonstrar, na prática, algum gesto de afeto, carinho, amor..., não só pelo aluno, mas também pelo nosso colega de trabalho. Enquanto não acontecer essa mudança, de nada adiantarão reuniões pedagógicas – cheias de teoria onde tudo parece belo – e os maçantes conselhos de classe – que só servem para rotular o aluno de “bom” ou “ruim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma professora amiga minha disse o seguinte: “Saúde e educação são profissões de extrema responsabilidade, um médico quando erra prejudica uma pessoa, um professor quando erra prejudica dezenas de pessoas de uma só vez”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6255632190580919199?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6255632190580919199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6255632190580919199&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6255632190580919199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6255632190580919199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/07/mais-cabea-e-corao-menos-quadril-crnica.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-3963006265934978680</id><published>2007-07-04T20:36:00.000-03:00</published><updated>2007-07-04T20:44:38.939-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATI&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083490163898609858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 192px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px; TEXT-ALIGN: center" height="128" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RowvXt5ecMI/AAAAAAAAAF4/ZZvMh8NkXVQ/s400/FLIP5.jpg" width="127" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;de 04 a 08 de julho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;acompanhe a 5ª edição da festa pelo site:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.flip.org.br/"&gt;www.flip.org.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-3963006265934978680?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/3963006265934978680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=3963006265934978680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3963006265934978680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/3963006265934978680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/07/festa-literria-internacional-de-parati.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RowvXt5ecMI/AAAAAAAAAF4/ZZvMh8NkXVQ/s72-c/FLIP5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-440502315035657781</id><published>2007-06-19T18:39:00.000-03:00</published><updated>2007-06-19T18:45:04.330-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Nós perdemos o direito de morrer"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(crônica de Elano Ribeiro Baptista, nessa quarta-feira no site da revista "Cronicas Cariocas" - &lt;a href="http://www.cronicascariocas.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;www.cronicascariocas.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Era a primeira vez que eu me encontrava no corredor de um centro cirúrgico de algum hospital, mas acredito que não fosse muito diferente de qualquer um outro ou, pelo menos, da maioria. As paredes – desnudas de quadros coloridos – pintadas de branco, luz fraca e amarela, poucos médicos e enfermeiros circulando de “caras fechadas” dando sempre a impressão de que alguma coisa não está dando certo dentro daquelas salas, um silêncio ensurdecedor e, frio, muito frio. Numa questão de segundos o silêncio foi quebrado por um choro estridente, trazendo junto um calor que aquecerá para sempre o meu coração. Nascia João Pedro, meu filho..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;acesse o site da revista "Cronicas Cariocas" e leia essa crônica na íntegra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-440502315035657781?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/440502315035657781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=440502315035657781&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/440502315035657781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/440502315035657781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/06/ns-perdemos-o-direito-de-morrer-crnica.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-8476699051960613051</id><published>2007-06-19T18:32:00.000-03:00</published><updated>2007-06-19T18:36:44.054-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Porque que a gente é assim?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(crônica de Elano Ribeiro Baptista, publicada na revista "Cronicas Cariocas" - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronicascariocas.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;www.cronicascariocas.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo que venho prestando mais atenção em certas notícias que são publicadas nos jornais impressos e eletrônicos sobre atos cometidos por nós, seres considerados pensantes. Ah, e normais também. Resolvi, então, “colecionar” alguns desses absurdos que a imprensa escrita nos apresenta. Tem de tudo um pouco. Experimentem fazer esse “exercício masoquista” (e sádico, para alguns) e todos irão concordar comigo, pelo menos em um ponto: é impossível entender a mente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até pensei em perguntar a uma amiga minha, que é psicóloga, porque o ser humano é capaz de cometer atitudes tão bizarras, insensatas e descabidas como as que eu vou relatar a seguir. Mas, cheguei à conclusão que nem um encontro internacional dos profissionais dessa área, junto com psiquiatras, terapeutas e outros doutores mais, conseguiriam me dar alguma explicação convincente. É muito provável que eles dissessem haver uma resposta para tudo. Apresentariam teses, estudos intermináveis, e mais um catatau de livros sobre o assunto. Mas, com certeza, tudo não passaria de teoria, pois na prática, ninguém entende a mente doentia, sarcástica e desajustada de certos seres humanos – todos racionais? Acho que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria de nós acredita em Deus, mas não dispensa uma simpatia ou mandinga e, é claro, estamos sempre presos a algumas superstições.  Passar embaixo da escada dá azar. Espelho quebrado dá azar. Pé de coelho dá sorte. Mas, se, por exemplo, você for à Bolívia, pode radicalizar: na capital, La Paz, é possível comprar uma múmia de um feto de lhama. As “bruxas” – mulheres que vendem de tudo no Mercado de Feitiçaria e Artesanato – do local, garantem que pagando cerca de R$ 4,00 por um FETO pode-se ter muita sorte. Será que, comprando um amuleto desse porte, Deus irá de alguma forma atender mais depressa aos nossos pedidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, se duas irmãs da cidade de Santa Bárbara d’Oeste, no estado de São Paulo, tivessem enterrado um feto mumificado de lhama no quintal de casa, não precisassem passar seis anos juntando dez toneladas de material para ser vendido, afim de ganhar uns trocados. Pode ser que o dinheiro caísse do céu, ou melhor, brotasse do chão onde a múmia do pobre animal foi sepultada. Dessa forma poderiam evitar o acumulo de, repito, dez toneladas de lixo, dos mais variados. Roupas, utensílios domésticos, garrafas plásticas, etc. – tudo amontoado pelos cômodos da casa que, passou a ser habitada também por ratos e baratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acumulo de lixo parecido com algumas matérias de – em minha opinião – puro sadismo, publicada em jornais e revistas. É o caso, por exemplo, de uma reportagem da revista Superinteressante, na edição de abril desse ano. A matéria apresentava ao leitor os diversos tipos de pena de morte que são usados atualmente, um desfile de “informação” que começa com o apedrejamento e termina com a decapitação. Tem estilo de morte e tortura pra atender ao gosto de todo tipo de sádico. Com muita boa vontade podemos ver as duas páginas que tratam do assunto como uma fonte de pesquisa. Mas daí a revista especificar como a vítima morre e o grau de sofrimento que passa o sujeito – baixo, mínimo, médio e máximo – é sem dúvida, sadismo dos bons. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena de morte que eu já achei a melhor solução para criminosos impiedosos, mas hoje vejo que quem comete barbáries com um outro ser humano, não está preocupado se vai morrer. Pelo contrário, essa pode ser a melhor saída para o indivíduo. Os Estados Unidos usam e abusam desse artifício e, nem por isso, os assassinos de lá desistem de seus objetivos. Volta e meia aparece um louco invadindo alguma universidade ou escola e mata um monte de pessoas inocentes que não tinham nada a ver com seus “traumas” e “problemas existenciais”. Se daqui a alguns bons anos a gente ouvir dizer que mais um jovem cometeu um crime como esse, não vai ser surpresa nenhuma. Semanas atrás li algo que, jamais pensei ser possível. Aconteceu em Chicago. Um avô deu de presente ao seu neto de dez meses um revólver. O pai da criança, não satisfeito com esse ato absurdo, foi registrar a arma no nome do garoto. Para completar a total bizarrice, as autoridades aceitaram o pedido. Veja só, um bebê de dez meses tem porte de arma, com direito a carteirinha com foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que as notícias desse tipo, não estão apenas nos jornais, distante da vida de cada um de nós. Uma amiga e também colega de trabalho, me contou dias atrás a história de um garoto de onze anos de idade, filho de um sobrinho dela. O menino só faz desenhos de monstros ou figuras indecifráveis, porém, assustadoras, todas pintadas de preto. Os desenhos animados preferidos dele são os japoneses, aqueles horríveis, em que a coisa mais normal é se ver sangue rolando pra todo lado. Pois bem, querem saber de dois presentes que esse inofensivo – por enquanto – garoto ganhou de seus pais? Eu lhes conto: uma espingarda e uma espada. Espada mesmo, de verdade, de aço cortante. Com toda certeza, esse jovenzinho deve se gabar na escola, na frente de seus colegas, de possuir tais artefatos. Fico imaginando se um outro garoto tem uma daquelas briguinhas bobas de infância com esse jovem rapaz de 11 anos, e este decide resolver o problema com sua poderosa espada. Afinal, ele pode imaginar que, assim como nos desenhos japoneses, quase todos aqueles que morrem, acabam ressuscitando. Ah, Freud, me explica: porque que a gente é assim? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-8476699051960613051?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/8476699051960613051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=8476699051960613051&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8476699051960613051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8476699051960613051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/06/porque-que-gente-assim-crnica-de-elano_19.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-8246025781565448749</id><published>2007-06-14T22:06:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T22:21:08.560-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pra quem gosta do &lt;span style="color:#006600;"&gt;Rubem Alves&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Amigos leitores:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; na edição de nº 20 da &lt;span style="color:#990000;"&gt;Revista da Língua Portuguesa&lt;/span&gt; tem uma entrevista muito interessante com o escritor, teólogo, psicanalista e ex-professor de filosofia da Unicamp &lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rubem Alves&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076093988971128914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RnHolrMeqFI/AAAAAAAAAFw/8JOSRTvsiVc/s400/rubem+alves.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;acesse o site da revista: &lt;a href="http://www.revistalingua.uol.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;www.revistalingua.uol.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-8246025781565448749?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/8246025781565448749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=8246025781565448749&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8246025781565448749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8246025781565448749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/06/pra-quem-gosta-do-rubem-alves-amigos.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RnHolrMeqFI/AAAAAAAAAFw/8JOSRTvsiVc/s72-c/rubem+alves.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1050358800837000325</id><published>2007-06-06T11:50:00.000-03:00</published><updated>2007-06-06T11:55:04.843-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você sente saudades?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(crônica de Elano Ribeiro Baptista, publicada na revista "Cronicas Cariocas" - &lt;a href="http://www.cronicascariocas.com.br"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;www.cronicascariocas.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto. Tenho saudades da minha infância toda vez que vou à casa de minha mãe e olho aquele imenso quintal que, outrora, foi repleto de árvores frutíferas, onde eu brincava com meus amigos de polícia-e-ladrão e pique - esconde. Entre tantas árvores, havia uma ameixeira enorme, de galhos longos e fortes, o que me possibilitava chegar até a ponta deles e balançar ao sabor do vento. Essa árvore era na minha fértil imaginação de criança, um veleiro que singrava os mares, um helicóptero que me colocava dentro das nuvens, ou ainda, uma caverna que me abrigava nos momentos de tristeza, em que a única coisa que eu queria, era ficar sozinho. Sim, meus amigos leitores, às vezes, até as crianças sentem vontade de ficar sozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudades da casa dos coelhos, que eu visitava com meu pai todos os dias e, pacientemente, alimentava um a um com uma pequena cenoura. Tenho saudades de meu pai. Do dia em que ele me levou numa loja para comprar minha primeira bicicleta, das manhãs de domingo em que íamos lanchar numa doceria e voltávamos pra casa de mãos dadas e de todos os sábados em que eu o levei para passear na sua cadeira de rodas – foi justamente nessa época que nos tornamos mais amigos e menos pai e filho, mas isso eu conto numa próxima crônica. Tenho saudades do colo de minha mãe, colo mesmo, aquele que só temos quando somos bem crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, assistindo a um programa de TV, vi uma atriz – que agora não me recordo o nome – perguntar ao multifuncional Marcos Caruso (ator, diretor, roteirista) se ele sentia saudades de algum personagem que havia interpretado? Ele respondeu que não sente saudades de nada. Na hora, fiquei na dúvida se ele se referia apenas aos seus personagens, ou se também estava colocando naquela resposta tudo o que ficou pra trás na sua “vida real”. Achei melhor fechar com a primeira hipótese, pois, creio eu, ser improvável que alguém consiga viver sem sentir saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não sentir saudades da primeira namorada; do primeiro beijo; do primeiro “eu te amo” que alguém nos falou? Ah, impossível. Os anti-saudosistas que me perdoem, mas – parodiando Vinícius de Morais -, saudade é fundamental. Esse sentimento nos transporta para momentos de grande alegria, ou, nos coloca novamente “ao lado” de pessoas que, de alguma forma, nos fizeram felizes e, por um desses caprichos do destino, nunca mais vimos ou sequer ouvimos falar. E, já que citei Vinícius, quantos poetas e compositores já não pegaram carona na saudade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio “Poetinha”, junto com Tom Jobim apelou para que a tristeza pedisse em prece a volta da amada, em “Chega de saudade”. Numa parceria com Hermano Silva, o grande mestre Vinícius perguntou de forma poética: “-E por falar em saudade, onde anda você, onde andam seus olhos que a gente não vê?...”. Mesmo não sendo apreciador do estilo sertanejo, não posso deixar de citar a imensa quantidade de músicas cantadas com esse tema, por diversas duplas. Essa turma é campeã em pedir, cheios de nostalgia, a volta da mulher amada. Uma delas chegou inclusive a afirmar que, “a saudade é um prego e o coração é um martelo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, recebi uma carta de alguém que na época era uma ex-namorada e hoje é minha esposa. Estávamos separados por milhares de quilômetros e cheios de saudades um do outro. Depois de anos de namoro optamos por viver coisas novas, porém, cada qual ao seu modo e, pra isso acontecer, não podíamos mais ficar juntos. Quando percebemos que nós nos completávamos, recebi a tal carta que citei acima e, num determinado trecho, Laura pegou emprestado um pouco da saudade de Vital Farias, e escreveu o seguinte: “Não se admire se um dia, um beija-flor invadir a porta da sua casa, te der um beijo e partir, fui eu que mandei o beijo, que é pra matar meu desejo, faz tempo que não te vejo, ai que saudade de ocê...”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1050358800837000325?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/1050358800837000325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=1050358800837000325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1050358800837000325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1050358800837000325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/06/voc-sente-saudades-crnica-de-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1607436545914057147</id><published>2007-06-04T17:26:00.000-03:00</published><updated>2007-06-04T17:38:03.188-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Porque que a gente é assim?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;crônica de &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Elano Ribeiro Baptista&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, nessa quarta-feira no site da revista "Cronicas Cariocas"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072311015209876290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RmR3_nviu0I/AAAAAAAAAFg/J_DbycHXVU4/s400/cronicas.jpg" border="0" /&gt;acesse: &lt;a href="http://www.cronicascariocas.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;www.cronicascariocas.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1607436545914057147?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/1607436545914057147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=1607436545914057147&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1607436545914057147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1607436545914057147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/06/porque-que-gente-assim-crnica-de-elano.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RmR3_nviu0I/AAAAAAAAAFg/J_DbycHXVU4/s72-c/cronicas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-1016582911410585079</id><published>2007-06-01T21:48:00.000-03:00</published><updated>2007-06-01T21:58:23.254-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RmC_WHviuzI/AAAAAAAAAFY/CatFdT0tmVI/s1600-h/Fotos+no+hospital+e+em+casa+013.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071263567175662386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RmC_WHviuzI/AAAAAAAAAFY/CatFdT0tmVI/s400/Fotos+no+hospital+e+em+casa+013.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;Meus caros amigos e leitores deste blog, lhes apresento meu maior e mais belo sonho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;meu filho&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;JOÃO PEDRO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-1016582911410585079?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/1016582911410585079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=1016582911410585079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1016582911410585079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/1016582911410585079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/06/meus-caros-amigos-e-leitores-deste-blog.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RmC_WHviuzI/AAAAAAAAAFY/CatFdT0tmVI/s72-c/Fotos+no+hospital+e+em+casa+013.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-6170404037572767864</id><published>2007-05-23T23:00:00.000-03:00</published><updated>2007-05-23T23:05:11.955-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067941972612922146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RlTyX3viuyI/AAAAAAAAAFQ/AKe3NQy-zwg/s400/RJ4.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pra quem tem medo do Rio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(cronica de Elano Ribeiro Baptista, publicada na revista "Cronicas Cariocas" - &lt;a href="http://www.cronicascariocas.com.br"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;www.cronicascariocas.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começo a escrever essa crônica poucas horas depois de chegar do Rio de Janeiro. Acho que já disse aqui nesse espaço – se não disse, digo agora – que resido no interior do estado, à cerca de noventa quilômetros da capital. Distância curta, facilmente superada numa viagem de, no máximo, duas horas. Mas, mesmo estando tão próximo, não costumo ir muito à cidade maravilhosa, ainda assim, sou fascinado por aquele lugar que, apesar de tudo, continua encantador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse fim de semana saí da rotina – quase sempre muito tranqüila – de uma cidade do interior e fui pro Rio de Janeiro. Enquanto passava pela Linha Vermelha indo pra Ilha do Governador, onde me hospedei na casa de meu cunhado, vieram-me à cabeça diversas lembranças de reportagens sobre tiroteios entre traficantes e policiais naquela rodovia. Veículos tentando voltar na contramão, pessoas abandonando seus carros e atirando-se ao chão para se proteger das balas perdidas – perdidas? – atrás da mureta de separação das pistas. Uma sensação angustiante pra quem passa os 365 dias do ano sem presenciar um assalto ou ouvir um tiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, cheguei muito bem ao meu destino. A essa altura, já estava dentro de uma vila militar, protegido – protegido? – por muros, guaritas e soldados. Mas não estava satisfeito. Que tranqüilidade mais estranha é essa? Eu, passando o fim de semana numa cidade linda, porém, cercado por muros. Não. Queria sair e ver gente. E, foi numa dessas saídas, que tive uma bela surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos num bar, ali mesmo na Ilha. Um lugar agradável, com boa música, gente bonita e cerveja gelada. Enquanto bebericava e conversava, comecei a perceber algo que, para alguém como eu, que sempre ouve, assisti e lê notícias assustadoras do Rio de Janeiro, parecia surpreendente. Em plena madrugada, pessoas circulavam despreocupadas pelas calçadas. Casais de namorados passeavam de mãos dadas, abençoados pela linda noite de lua brilhante no céu. Quando estávamos indo embora fiquei ainda mais surpreso com o que vi. Uma praça – com a igreja de Nossa Senhora dos Navegantes – lotada de jovens aproveitando a madrugada tranquilamente, como se estivessem numa pequena cidade do interior. Sem medo de serem assaltados ou coisa pior. Pelo menos, era essa a sensação que eles transmitiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem mora no Rio de Janeiro, pode estar se perguntando o porquê de eu estar escrevendo sobre isso, afinal, o que eu vi naquela praça pode ser a coisa mais normal do mundo. E tomara que seja mesmo. Mas, geralmente, a impressão que se tem pelas notícias que circulam diariamente nos jornais, é de que nenhum ser no seu perfeito juízo anda pelas ruas da cidade ou para pra conversar sobre a vida, em plena madrugada, num lugar aberto, sem a proteção de seguranças, grades ou muros. Principalmente, quando não se tratam de regiões teoricamente mais seguras, como a Zona Sul e a Barra da Tijuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço a geografia da cidade maravilhosa, mas, posso supor que existam diversos lugares onde não seja possível se divertir em praça pública. Mesmo assim, quando me deparei com todas aquelas pessoas se divertindo, tive uma explosão de alegria. Achei que aquilo era uma resposta às pessoas – bandidos e políticos – que insistem em destruir um lugar que é “abençoado por Deus e lindo por natureza”. Pude até imaginar o que elas diziam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós estamos aqui, felizes e de bem com a vida. O Rio de Janeiro não é só bala perdida, guerra de traficantes, arrastões, assaltos. É, acima de tudo, a morada de um povo cordial, alegre, educado e hospitaleiro, que consegue transformar as adversidades em sorrisos cativantes e supera todas as dificuldades na certeza de dias melhores. Esse lugar é mágico e, por isso, estamos brindando, tendo essa linda lua e Nossa Senhora dos Navegantes como testemunhas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-6170404037572767864?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/6170404037572767864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=6170404037572767864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6170404037572767864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/6170404037572767864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/05/pra-quem-tem-medo-do-rio-cronica-de.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RlTyX3viuyI/AAAAAAAAAFQ/AKe3NQy-zwg/s72-c/RJ4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-4272162887857560144</id><published>2007-05-19T17:55:00.000-03:00</published><updated>2007-05-20T14:40:01.200-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escova&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(texto de Manoel de Barros)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066381817152715538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rk9na3viuxI/AAAAAAAAAFI/rRY0sv9M1eM/s400/Manoel+de+Barros.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Eu tinha vontade de fazer como os dois homens que vi sentados na terra escovando osso. No começo achei que aqueles homens não batiam bem. Porque ficavam sentados na terra o dia inteiro escovando osso. Depois aprendi que aqueles homens eram arqueólogos. E que eles faziam o serviço de escovar o osso por amor. E que eles queriam encontrar nos ossos vestígios de antigas civilizações que estariam enterrados por séculos naquele chão. Logo pensei de escovar palavras. Porque eu havia lido em algum lugar que as palavras eram conchas de clamores antigos. Eu queria ir atrás dos clamores antigos que estariam guardados dentro das palavras. Eu já sabia também que as palavras possuem no corpo muitas oralidades remontadas e muitas significâncias remontadas. Eu queria então escovar as palavras para escutar o primeiro esgar de cada uma. Para escutar os primeiros sons, mesmo que ainda bígrafos. Comecei a fazer isso sentado em minha escrivaninha. Passava horas inteiras, dias inteiros fechados no quarto, trancado, a escovar palavras. Logo a turma perguntou: o que eu fazia o dia inteiro trancado naquele quarto? Eu respondi a eles, meio entresonhado, que eu estava escovando palavras. Eles acharam que eu não batia bem. Então eu joguei a escova fora.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-4272162887857560144?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/4272162887857560144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=4272162887857560144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4272162887857560144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/4272162887857560144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/05/escova-texto-de-manoel-de-barros-eu.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/Rk9na3viuxI/AAAAAAAAAFI/rRY0sv9M1eM/s72-c/Manoel+de+Barros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-8576906522751862797</id><published>2007-05-15T15:22:00.000-03:00</published><updated>2007-05-15T15:28:06.063-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bento 16 e a guerra na igreja&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(texto de Leonardo Boff publicado no jornal Folha de São Paulo de 13/05/2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Existem duas posições claramente opostas que, na prática, podem se entrelaçar&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;LEONARDO BOFF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ESPECIAL PARA A FOLHA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;AS GUERRAS não existem apenas no mundo. Dentro da igreja há também uma guerra de baixa intensidade. Ela faz muitas vítimas, com os instrumentos adequados da guerra religiosa, escondidos sob palavras, não raro, piedosas e espirituais. Só para dar um exemplo pessoal: quando fui condenado pelo então cardeal Joseph Ratzinger em 1985 por causa do meu livro "Igreja: carisma e poder", foi-me imposto o que ele denominou de "silêncio obsequioso". Esse eufemismo implicava muita violência: deposição de cátedra, remoção de editor religioso da Vozes, da redação da "Revista Eclesiástica Brasileira", proibição severa de falar, dar entrevistas, escrever e publicar sobre qualquer assunto. Objetivamente "obsequioso" não possui nada de obsequioso. O mesmo ocorreu com o teólogo da libertação Jon Sobrino, de El Salvador, condenado em fevereiro deste ano. Recebeu apenas uma "notificação". Esta inocente palavra, "notificatio", esconde violência porque ele não pode mais falar, nem dar aulas, conceder entrevistas e acompanhar qualquer trabalho pastoral. O vitimado por uma condenação é "moralmente" morto, pois vem colocado sob suspeita geral, tolhido, isolado e psicologicamente submetido a graves transtornos, o que levou a alguns a terem neuroses e a um deles, famoso, perseguido por idéias de suicídio. Nós fomos, no mínimo, caçados e anulados, pois um teólogo possui apenas como instrumento de trabalho a palavra escrita e falada. E estas lhe foram seqüestradas, coisa que conhecemos das ditaduras militares. O que foi escrito acima parece irrelevante, pois é algo pessoal, mas não deixa de ser ilustrativo da guerra religiosa vigente dentro da Igreja. Nela o então cardeal Ratzinger era general. Hoje como papa é o comandante em chefe. Qual é este embate? É importante referi-lo para entender palavras e advertências do papa e a partir de que modelo de teologia e de Igreja constrói o seu discurso. Dito de uma forma simplificadora, mas real: há na igreja duas opções claramente opostas, o que não impede que, na prática, possam se entrelaçar. Face ao mundo, à cultura e à sociedade há a atitude de confronto ou de diálogo. A partir da Reforma no século 16 predominou na Igreja Católica romana a atitude de confronto: primeiro com as Igrejas protestantes (evangélicas) e depois com a modernidade. Face à Reforma houve excomunhões, e face à modernidade, anátemas e condenações de coisas que nos parecem até risíveis: contra a ciência, a democracia, os direitos humanos, a industrialização. A Igreja se havia transformado numa fortaleza contra as vagas de reformismo, secularismo, modernismo e relativismo. Missão da igreja, segundo esse modelo do confronto, é testemunhar as verdades eternas, anunciar a Cristo como o único Redentor da humanidade e a Igreja sua única e exclusiva mediadora, fora da qual não há salvação. Em seu documento de 2000, Dominus Jesus, o cardeal Ratzinger reafirma tal visão com a máxima clareza e laivos de fundamentalismo. Tudo é centralizado no Cristo. Esta atitude belicosa predominou até os anos 60 do século passado quando foi eleito um papa ancião, quase desconhecido, mas cheio de coração e bom senso, João 23. Seu propósito era passar do anátema ao diálogo. Quis escancarar as portas e janelas da Igreja para arejá-la. Considerava blasfêmia contra o Espírito Santo imaginar que os modernos só pensam erros e praticam o mal. Há bondade no mundo, como há maldade na Igreja. Importa é dialogar, intercambiar e aprender um do outro. A Igreja que evangeliza deve ela mesma ser evangelizada por tudo aquilo que de bom, honesto, verdadeiro e sagrado puder ser identificado na história humana. Deus mesmo chega sempre antes do missionário, pois o Espírito Criador sopra onde quiser e está sempre presente nas buscas humanas suscitando bondade, justiça, compaixão e amor em todos. A figura do Espírito ganha centralidade. Fruto da opção pelo diálogo foi o Concílio Vaticano 2º (1962-1965), que representou um acerto de contas com a Reforma pelo ecumenismo e com a modernidade pelo mútuo reconhecimento e pela colaboração em vista de algo maior que a própria Igreja, uma humanidade mais dignificada e uma Terra mais cuidada. Este "aggiornamento" trouxe grande vitalidade em toda a Igreja, especialmente na América Latina, que criou espaço para aquilo que se chamou de Igreja da base ou da libertação e da Teologia da Libertação. Mas acirrou também as frentes. Grupos conservadores, especialmente incrustados na burocracia do Vaticano, conseguiram se articular e organizaram um movimento de restauração, de volta à grande tradição. Este grupo foi enormemente reforçado sob João Paulo 2º, que vinha da resistência polonesa ao marxismo. Chamou como braço direito e principal conselheiro, seu amigo, o teólogo Joseph Ratzinger, elevando-o diretamente ao cardinalato e fazendo-o presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, a ex-Inquisição. Aí se processou de forma sistemática, vinda de cima, uma verdadeira Contra-Reforma Católica. O próprio cardeal Ratzinger no seu conhecido "Rapporto sulla fede", de 1985, um verdadeiro balanço da fé, dizia claramente: "A restauração que propiciamos busca um novo equilíbrio depois dos exageros e de uma abertura indiscriminada ao mundo". Ele elaborou teologicamente a opção pelo confronto a partir de sua formação de base, o agostinismo, sobre o qual fez duas teses minuciosamente trabalhadas. Notoriamente Santo Agostinho opera um dualismo na visão do mundo e da Igreja. Por um lado está a cidade de Deus e por outro a cidade dos homens, por uma parte a natureza decaída e por outra, a graça sobrenatural. O Adão decaído não pode redimir-se por si mesmo, seja pelo trabalho religioso e ético (heresia do pelagianismo) seja por seu empenho social e cultural. Precisa do Redentor. Ele se continua e se faz presente pela Igreja, sem a qual nada ganha altura sobrenatural e se salva. Em razão desta chave de leitura, o papa Bento 16 se confronta com a modernidade, vendo nela a arrogância do homem buscando sua emancipação por próprias forças. Por mais valores que ela possa apresentar, não são suficientes, pois não alcançam o nível sobrenatural, único caráter realmente emancipador. Nela vê mais que tudo secularismo, materialismo e relativismo. Essa é também sua dificuldade com a Teologia da Libertação. A libertação social, econômica e política que pretendemos, segundo ele, não é verdadeira libertação, porque não passa pela mediação do sobrenatural. Para concluir, se o atual papa tivesse assumido uma teologia do Espírito, coisa ausente em sua produção teológica, teria uma leitura menos pessimista da modernidade. No atual momento se dá o forte embate entre essas duas opções. A Igreja latino-americana pende mais pela opção do diálogo. Esta é mais adequada à cultura brasileira que não é fundamentalista nem dogmática, mas profundamente relacional e dialogal com todas as correntes espirituais. Somos naturalmente sincréticos na convicção de que em todos os caminhos espirituais há bondade para além dos desvios e que, definitivamente, tudo acaba em Deus. Não parece ser esta a opção de Bento 16: seus discursos enfatizam a construção da Igreja em sua forte identidade para que seu testemunho seja vigoroso e possa levar valores perenes a um mundo carente deles, como se viu claramente em seu discurso aos bispos brasileiros na catedral de São Paulo. Essa Igreja é necessariamente de poucos, coisa reafirmada pelo teólogo Ratzinger em muitas de suas obras. Mas esses poucos devem ser santos, zelosos e comprometido com a missão de orientar e conduzir os muitos, sem se deixar contaminar por eles e pelo mundo. Ocorre que esses poucos nem sempre são bons. Haja vista os padres pedófilos. Por isso, a Igreja precisa renunciar a certa arrogância, ser mais humilde e confiar que o Espírito e o Cristo cósmico dirijam seus passos e os da humanidade por caminhos com sentido e vida.&lt;br /&gt;LEONARDO BOFF é teólogo da libertação e escritor. Em 1985, foi condenado pelo então cardeal Joseph Ratzinger ao "silêncio obsequioso"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-8576906522751862797?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/8576906522751862797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=8576906522751862797&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8576906522751862797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/8576906522751862797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/05/bento-16-e-guerra-na-igreja-texto-de.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-5512255678213753140</id><published>2007-05-10T20:42:00.000-03:00</published><updated>2007-05-10T21:26:18.914-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Poesias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(por Eloisa Menezes) &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063091947975876866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RkO3TSA-IQI/AAAAAAAAAE8/NzVG7hpp8-4/s400/poesia.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Imortalidade &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Reprimindo o Espaço &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Surgem os movimentos &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Deixando acontecer... &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;O Tempo escapa com fragilidade &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Subtraindo as reservas da idade &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Temperando as experiências &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Buscando na sabedoria &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Os minutos das vivências. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Criaturas vagando&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Na escuridão do infinito &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Do passado surgindo &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Às margens do domínio &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Consagra seu destino. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Saúda o ontem &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nas fronteiras do tempo, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Repassando os sonhos vividos, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quase esquecidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Determinando a presença das lembranças &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Busca no futuro, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O hoje adormecido. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Catarse&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Compactuo com teu olhar &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Reprimo meus desejos &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sobrevivo dos sonhos &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Me apago na solidão. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;À espera continua, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Desiludida e saudosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Porém, espero... &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Assumo essa obsessão &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Representando no palco da vida , &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A minha consternação &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7907571866307605969-5512255678213753140?l=poeticacronicadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/feeds/5512255678213753140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7907571866307605969&amp;postID=5512255678213753140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5512255678213753140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907571866307605969/posts/default/5512255678213753140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticacronicadoscontos.blogspot.com/2007/05/poesias-por-eloisa-menezes-imortalidade.html' title=''/><author><name>CURTA MENDES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16326856903238311283</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/SpalahummQI/AAAAAAAAAhA/n4drBY_1e7M/S220/claquete.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8JnBKPTQeE8/RkO3TSA-IQI/AAAAAAAAAE8/NzVG7hpp8-4/s72-c/poesia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907571866307605969.post-171621997067413231</id><published>2007-05-07T20:19:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T21:18:58.559-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;"Pra quem tem medo do Rio"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(crônica de Elano Ribeiro Baptista)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nessa quarta-feira no site da revista "Cronicas Cariocas"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href=
